Causa::

29/09/2009

Uma moça (de uniforme) às Segundas::

Confessem... Estavam com saudades da garota, não estavam?..

Confessem... Estavam com saudades das garotas de causa::, não estavam?..

Muito em breve (quando o redator conseguir novamente arrumar tempo para as pesquisas…), vamos iniciar a “Semana do Programa FX-2″. Tema divertido, não? Aparentemente, nossa vibrante “imprensa especializada” não chegou a grudar no assunto, visto que coisas mais interessantes apareceram no horizonte – coisas como Manuel Zelaya num avião venezuelano…

Mas vamos esperar umas duas semanas (ainda falta o fecho do ”mês dos submarinos”). Enquanto isso, aproveitem o sorriso da tenente Gudrun Johanssen, da Flyvevåbnet (Real Força Aérea Dinamarquesa – pronuncia-se, mais-ou-menos ”vlifêfôznet”).   Desde os meados dos anos 1950, a RFAD admite mulheres em suas fileiras, mas foi apenas nos anos 1960 que elas começaram a assumir o lugar de piloto. Atualmente, a RFAD tem como principal item de seu inventário 60 caças-bombardeiros F16AM e F16BM. O “M” é indicativo de Mid Life Update, modernização que inclui revisão completa da estrutura e motores, atualização dos aviônicos e sensores e capacitação para armamento mais moderno. Essas aeronaves foram adquiridas depois de uma duríssima concorrência internacional vencida pelos EUA e que deixou de fora o consórsio anglo-francês SEPECAT, com o Jaguar, a sueca SAAB, com uma versão de exportação do Viggen, a Dassault-Breguet, como o Mirage F1M e uma versão proposta do YF17 (que nem existia), da empresa Northrop (que tinha perdido a concorrência para fornecer caças leves para a USAF para o próprio F16). O efetivo da RDAF é, na atualidade, de 3400 efetivos. Aproximadamente 100 conscritos, recrutados em universidades, são treinados a cada ano, e ficam em serviço durante dois anos e meio, para constituir uma reserva. O tempo de serviço é, em média, de 24 anos para os efetivos. Os reservistas são convocados de 4 em 4 anos até completarem 46 anos. A tenente gosta de andar na moda, e usa, na foto um modelito anti-G, para antecipar a chegada dos caças F-35 do programa Joint Strike Fighter. É prá logo – a RDAF é uma força aérea fashion… ::

15/03/2009

Um sistema de armas às … Quando der…::Oerlikon bitubo KD35::

Estive ocupado, esta semana, de modo que todos os posts atrasaram. Imagino a tristeza geral… Mas foi apenas um atraso. Continuo com o plano de atualizar posts antigos e interessantes, visto que causa:: já tem uns dois anos rolando (e umas 50.000 visitas… O que eu acho pouco, muito pouco…). Portanto, divirtam-se com um equipamento que integra o inventário do Exército Brasileiro, e é um item ainda totalmente operacional, em diversas forças armadas::

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A história. O canhão anti-aéreo bi-tubo KDA calibre 35 mm é uma arma destinada à defesa de ponto contra aeronaves em vôo de baixo nível e alta velocidade. Foi projetado na pela empresa Oerlikon, da cidade de Zurique, na Suiça, no início dos anos 50.

Um clássico: Oerlikon KDA 35 mm em bateria.

Um clássico: Oerlikon KDA 35 mm em bateria.

 

O canhão automático remonta ao período final da 1a GM. Foi desenvolvido por um engenheiro alemão que descobriu uma forma de diminuir a cadência de fogo diminuindo o efeito de “ação de recuo a gás” e, assim, a velocidade com que os cartuchos são admitidos na câmara. Introduzido em pequenas quantidades pelos alemães no fim da guerra, o canhão automático foi aperfeiçoado no período entreguerras, e se difundiu principalmente como armamento aéreo e anti-aéreo de defesa aproximada, tanto de solo como naval.

 

Oerlikon KDC. Defesa de ponto para belonaves, no caso, uma instalação Otomat, italiana.

