Um sistema de armas às terças::Grumman F14A Tomcat da Força Aérea da República Islâmica do Irã


Pois não é que os israelenses andaram se aventurando pelo espaço aéreo da síria? O motivo, ninguém sabe direito, mas certamente ninguém acreditou no “bombardeio de instalações nucleares mantidas por técnicos da Coréia do Norte” – principalmente agora que os norte-coreanos parecem ter cansado de seus buscapés nucleares.

O mais provável é que estivessem mesmo testando alternativas para uma special op contra o Irã, cuja melhor rota passa pelo espaço aéreo sírio – visto que provavelmente nem Iraque nem Turquia abririam seus espaços aéreos para os aviões israelis, já que ambos não querem problemas com o Irã.

Caso tentem, o que encontrarão pela frente os judeus? A aviação síria não se revelou, em diversas oportunidades, páreo para a Hel´ha´Avir, a força aérea de Israel. A Síria tem recebido alguns MIG29 e sistemas de defesa anti-aérea TOR M1, mas sua capacidade de usá-los eficazmente é uma incógnita. No caso do Irã, a coisa é diferente. Desde a época do Xá, este país desenvolveu uma enorme força aérea, e dispõe de alguns dos itens mais letais do arsenal norte-americano, além de pilotos com grande experiência de combate – contra os iraquianos – e mais recentemente, contra os russos, embora atualmente tenham boas relações com os rapazes de Putin.

Um desses itens é o Grumman F14A. Trata-se de um osso duro de roer, no entender de todos os analistas. Vamos ser apresentados a ele em seguida…

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Na primeira metade dos anos 1970, o Império do Irã era um confiável aliado do Ocidente, considerado como uma “primeira linha” da Guerra Fria. Desde os anos 1950, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o país beneficiou-se indiretamente da crise do petróleo de 1973, aderindo tardiamente ao boicote comandado pela Arábia Saudita. Segundo exportador mundial de petróleo e primeiro fornecedor dos EUA, o Irã não chegou a diminuir suas exportações, mas praticou os aumentos de até 300 por cento no preço do barril, determinados pela OPEP. O resultado foi um fluxo de dinheiro nunca antes imaginado, que o tornou cliente preferencial das indústria norte-americana de armamentos.

Compartilhando extensa fronteira com a então URSS, além de responsabilidades localizadas no Golfo Pérsico, no Oriente Médio e no Oceano Índico. O dinheiro do petróleo permitiu que o Irã, até então cliente de sistemas de armas “tipo exportação” (por exemplo, Sabres F86, F5A Freendom Fighters em 1965 e, a partir de 1967, um pequeno número de F4E Phantom). Com os petrodólares fluindo, o Xá, embora fosse considerado um aliado instável, passou a merecer atenção dos EUA, uma vez que a proximidade da União Soviética, e a inexistência de sistemas defensivos de última geração constituíam, indiretamente, ameaça aos interesses norte-americanos na região.

Dois fatores apressaram a possibilidade da aquisição, pela então Nirouyeh Havaiyeh Shahanshahiye Iran, ou Imperial Força Aérea do Irã, de aeronaves de última geração. Por um lado, a entrada em serviço, no final dos anos 1960, de uma nova geração de aeronaves soviéticas, da classe do MIG23 Flogger e MIG25 Foxbat. Essas aeronaves passaram a sobrevoar o território iraniano freqüentemente, em missões de reconhecimento. Equipadas com radares Lookdown-shotdown e mísseis de longo alcance (“beyond visual range”), os Flogger se revelaram bem superiores aos F4E iranianos, que eram entregues pelos EUA com sensores e armamento de segunda linha. O território do Irã, muito montanhoso, exigia uma complexa cobertura de radar articulada a sistemas de mísseis de defesa aérea de grande altitude, que vinha sendo reivindicada pelos iranianos desde os anos 1960, até então sem resposta. No final da década, os norte-americanos já tinham manifestado simpatia às solicitações iranianas (em 1971, a venda de 1811 mísseis superfície-ar Hawk foi aprovada), o que abriu ao Irã a possibilidade de aquisição de quase todos os sistemas norte-americanos de última geração. O aval oficial, dado pelo presidente norte-americano Richard Nixon, em maio de 1972, foi o passo inicial para que o Xá e seus comandantes começassem a planejar a criação da maior força aérea da região.

Por outro lado, também contribuiu para a decisão norte-americana de abrir ao Irã seu arsenal a aproximação, nos anos 1960, do Iraque com a União Soviética, bem como as manifestações de hostilidade aos EUA, por parte do regime ba´athista. Embora a partir de 1969, o presidente iraquiano Saddam Hussein fizesse uma política pendular, aproximando-se tanto dos EUA quanto da URSS, as fortes aquisições de armamentos, combinadas com uma política externa independente e de caráter terceiro-mundista, e uma política econômica agressiva apressaram a decisão norte-americana de favorecer o Irã. Os dois países não tinham problemas aparentes, mas havia uma disputa não resolvida na região do canal Shat-el-Arab, estuário dos rios Tigre e Eufrates, fronteira territorial mas reivindicado por ambas as nações.

Desde 1971 os iranianos vinham avaliando a aquisição de um novo interceptador para sua força aérea, decisão apressada pelas freqüentes provocações da Força Aérea da URSS, que se tornaram constantes após a entrada em serviço do MIG25 Foxbat. O MIG25 voava muito alto e muito rápido, e os Phantom e F5E Tigers iranianos sequer conseguiam aproximar-se dos incursores soviéticos.

