Um sistema de armas às terças:: Tor M1 9M330


Duas notícias afastadas por alguns anos, mas dentro do mesmo contexto: a confusão usual no Oriente Médio.

(Reuters)Os generais russos falam sobre o ataque americano ao Irã(03 de abril de 2005)

Segundo declarou numa conferência de imprensa o general Yuri Solovyov, comandante da Defesa Aérea de Moscou: “De acordo com as nossas estimativas, o sistema de defesa aérea do Irã é bastante forte.” (…) “As armas do Irã incluem sistemas anti-aéreos que lhes permitem combater todos os tipos de aeronaves atualmente em serviço nas forças armadas dos EUA… Além do mais, nossos especialistas os treinam desde os tempos soviéticos.”

A Rússia finalizou a entrega de sistemas anti-aéreos Tor-M1 ao Irã, criando uma onda de protestos nos EUA e em Israel, ao que a Rússia respondeu afirmando que os Tor-M1 são sistemas de curto alcance e assim, puramente defensivos.

Na mesma conferência de imprensa, o general Sergei Razygrayev, acrescentou “A situação atual é que o possível atacante (os EUA) tem armas mais modernas e poderosas e supremacia inconteste, quando comparado às defesas iranianas. Eles (os americanos) são capazes de criar uma tal superioridade que será possível cumprir seus objetivos. A presença de sistemas modernos no lado oposto traz a perspectiva de baixas.” Uma semana antes, o chefe do Estado-maior russo, Yuri Baluyevsky afirmara: “Os EUA poderão danificar o potencial industrial e militar do Irã, mas não poderão vence-los.”

Falando sobre as análises e projeções russas sobre este possível ataque, o general Sergei Razygrayev disse que os peritos militares russos estudaram os padrões de ataque americanos na Sérvia e no Iraque e concluíram que qualquer ataque ao Irã deve começar pela supressão dos sistemas de radar e depois, numa segunda vaga lançar uma onda de mísseis de cruzeiro. Só num terceiro momento viriam ataques táticos, com aviões convencionais e steatlh.

(Reuters)Síria acusa Israel de bombardear seu território(6 de setembro de 2008)

A Síria acusou Israel de bombardear seu território e declarou que poderá responder “a agressão e a perfídia do Estado judeu.”

Israel recusou comentar a acusação síria, que ainda declarou não terem sido registrados baixas ou danos materiais. A acusação síria foi parcialmente responsável por disparar um aumento mundial nos preços do petróleo…

“Parece que os aviões israelenses estavam em uma missão de reconhecimento quando foram surpreendidos pelas defesas sírias e foram forçados a largar suas bombas e tanques descartáveis”, disse uma fonte diplomática ocidental na capital síria.

Um oficial sírio declarou:””Eles lançaram suas bombas em uma área vazia enquanto nossas defesas aéreas faziam intenso fogo contra eles.” A agência oficial de notícia SANA disse que a Síria “reserva-se o direito de responder do modo que pareça adequado.”

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Você amaria um “estado-pária”? George Walker certamente responderia “no”, e pronto. Mas você… Imagino que, como tudo na vida, depende… Depende de quanto atraente esse “estado-pária” pudesse ser. E, se isso conta, em termos de sistemas de defesa aérea, esses “párias” já não são tão párias assim. Conheça um pouco dos sistemas que os têm tornado tão atraentes… E tirado o sono de George Walker e dos israelenses.

São produtos do consórcio Ilmaz-Antey, empresa estatal criada em 2002 pela Federação Russa, reunindo 46 institutos, escritórios e empresas, alguns existentes desde os anos 50. Dentre as mais conhecidas está a MAPO, que tem como centro o escritório de projetos aeronáuticos MiG. A mais importante das instituições é o Instituto de Ciência e Produção –  Almaz,- responsável por diversos projetos aero-espaciais, inclusive a renovação do sistema de satélites militares e de comunicações da Rússia.