Oerlikon KDC. Defesa de ponto para belonaves, no caso, uma instalação Otomat, italiana.

 

A Oerlikon entrou no ramo dos canhões automáticos quando, em meados dos anos 1920, adquiriu uma empresa que havia, logo após a guerra, adquirido a patente do canhão automático alemão. De posse desse desenho, já bastante aperfeiçoado, Oerlikon desenvolveu, no período entreguerras, um canhão calibre 20 mm que tanto servia para uso em aviões quanto em navios. Essa arma foi amplamente usada por todos os beligerantes, durante a 2a GM. Fabricada em diversas versões, sob licença, na Alemanha, Inglaterra e EUA, equipava até aviões japoneses. Conhecida como “Tipo S” (em função da munição utilizada) tornou-se a arma anti-aérea mais difundida da 2a GM.

 

O uso, amplamente disseminado durante a guerra, do bombardeio de picada e do ataque ao solo, conduzidos por ambos aeronaves muito ágeis contribuiu para aumentar a importância da artilharia anti-aérea de pequeno calibre. Conforme a guerra se desenrolava, o aumento da velocidade e da proteção das aeronaves logo obrigou ao aumento da cadência de fogo dessas armas, que, teoricamente, podiam alcançar até 450 salvas por minuto, mas, em combate, dificilmente alcançava mais de 180. A Wehrmacht começou a considerar o uso de canhões bitubo e quadritubo (conhecidos como Flak Vierling), embora tivesse dúvidas em torno da real eficácias dessas armas. Na metade da guerra, quando o calibre 20 mm começou a mostrar-se ineficaz, os alemães se voltaram para o calibre 37 mm, que vinha sendo desenvolvido desde os anos 1930.

Após a guerra, examinando alguns exemplares do canhão anti-aéreo alemão, os suíços chegaram à conclusão de que a munição de 37 mm alemã era muito mais eficiente que a utilizada no canhões AAe L60 aliados, baseados no modelo sueco Bofors. Um desenho totalmente novo, baseado no conceito alemão, resultou no cartucho 35X228 mm, pesando 550 gramas, HE (alto-explosivo), com velocidade de boca de 1175 m/s e alcance máximo de 4000 metros.

Em torno da munição 35X228 começou a ser projetado um canhão bitubo, 90 calibres, operação de recuo a gás, com uma cadência de tiro de 550 salvas por minuto por tubo, denominado KD. A série KD tem no KDA e no KDC seus principais itens, sendo o primeiro uma versão destinada a montagens terrestres e o KDC, a montagens navais. Colocada no mercado em 1959, veio a se tornar um dos mais bem-sucedidos produtos da indústria bélica suíça. A série C foi colocada em serviço em 1972, destinada à defesa de unidades navais.

Na atualidade: a série GDF.Os sistemas Oerlikon mais difundidos, as série GDF-001 até 005, alcançam uma cadência de fogo de até 1100 disparos. Na prática, os manuais recomendam rajadas de 2 segundos, o que significa 40 salvas por tubo, ou 80 salvas, ou um peso de fogo da ordem de 22 quilos em cada rajada. Essa capacidade de saturação pode ser ampliada pelo uso de duas unidades. A operação pode ser feita por um único artilheiro, é totalmente automatizada, sendo que a conteira (movimento lateral) e a elevação são controladas por motores elétricos de alto desempenho, acionados por joystick. 

A máxima eficiência do sistema exige a combinação das armas com unidades de controle de fogo baseadas em radar. Esse sistema, cujo nome comercial é Skyguard, é fabricado pela própria empresa. Colocada no mercado no final dos anos 1970, o Skyguard é instalado em um trailer, e pode ligar até 3 unidades bi-tubo, que passam a ser acionadas de maneira coordenada. O sistema comprende vários sub-sistemas: localizador de varredura ampla com identificador de intrusos (IFF) gerando acompanhamento e seleção de alvos. A aquisição de alvos pode ser feita por radar ou sistema optrônico baseado em TV, de modo a oferecer opções contra engajamento anti-radar. As baterias são controladas por rede de micro-ondas, podendo ou não haver interferência humana no acionamento final. O sistema é acompanhado por gerador e, com administração de energia, pode ficar ativo por até 36 horas.

Na atualidade, o Grupo Oerlikon-Contraves faz parte da Divisão de Produtos de Defesa Aérea do Grupo Rheinmetall, empresa alemã de longa tradição nesse mercado específico (longa mesmo – forneceram boa parte dos armamentos utilizados pela Alemanha nazista…). A empresa está desenvolvendo, juntamente com a britânica Royal Ordnance, um sistema de defesa anti-aérea e antimíssil denominado Millenium, projetado em torno do cartucho AHEAD. Trata-se de um sistema totalmente computadorizado, comandando um conjunto de canhões da versãoGDF-007, montados de modo a funcionar como canhão rotativo, monitorados por sistema de direção de tiro de alta precisão. O cartucho AHEAD (35X173mm) é o tipo de munição chamado “inteligente”: contém uma espoleta que é programada ao deixar o tubo, e “acompanha” a trajetória do alvo (geralmente um míssil ou projétil de carga oca). Ao explodir, libera fragmentos diante do alvo. A cadência desse fogo desse sistema pode ser regulada, variando o número de salvas. Por ser passivo, o projétil é resistente a todo tipo de contramedidas eletrônicas. O sistema também pode ser programado para engajar alvos aéreos a distâncias de até 2.500 metros e alvos de superfície a até 4.000 metros.

Oerlikon KDC 005. Base para os sistemas de defesa ativa pesquisados por norte-americanos e britânicos.

Oerlikon KDC 005. Base para os sistemas de defesa ativa pesquisados por norte-americanos e britânicos.

 

Um sistema semelhante, embora baseado no reparo norte-americano Bushmaster, para defesa ativa de veículos, está sendo projetado pela Rheinmetall, destinado à defesa aproximada de ponto.

 

Dados técnicos. Calibre – 35mm; Comprimento do cano (exceto nas versões GDF-006 e 007) – 90 calibres (31500 mm); Velocidade de boca -1175 m/s; Cadência de fogo – 2 x 550 = 1100 disp./min; Peso do conjunto (sem munição) – 7760 kg; Peso do conjunto (munição embarcada, 268 salvas por tubo) – 8200 kg.

Tipos de munição disponíveis (35X228): Anti-aéreas – HE (High Explosive – 550 grs); HEI (High Explosive Incendiary – 610 grs); Anti-carro – APDS (Armour Piercieng Discarding Sabot – 294 grs), APFSDS (Armor Piercing Fin Stabilized Discarding Sabot 375 grs); Defesa ativa de ponto – FAPDS (Frangible Armour Piercieng Discarding Sabot – 375 grs), AHEAD (Advanced Hit Efficiency And Destruction – 750 grs):: 

 

 

 

 

 

 

05/02/2009

Um sistema de armas às terças::XB70 Valkyrie::Mais rápido que uma bala de fuzil… e inútil::

Usar uma arma não é tão fácil quanto pode parecer. O mínimo é que se saiba como operá-la, individualmente, ou seja, saber como usar (dar um tiro, por exemplo, não significa apenas apertar o gatilho). Mesmo assim, 10.000 ótimos atiradores não formam um exército, e quanto maior a estrutura, mais complicada sua colocação em funcionamento. É assim com as forças armadas, desde sempre: colocá-las em ação exige mobilização, treinamento e acionamento. E antes, exige que muita gente pense qual a melhor maneira de fazê-lo. O que isso tem a ver com sistemas de armas? Tudo. Porque um sistema de armas – ou seja, um conjunto de partes combinadas destinadas a superar oposição inutilizando-a – é elaborado por projetistas militares e não-militares tendo em vista uma forma de usar que foi inventada antes do projeto, por pensadores teóricos. Esse “modo de usar” é chamado de “doutrina”. Nesta terça-feira, vamos examinar como a mudança de uma doutrina pode tornar obsoleto um sistema de armas, mesmo que este seja a última palavra, o “estado da arte”, em termos de tecnologia::