O tipo de empresa que tem se tornado modelo na ex-União Soviética é interessante por ter modificado o sistema organizacional adotado na época do comunismo, sem modificar o processo criativo e produtivo. Geralmente, as empresas articulam-se em torno de escritórios de projetos ou institutos de pesquisas, responsáveis pelo desenvolvimento tanto do conceito quanto do projeto. O passo seguinte, o desenvolvimento do protótipo, é repassado à um complexo industrial, e quando se abre a fase de produção, o complexo passa a atuar de modo independente. As empresas continuam pertencendo ao Estado, mas tem grande autonomia administrativa, inclusive para admitir sócios e lançar ações no mercado.

No sistema anterior, diversos escritórios, institutos  de pesquisa e desenvolvimento e empresas industriais eram coordenados por repartições burocráticas, muitas vezes sem grande conhecimento do ramo com o qual estavam lidando. Essa centralização produzia enorme ineficiência, pois era responsável inclusive pela distribuição e matérias-primas, insumos e mão-de-obra especializada. Outro fator de ineficiência era a tentativa dos burocratas de Moscou em distribuir a produção entre diversas repúblicas soviéticas, o que atrasava o desenvolvimento e tornava lento todo o processo.

A reestruturação do sistema industrial herdado da União Soviética é considerada responsável pelo atual sucesso da Rússia em certas áreas, como exploração de petróleo, petroquímica e a indústria de armamentos, na ponta da qual está o Consócio Ilmaz-Antey.

Vejamos dois de seus principais produtos.

Sistema de defesa aérea Tor M1/9M330

O sistema de mísseis superfície-ar TOR foi introduzido no exército da antiga União Soviética em 1986, tendo sido, desde então, constantemente aperfeiçoado. As versões atualmente usuais são a Tor M1 e Tor M1T. É um sistema de defesa aérea móvel integrado, projetado contra aeronaves em altitudes média, baixa e muito baixa. É eficaz contra aeronaves de asa fixa, rotativa, UAVs, mísseis guiados e de cruzeiro e bombas planadoras inteligentes. É capaz de operar mesmo submetido à intensa atividade de contra-medidas eletrônicas.

O Tor M1 compreende um número variável de veículos Transportadores de Mísseis. Geralmente, um batalhão de defesa aérea russo equipado com Tor consiste de 3 a 5 companhias, cada qual equipada com 4 TMs, que, por sua vez transportam 8 mísseis prontos para lançamento. Cada companhia dispõe de radares, sistemas de controle de fogo e posto de comando central. O Tor M1 pode operar independente, em posições estacionárias ou em movimento. O tempo de colocação em bateria é de 3 minutos e o tempo de reação depois da designação de alvos pode variar de 3 a 10 segundos, dependendo do estado do TM (estacionário ou em movimento).

O sistema de detecção do Tor M1 consiste de dois radares. O primeiro, chamado “radar de busca”, pode rastrear até 48 alvos simultaneamente. à uma distância máxima de 25 quilômetros, desde que aqueles apresentem seção reflexiva de aproximadamente 20 centímetros quadrados. O segundo radar, chamado “radar de engajamento”, entra em funcionamento a partir da designação do sistema central, quando o alvo se encontra a aproximadamente 20 quilômetros de distância. Sua função é “trancar o alvo” e acionar o fuso do míssil quando este chega próximo do alvo designado. O número de alvos engajados simultaneamente depende do número de baterias ligadas ao sistema. Cada TM pode engajar dois alvos separados. Um sistema optrônico (aquisição de alvo via televisão) complementa a orientação do vetor, ou pode ser usado em ambientes fortemente afetados por contramedidas eletrônicas, ou quando existe ameaça de vetores anti-radiação.  

O vetor usado pelo sistema TOR é o míssil 9M330 (SA15 “Gauntlet”, segundo a designação da OTAN) de um estágio, movido a motor-foguete de combustível sólido. Disparado verticalmente, tem um alcance máximo de 12 quilômetros, percorridos à velocidade de 700 metros por segundo (mais ou menos 3000 quilômetros por hora), sendo eficaz a altitudes que variam de 10 até 6000 metros. O sistema de direção combina aletas móveis e jatos de gás inerte de alta pressão, suportando cargas de manobra de até 30 G. A guiagem é feita por rádio.

Sua cabeça de combate pesa aproximadamente 22 quilos, dos quais 15 são alto-explosivo combinado com material de fragmentação. É acionada por um fuso de proximidade ativado pela iluminação de radar, que detona à uma distância de entre 22 e 6 metros do alvo.

O sistema é oferecido em duas versões. A primeira é totalmente integrada em um veículo de sobre lagartas. A segunda é um sistema modularizado (Tor-M1T), compreendendo uma unidade móvel de controle e os TMs.O Tor também tem uma versão fixa, para defesa ativa de ponto.

O primeiro operador do sistema Tor foi o ramo de defesa aérea do Exército da União Soviética. Atualmente, calcula-se que o Exército Russo opere por volta de 100 unidades. A Marinha opera a versão naval, que dispara o míssil SA9-N. A China adquiriu 50 sistemas, e existem informações de que o pedido, feito em 1997 e entregue até 2001, foi aumentado em 2002. A Grécia, que tem se notabilizado por buscar armamento em fontes alternativas, visto que os EUA tem hesitado em lhes ceder armas de última geração, adquiriu 21 sistemas. O Irã fechou um negócio de mais de 1 bilhão de dólares, adquirindo. em princípio, 29 sistemas, além de barcos de patrulha e sistemas para a força aérea. As entregas do Tor se completaram em janeiro de 2007 – o que talvez explique a hesitação dos EUA em lançar um ataque contra o país, apesar das ameaças. Os sistemas iranianos estão equipados com o SA19, mas os russos se mostraram, recentemente, dispostos a entregar uma remessa dos novíssimos SAM S300.

Os iranianos, no momento da primeira aquisição, estavam interessados nesse vetor, que foi, na época, negado pelos russos, devido ao acordo Gore-Tchernomyrdine. Trata-se de um protocolo de entendimento com Washington, em que os russos se comprometem a não entregar armas de ataque ao Irã. Como avaliaram que o sistema Tor é um equipamento de defesa, não viola os entendimentos com os EUA.

O principal interesse iraniano seria defender a usina termo-elétrica nuclear que está sendo construída pela Rússia em Bouchehr. A aquisição de armamento foi precipitada por boatos, divulgados em 2005 e 2006, de que Israel estaria examinando a possibilidade de lançar um ataque preventivo contra o local. Os norte-americanos têm afirmado, com freqüência, que a planta de Bouchehr daria ao Irã capacidade de desenvolver combustível para uso em armamento nuclear.

Segundo analistas ocidentais, a aquisição do sistema Tor, combinada com as características do terreno iraniano, torna um ataque aéreo de surpresa, realizado por pequenos grupos de aeronaves voando a baixa altura, praticamente impossível. A aproximação dos atacantes teria de ser precedida por intensa atividade de contramedidas eletrônicas e ataques de mísseis anti-radar, o que acabaria com o fator surpresa, além de ter eficácia limitada.

Não deixem de ver o filminho. Não tinham dito que a Guerra Fria tinha acabado? Não é o que parece, pelo clima dessa peça de noticiário da TV russa.  Bom, o resto vem na semana que vem – é muita sensualidade para uma terça só e não quero deixar ninguém acordado a noite inteira::

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13 pensamentos sobre “Um sistema de armas às terças:: Tor M1 9M330

  1. Bitt,

    Afinal de contas, nesse incidente entre Israel e Síria, já existe alguma pista para o que realmente aconteceu ? Essa de “missão de reconhecimento” é história pra boi dormir.

    Quase todas as teorias que tomei conhecimento tem o Irã pelo meio. Uma delas fala de uma base de mísseis financiada e, talvez, co-operada pelos iranianos. Outra fala de um carregamento de armas vindo o Irã para o Hizbollah.