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Em 1945, o surgimento da bomba atômica não significou, de imediato, qualquer modificação de vulto nas doutrinas de bombardeio estratégico desenvolvidas, nos três anos anteriores, pela Força Aérea do Exército dos EUA. De fato, a utilização da bomba-A não passava de um desenvolvimento da chamada “regra de área”, um conjunto de fórmulas matemáticas e estatísticas destinadas a projetar a destruição infligida ao inimigo. A reação nuclear não era vista como uma arma em si, mas como um explosivo, só que de poder exponencial. A “entrega” do explosivo era totalmente convencional: o número adequado de aeronaves especializadas era calculado, despachado para o alvo e uma delas largava lá um artefato de queda livre. O diferencial era o estrago que  a potência do explosivo detonado fazia no alvo.

Ainda hoje, o problema da “entrega” continua sendo a preocupação dos formuladores envolvidos com a questão. Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, logo ficou claro que a utilização de artefatos nucleares implicava na concepção de técnicas de bombardeio, que teriam de levar em consideração o tamanho do território inimigo. O inimigo dos EUA, na “Guerra Fria” tinha um território enorme e, para alcançar áreas industriais e centros de comando, a questão da “penetração profunda” passou a estar sempre na frente de todos os problemas.  

 

 

Uma série de bombardeiros a jato, postos em serviço a partir do final da década de 1940 (o primeiro foi o Boeing B-47 Stratojet, em 1947, seguido do English Eletric Camberra, em 1949) foi concebida para operar como primeira linha de ataque estratégico, a partir de bases, situadas em torno da União Soviética. O desenvolvimento do reabastecimento em vôo (REVO) aumentou a autonomia das aeronaves, permitindo que ficassem no ar durante longos períodos, em estado de alerta. Esse procedimento, desenvolvido a partir da criação do Comando Aero-estratégico da Força Aérea dos EUA (USAF) acabou resultando no modelo B-52 Stratofortress, projetado para a função específica de conduzir armamento nuclear. O B-52 abriu um conceito novo, no qual aeronaves eram mantidas no ar, com quatro artefatos nucleares embarcados, 24 horas por dia, orbitando em torno de pontos situados a no máximo seis horas de seus alvos. Entretanto, os planejadores estratégicos norte-americanos imaginavam que uma aeronave subsônica dificilmente conseguiria ultrapassar as defesas soviéticas. Esses planejadores introduziram dois conceitos. O primeiro foi desenvolvido pela própria força aérea, e acabou resultando, no fim dos anos 1950, no Convair B-58 Hustler, capaz de voar duas vezes a velocidade do som. O Hustler, uma obra-prima tecnológica, foi ao mesmo tempo um fracasso operacional (é um bom tema para outro post desses…). O segundo, o de “bombardeiro nuclear de penetração profunda”, propunha uma aeronave capaz de desenvolver, durante longo tempo, velocidade supersônica e, durante algum tempo, velocidade superior à Mach 2.2. Esse regime de velocidade diminuiria o tempo de reação do inimigo. Sobre o alvo, por pouquíssimo tempo, uma tal aeronave deveria alcançar até Mach 3.0 (velocidade semelhante a de uma bala de fuzil, algo em torno de 330 metros por segundo) – tendo assim a possibilidade de escapar ao sopro da explosão nuclear. O teto de serviço deveria ser superior a 20.000 metros de altitude.

Os estudos desse conceito começaram em 1954, conduzidos pela Boeing e pela Rand Corporation (um think tank voltado especificamente para o desenvolvimento das forças armadas dos EUA). A primeira idéia foi de um bombardeiro impulsionado a propulsão nuclear, mas foi abandonada em função do surgimento de combustíveis convencionais quimicamente melhorados (High Energy Fuel, apelidado de zip-fuel).    