    E aí ?

  2. Eu até acho que o lance entre israel e síria pode ter sido realmente um caso de caças israelenses soltando seus tanques de combustivel para poder se esquivar melhor da defesa síria, mas vai saber.

    Sobre o sistema de mísseis russo, uau vou precisar de um banho gelado. 🙂

    Bem que o EB e a FAB poderiam comprar algo assim, estamos carentes de uma defesa antiárea nesse nível. E os russos afiaram muitas de suas táticas justamente com a melhor força aérea do mundo, a israelense não?

  3. Eu imagino que a missão israelense tenha sido uma missão ELINT. Os israelis fazem isso com frequência, pois se suas aeronaves são iluminadas durante três segundos por uma faixa de radar, eles já conseguem gravar os dados do equipamento, e poderão elaborar métodos de “jamming” (ECM) e calcular a calibragem dos mísseis anti-radiação. Os sírios e o iranianos, entratanto, tem se mostrado capazes de elaborar métodos de ECCM eficazes. Enfim, a época em q os israelis faziam e aconteciam vai longe. Contra o Irã, eles certamente gostariam q o “irmão mais velho” tomasse providências…
    Pelo q tenho lido e sido informado, o vetor usado por esse sistema já pode ser considerado obsoleto (embora ver uma coisa funcionando assim seja sempre impressionante). Mas o tal S300 (vou falar nele semana q vem) parece q é coisa das mais finas.
    O Brasil já tem tecnologia acumulada para contruir mísseis funcionais. Já tem um IRGM de segunda geração, o MM1 “Piranha” e acabou de testar, com sucesso, um HARM, chamado MARS 1. Tamb existe um convênio com a empresa sul-africana Kentron (eles tem uma industria de armas indígena mto interessante para o desenvolvimento de um BVRM, o R-Darter. Eles entram com o desenvolvimento aerodinâmico e nós, com o desenvolvimento de software.
    O que precisamos mesmo é desenvor uma indústria local de defesa, pq essa exige investimentos altos, mas o retorno em alta tecnologia compensa. Estávamos nesse caminho nas décadas de 1970-80, mas os investimentos eram altos, e o modelo “exportador” não deu certo, então. Vamos ver agora.

  4. bitt:

    Esse sistema russo me pareceu mais preciso que o “Patriot” americano que, aparentemente, funciona com o princípio da saturação.
    Os russos estão mais racionais e precisos (putz! 20 centímetros quadrados!).
    Kra, se bobear miram e dois aviões um atrás do outro, disparam 3 mísseis e é capaz de acertarem até o piloto que ejetou da primeira aeronave atingida.
    Não é a tôa que os americanos estão pensando duas vezes antes de invadir o Iraque.

  5. Não acredito, nem um pouco, nessas “promessas fantasistas” sobre as prováveis (e tão empoladas) capacidades desses tais mísseis terra-ar (SAM) TOR M-1 (codinome NATO = SA-15 “Gauntlet”), concretamente na suas capacidades de colocarem em causa a Superioridade Aérea dos EUA, coisa que até hoje nenhum SAM o conseguiu fazer!

    Os argumentos referenciados no artigo dão a entender, pelo menos a quem nada entende sobre armamentos, que os aviões de guerra (sejam dos EUA, da UE, da Rússia, da China e de outras potências militares) não têm contra-medidas electrónicas para se protegerem devidamente e até destruírem em pleno ar essas ameaças (que não passam de isso mesmo, de hipotéticas ameaças) Estou a falar concretamente de sofisticadíssimos sistemas aerotransportados nessas aeronaves de guerra (e não avionetas de passeio) tais como os (ECM/ECCM/ASPJ/IRCM/LCM/Jamming Pods/Chaff/Flares dispensers) e tantos outros variadíssimos sistemas perturbadores multifrequência, anuladores anti-SAM etc… etc…etc…) que a aviação tem ao seu dispor à décadas.

    Pelo que é extrapulado e “sensacionalizado” (direi mesmo “fantasiado”) sobre tais supostas Super-Capacidades de tais mísseis anti-aéreos, dá a entender que apenas pelo facto de o serem (anti-aéreos) já é mais que uma garantia cabal de mandar abaixo “todo e qualquer” avião de guerra!

    Ora, a realidade nua e crúa não é, de facto, aquilo que muitos anti-americanos (ou melhor, anti-imperialistas, como geralmente eles próprios se assumem) “desejariam interesseiramente” que fosse!

    Em relação ao Poder Aéreo, devo desde já salientar que nada até hoje conseguiu numa única guerra que fosse, comprometer (ou mesmo “beliscar”) a Superioridade Bélica do Poderio Aéreo dos EUA (que como vastamente se sabe, é no mínimo Aplastante e BEM REAL).

    Diz-se para aí os mais perfeitos disparates, argumentados com estas e aquelas “mais valias armamentísticas” que (por fim) lá conseguem “arranjar” para colocar em risco tal Superioridade Aeroespacial norte-americana.
    Cabe desde já sublinhar para destacar, que as mesmasespectativas se avançaram antes dos dois conflitos que os EUA travaram com o seu Poderio Aéreo com o Iraque (Guerra do Golfo e Guerra do Iraque), e bastaram apenas (e tão só) 21 dias e 16 dias, reespectivamente… para que o Poder Aéreo aliado mostrasse ao mundo inteiro (especialmente aos “Terrenistas”), uma vez mais, entre tantas e tantas outras, que as tais “armas milagrosas” do Iraque não passavam afinal de puro “Bluff” e autênticos fiascos a enfeitarem uma perfeita nulidade (quem ainda tiver duvidas, que aprenda a fazer a digestão!!!).

    O mesmo está a acontecer agora com o Irão (sempre foi assim, milhares de leigos a menosprezarem as capacidades cabais e mais que provadas do Poder Aéreo… e hipocritamente a acabarem a engolir a custo os seus retumbantes e arrasadores sucessos).

    Há para aí milhões de comunas, anti-imperialisas, anti-americanos, anti-semitas e por aí adiante… que desejariam que o Poder Aéreo (que deu o título de Maior Potência Militar Mundial aos EUA) não concretizasse aquilo que melhor soube fazer ao longo de todo o Séc. XX: dominar em Absoluto os seus inimigos, fossem eles quais fossem, tivessem as armas que tivessem, e a consolidarem a máxima da SUPREMACIA AÉREA ABSOLUTA!

    os SAMs não defendem países!
    Os SAMs defendem é pequenas áreas, muitíssimo localizadas, onde se situam alvos importantes como bases aéreas, centros de comando, QGs, estações de radares de rastreio e de controlo aéreo, centros militares e políticos etc. O seu raio de acção é sempre muito curto (não vai além de 70Km) o que em nada impede que uma nação e os seus objectivos estratégicos sejam impunemente destruídos por ataques aéreos vindos de todas as direcções.
    Para além disso, os aviões têm sistemas electromagnéticos, radáricos e de outros espectros de frequências ultra-secretas que permitem detectar atempadamente essas ameaças, “enganá-las”, “baralhá-las” e “despistá-las”, ou mesmo destruí-las com armamentos específicos desde distâncias inalcansáveis para elas. Isso torna as aeronaves, Sistemas de Armas totalmente intocáveis e sem a mínima hipótese de serem destruídos. Só por um enorme e crasso erro humano ou por um balbúrrio da sorte é que um avião se deixa apanhar por uma bateria de mísseis anti-aéreos e muito menos por artilharias anti-aéreas comandadas por radar ou convencionais. É para evitar isso que os aviões possuem sofisticadíssimos sistemas RWR, ASPJ, IRCM, ECM, ECCM ou LCM (entre outros) e fortes blindagens.