As primeiras propostas foram consideradas insatisfatórias, pois resultariam em aeronaves enormes que tornariam inúteis as bases aéreas então existentes. Em 1957 as empresas Boeing e North American, afinal, apresentaram projetos que preenchiam os requerimentos da USAF – principalmente o de utilizar a infra-estrutura disponível. A aeronave deveria ter alcance de até 18.000 quilômetros conduzindo até 35 toneladas de carga.

A proposta vencedora foi a da North American Aviation, empresa do sul da Califórnia. A aeronave proposta recebeu da USAF a notação XB-70. Dotada de seis grandes motores turbojatos GE YJ83, instalados sob a fuselagem de estrutura de aço inoxidável em forma de colméia, recoberta por uma “pele” de liga de titânio extremamente delgada, a aeronave seria capaz de voar tão alto e tão rápido que evitaria interceptadores soviéticos, então a única arma realmente eficaz contra bombardeiros.

Foram construídos dois protótipos, nos dois anos seguintes e, em 1958, a aeronave recebeu o nome de Valkyrie. O desenvolvimento dos dois protótipos mostrou-se promissor, e era esperado que, por volta de 1965, duas alas, com um total de 30 aparelhos, estivessem operacionais. Entretanto, o número de novos conceitos e novas tecnologias contidos no avião fizeram com que os custos de desenvolvimento se tornassem  astronômicos, atraindo a antipatia dos políticos que teriam de explicar aos contribuintes  os gastos exigidos por um sistema que não garantia superioridade sobre os soviéticos.

No fim dos anos 1950, os soviéticos desenvolveram mísseis anti-aéros de grande altitude e alta performance, orientados por radar e voando 4 vezes mais rápido que o som. Esse fator não era previsto em meados dos anos 1950. Em 1962, a derrubada de um avião de reconhecimento U-2 que voava a quase 19.000 metros de altura surpreendeu os planejadores norte-americanos, principalmente no que dizia respeito ao tempo de reação do sistema de defesa aérea. Esse evento não abateu apenas o programa de inteligência aérea da CIA, mas também o projeto XB-70, que foi interrompido em 1964.

Um outro motivo que derrubou o XB-70 antes da decolagem foi o aperfeiçoamento, na segunda metade dos anos 1950, dos mísseis balísticos de ataque. A trajetória dessa arma começou no final da Segunda Guerra Mundial, com o foguete A4 e o projeto do A9, capaz de alcançar a América. Devido a problemas de orientação, o desenvolvimento dessa arma foi lento, embora ambas as potências tenham investido em projetos semelhantes. Em meados dos anos 1950, os soviéticos começaram a ter sucesso com os projetos do engenheiro Sergei Korylev, e em 1957 o míssil R7 foi bem-sucedido em colocar o primeiro satélite artificial em órbita. Meses depois, o primeiro míssil Atlas foi testado com sucesso pela força aérea dos EUA. O míssil balístico intercontinental, ou ICBM, acabou se tornando a principal arma estratégica dos arsenais tanto dos EUA quanto da URSS, relegando os bombardeiros ao segundo plano – embora continuassem sendo as principais forças de prontidão. Os mísseis de longo alcance eram infinitamente mais baratos do que aeronaves supersônicas e suas equipagens podiam ser treinadas sem maiores despesas. O único problema dos ICBM (e de seus “irmãos menores”, os IRBM, ou “mísseis balísiticos de alcance intermediário”) era o fato de que, uma vez lançados, não poderiam ser chamados de volta, embora pudessem ser detonados no ar. Assim, o procedimento de manter aeronaves B-52 orbitando próximo às fronteiras da URSS estendeu de modo nunca previsto a vida útil desses sistemas de armas. Os estrategistas norte-americanos imaginam que, por volta de 2020 ainda haverão unidades em serviço. Já os caríssimos B-58 e o natimorto XB-70 forma substituídos pelas alas de mísseis intercontinentais. Maravilhas tecnológicas tornadas inúteis muito antes de ficarem obsoletas::  

Divirtam-se agora com o filminho recolhido no You-Tube. Caramba! Esse avião era mesmo grande!..

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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