    A única coisa capaz de deter um caça e garantir a defesa territorial, por toda a extensão e profundidade de uma nação, é outro caça adversário equipado com mísseis “ar-ar” AAM!
    Um caça, como é uma plataforma de armas móvel, altamente veloz (supersónica), pode rápidamente “correr” todo o país, de lés a lés, e acudir a qualquer sítio onde seja necessário, seja sobre a terra ou sobre o mar… (ou ainda no ar), defendendo qualquer exército ou marinha que necessite de Cobertura Aérea para sobreviver.

    O Irão não mete medo a ninguém e essa treta de terem “armas milagrosas” que são capazes disto e daquilo…, não passa de mera propaganda estatal iraniana, de sensacionalismo para consumo interno, para elevar a moral da nação e persuadir os EUA de a atacar, (o que em nada conseguirá!).

    Em relação aos temíveis caças supersónicos de Intercepção e Defesa Aérea Sukhoi SU-30MK Flanker(http://landman.vif2.ru/pages/Su-30MK.htm) e Mig-29 Fulcrum (http://www.fas.org/nuke/guide/russia/airdef/mig-29-fulcrum.jpg) relatados por ele no artigo, a USAF à muitos anos que tem a devida resposta: o F-15E Strike Eagle (http://www.f-15e.hu/) e o moderníssimo caça invisível “stealth” F/A-22 Raptor (http://es.geocities.com/scuadrafotos/wallpapers/S_F-22_Raptor_2_1024.jpg), este simplesmente o mais moderno e avançado caça de Superioridade Aérea do mundo (tido mesmo como a “Super-Arma do Séc.XXI”, um enorme passo à frente de qualquer ameaça!). E isto já para não falar dos aviões ultra-secretos invisíveis como os F-117 Night Hawk (http://www.wallpaperbase.com/wallpapers/military/f117nighthawk/f_117_nighthawk_2.jpg) e as mais poderosas e mais temíveis armas nucleares do mundo, os superbombardeiros invisíveis B-1B Lancer (http://avions.legendaires.free.fr/Images/Gb1-2.jpg) e B-2A Spirit (http://archive.cs.uu.nl/pub/AIRCRAFT-IMAGES/B-2.jpg). Basta apenas um único aparelho deste tipo, totalmente carregado com um verdadeiro arsenal de mísseis balísticos intercontinentais (ALICBM/ALCM) para aniquilar um mundo como o nosso, não uma, mas dezenas de vezes!
    Para além disso, a U.S.Navy possui também a sua própria resposta: os excepcionais F-14D Super Tomcat (http://www.birdsofthunder.com/GRUMMAN%20F-14D%20TOMCAT%20-%20VF-101%20GRIM%20REAPERS%20WEB.jpg) e os moderníssimos F/A-18E Super Hornet (http://www.hobbylinc.com/gr/ita/ita02611.jpg)!
    Quanto às baterias (SAM) de mísseis anti-aéreos russos S-400/SA-20 Triumph (http://pvo.guns.ru/images/sa10/20-005_S-400.JPG), o Ocidente tem ainda melhor, tais como o sistema autopropulsado francês MBDA Crotale (http://www.sztab.com/tapety/System-Obrony-Przeciwlotniczej-Crotale%20123635,1.jpg), os inglêses BAe Roland 2 (http://pvo.guns.ru/images/other/france/laurent/AMX%2030%20Roland.JPG) e MBDA Rapier (http://www.panzerbaer.de/guns/pix/uk_sam_rapier_tracked_launcher-001.jpg), o israelita Rafael-Elta Spyder (http://www.exhibitions.sibat.mod.gov.il/NR/rdonlyres/33629608-A073-4E9B-8213-3F403250FFF6/0/Spyder3.jpg) ou os norte-americanos Boeing CIM-10 Bomarc (http://www.airfields-freeman.com/MI/Raco_MI_63_BOMARC.jpg)… entre outros! De qualquer forma, para este tipo de ameaças terrestres, os caças dos EUA também têm as correspondentes contramedidas electrónicas, anti-infravermelhas, anti-electroópticas e anti-laser que lhes permitem fazer as guerras com pouquísimas ou mesmo nenhumas baixas, como aliás tem acontecido em muitas guerras.

    Portanto, a diplomacia está em cima da mesa, por enquanto, e sem quaisquer resultados. Quando os EUA (ou provávelmente Israel)avançarem para a guerra, já está tudo mais que visto, mais que detectado, mais que localizado e mais que analizado! E as respectivas ameaças estarão exaustivamente contabilizadas, localizadas e até virtualmente “testadas” as suas imensas fraquezas!

  6. Manuel Cunha, em geral seu comentário foi bastante realista.
    Só pecou nos seguintes dados:
    Os EUA não possuem mísseis Bomarc. Os mísseis anti-aéreos ou SAM operados pelos Estados Unidos são: Stinger, Slamraam, Patriot Pac 3 Erint, Patriot Pac 2 e os míssil anti-balístico THAAD.
    Os caças F14 foram retirados de operação e subtituidos pelos F18, que atualmente é o único caça operado pela USNavy.
    Um abraço!

  7. Também exagerou um pouco ao dizer que um bombardeiro B2A ou B1B teria capacidade de sozinho destruir a Terra algumas vezes. Eles são poderosos sim mas não a tal ponto. Cada uma destas aeronaves teria capacidade de lançar em torno 20 armas nucleares em cada saída.
    As armas nucleares transportadas por estas aeronaves são:
    Bombas B61 com produção de até 470 Kt (peso em torno de 500 kg)
    Bombas B83 com produção de até 1,2 Mt (peso em torno de 1000 kg)
    Mísseis ACM, subsônico, stealth, com alcance de 3300 km, precisão de 30 metros e 200 Kt (peso em torno de 1500 kg)
    Mísseis ALCM, subsônico, com alcance de 2400 km precisão de 30 metros e 200 kt (peso em torno de 1500 kg)
    OBS: Não se sabe ao certo quanto mísseis ALCM foram convertidos para a versão CALCM (com ogiva convencional de cerca de 500 kg) e se restou algum como vetor nuclear
    Ao todo existem cerca de 80 B1B, 20 B2A e cerca de 60 B52H salvo engano.

  8. O padrão atual de ataque aéreo americano contra defesas consistentes obedece a seguinte seqüência de eventos:
    1- ataque inicial com aeronaves Stealth (F117 e B2A) e mísseis de cruzeiro (Tomahawk, CALCM, SLAM e JAASM) contra os centros de comando, defesas anti-aéreas e bases aéreas do inimigo.
    2- domínio do espaço aéreo com caças de superioridade (F15 e F22) e aviões radar AWACS
    3-Ataque maciço usando aeronaves convencionais e armas guiadas com apoio de guerra eletrônica e mísseis anti-radar tendo como alvo a infraestrutura do país e o exército de terra
    3- Ataque generalizado tendo como prioridade o apoio tático às tropas invasoras.

  9. Proftel,
    não se iluda! Os EUA continuarão pelo menos nos próximos 40 anos a serem os donos do céu, e como tal darão as cartas na guerra terrestre e marítima também, pois quem domina os céus domina tudo.
    A postura ofensiva sempre se mostra vantajosa. Qualquer sistema de defesa pode ser penetrada mesmo porque é o atacante que dá as cartas, tomando a iniciativa. Quem tem a iniciativa já sai com vantagem.
    Os EUA não atacam o Irã por uma série de motivos, mas não é por receio da possível defesa iraniana não.
    Em um ataque punitivo, os EUA conseguiriam, no plano militar neutralizar as forças armadas iranianas em cerca de 72 horas.

  10. Complementando a lista de mísseis ar-sup dos EUA pode-se incluir o GBI (interceptor baseado em terra) que faz parte do escudo antimíssil americano e está sendo instalado na Califórnia e no Alasca.
    Quanto aos mísseis ar-sup lançados de navios temos:
    Stinger, RAM, Sea Sparrow, ESSM, Standard SM2 MR (médio alcance) e Standard SM2 LR (longo alcance devido ao acréscimo de um estágio impulsor “booster”) e o Standard SM3 antibalístico.
    Os mísseis ar-ar americanos são:
    Stinger ATAM lançado de helicópteros, Sidewinder lançado de aviões e helicópteros, AIM9X que é a versão mais avançada do Sidewinder com TVC e IIR, Amraam em várias versões e o antigo Sparrow, que ainda não foi retirado totalmente do inventário.
    O Phoenix deixou de ser usado quando da retirada dos F14.
    O Patriot PAC 3 está sendo cogitado de ser usado em uma versão ar-ar.
    Um abraço a todos!

  11. A marinha americana como não possui aviões stealth legítimos (puro sangue), embora o novo F18E/F tenha incorporado muito da tecnologia, tem uma abordagem diferente quando enfrenta defesa aérea consistentes. Primeiro, ataca com os mísseis de cruzeiro Tomahawks (alcance de 1800 kms) e com as armas de longo alcance lançadas dos F18, como o míssil Slam-er (350kms), atacando os postos de comando, controle e defesa aérea, depois das defesas terem sido reduzidas se inicia o ataque maciço com os F18 atacando abaixo da cobertura do radar, ou a média altitude, fazendo amplo uso de interferência eletrônica, mísseis anti-radar, mísseis iscas, chaffs, flares, iscas rebocadas, etc. A superioridade aérea é estabelecida pelos próprios F18, que atualmente é o único caça da US Navy. O EA6 ainda é usado na função de guerra eletrônica e supressão de defesas usando os Harm’s, mas este ano serão retirados em favor de uma versão do F18 (G). Os S3 podem ser usados para ataques com mísseis Slam-er e Harpoon II (versões recentes do Harpoon podem ser usados, quando absolutamente necessário para ataques a alvos no solo já que têm um sistema de orientação de meio curso baseado em navegação inercial e GPS) mantendo-se fora do alcance das defesas, mas até 2009 serão retirados do serviço, ficando a função que exerciam a cargo dos F18 e de helicópteros embarcados. Os F18’s reinaram absolutos até a entrada em serviço dos F35C a partir de 2012 que irão substituir as versões iniciais A,B,C,D. Em um futuro próximo, a marinha americana contará com F18E/F, F35C e com um UAV de ataque derivado do programa J-UCAS.

  12. Impressionante como existem pessoas com “profundos conhecimentos” a respeito dos armamentos de todos os países. Sabem inclusive quais são capazes disto ou daquilo, quais são superiores, as características mais específicas de cada um. Quanta tolice ! Na prática os EUA atacam países sem a menor capacidade de defesa. Suas forças armadas mercenárias jamais teriam o patriotismo necessário para enfrentar uma guerra de verdade.

  13. parabéns Antonio, para mim seu comentario foi o melhor, o pessoal ai de cima parece um bando de americanos superorgulhosos, chupadores de petrólio e autointitulados ´´indestrutiveis“.

    “Na prática os EUA atacam países sem a menor capacidade de defesa. Suas forças armadas mercenárias jamais teriam o patriotismo necessário para enfrentar uma guerra de verdade´´ .

    SE A PODEROSA E ´´INDESTRUTIVEL“ FORÇA AEREA DOS EUA (PROTETORES DE JUDEUS, ASSASSINOS E DESTRUIDORES DE LARES ARABES, ENTRE OUTROS) NUNCA FOI ´´BELISCADA“ É PORQUE NUNCA, VEJA BEM ““NUNCA!!“` ENFRENTOU UMA NAÇÃO COM REAL CAPACIDADE DE DEFESA. E se enfrentou? então citem quais guerras…. e não me venham que s-75 divina são perigosos ou então os strela AA dos coitados dos bosnios.

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