Os motivos pelos quais os F14 foram escolhidos pelos iranianos foram diversos, mas o principal deles é que a geometria variável (que o MIG23 também tinha), uma tecnologia considerada revolucionária, permitia o uso de pistas curtas (tanto que os Tomcat eram aeronaves projetas para uso em navios-aeródromos) e relativamente pouco preparadas. Os sensores dos F14, centrados no radar pulso-Doppler, que utiliza o chamado “efeito Doppler”, uma característica das ondas que distorce sua recepção pelo observador, em relação ao emissor. Esse efeito é muito útil para determinar a distância a que se encontra um alvo. Os F14 estavam equipados com um radar AN/AWG9, fabricado pela Hughes, capaz de rastrear 24 alvos e operar até 6 mísseis Phoenix AIM54 simultaneamente. Até então, os F14 e seus sistemas de armas ainda não haviam sido testados em combate, mas exercícios extensivos feitos no Pacífico pela Marinha dos EUA indicavam que a combinação F14/ AN/AWG9/AIM54 mostravam ser a combinação letal.

Inicialmente, a Imperial Força Aérea Iraniana adquiriu 30 F14A, diversos kits de sobressalentes e 454 AIM54. Esse contrato, conhecido como Persian King e fechado em janeiro de 1974, se afigurava como a maior venda de armamento da história dos EUA, no valor de 320 milhões de dólares. No final do ano, os iranianos manifestaram interesse em adquirir mais 50 F14A e quase 300 mísseis, bem como um sistema de radar terrestre no valor de cerca de 600 milhões de dólares. Toda a encomenda alcançava os 2 bilhões de dólares e era, de fato, a maior venda de armas feita para um único pais, até então.

O Grumman F-14 Tomcat é uma aeronave de geometria variável projetado para operação em navios-aeródromos de esquadra. Trata-se de uma história de sucesso típica da Guerra Fria. Testado diversas vezes em combate, revelou-se, quando bem operado, um sistema de armas eficiente e altamente confiável.
O F14 foi projetado partir do conceito introduzido nos EUA pelo mal-sucedido F111, colocado em serviço em 1967 pela General Dynamics. Originalmente, havia a proposta de se criar uma versão navalizada do F111, que evoluiu para a o conceito de um caça de defesa de esquadra, desenvolvido junto com a Grumman.

Como o F111, o F14 aplica o conceito de “geometria variável”, estudado pela primeira vez pelos alemães, em 1944, e extensivamente pesquisado tanto por norte-americanos, quanto por soviéticos, ao longo dos 30 anos seguintes. A possibilidade de variar o enflechamento das asas possibilita a aeronave aumentar o arrasto aerodinâmico durante a decolagem e o pouso, o que implica em uma maior sustentação em baixa velocidade, tornando possível o aumento do peso do conjunto e o uso de pistas menores – conceito ideal para o uso em navios-aeródromos.

O fracasso do F111, que logo foi relegado à funções de guerra eletrônica, fez com que a GD abandonasse o projeto. Vendo-se sozinha na empreitada, a Grumman resolveu por alterar todo o conceito. Na época (1968), o surgimento do míssil AIM54 e de um radar multi-modo funcional levou a que a companhia modificasse o desenho da aeronave para ser preferencialmente um vetor dessa nova arma. A complexidade do conjunto radar-míssil e o estágio ainda relativamente rudimentar dos computadores de bordo tornou necessária a manutenção de um segundo posto de tripulante, na parte traseira do cockpit,ocupado por um especialista em controle de armas. Posto em serviço em 1971, o F14A mostrou alguns problemas, mas estava claro que o desenvolvimento do conjunto acabaria resultando num sistema de armas de alta confiabilidade.

O F-14A alcançou plena operabilidade por volta dos meados dos anos 1970, chegando, após essa data, a registrar algumas vitórias contra aeronaves líbias e iraquianas. Deve-se destacar que boa parte do desenvolvimento do tipo deveu-se às observações feitas nas operações da versão vendida aos iranianos, que chegou a ser testada contra aeronaves soviéticas de primeira linha.

Alguns dos sistemas instalados no F14 eram muito novos e foram efetivamente testados nas aeronaves entregues ao Irã. Um dos melhores exemplos é o interrogador de IFF (identification, friend or foe) APX82A. Tratava-se de um sistema que, na época, era ultra-secreto, e visava identificar o sinal IFF emitido pelas aeronaves adversárias, possibilitando sua localização precisa em distâncias de até 200 quilômetros. Até então, os sistemas IFF baseavam-se num sinal criptografado, enviado por uma aeronave e captado conforme um radar iluminava essa aeronave. O APX82A permitia que o sinal IFF fosse identificado sem que o radar de bordo tivesse de ser ligado. Esse sistema tinha sido desenvolvido em função do surgimento de mísseis chamados “anti-radiação”, que eram atraídos por emissões de rádio. A versão iraniana desse sistema era programada para identificar apenas sinais com características soviéticas, mas incapaz de decifrar sinais norte-americanos, ingleses ou franceses.

Os norte-americanos também modificaram diversos outros sistemas dos F14A, que se tornaram menos eficazes ou simplesmente foram omitidos: sistemas de navegação inercial, sistemas de orientação por satélite, sistemas de contra-medidas eletrônicas simplesmente desapareceram da versão iraniana. O grupo propulsor formado, na versão norte-americana, por duas turbinas Pratt and Whitney TF30-PW412 foram substituídas por duas TF30-PW414, um pouco menos potentes. O motivo era que as PW412 apresentavam problemas de manutenção, enquanto as 414 eram mais robustas e adequadas para as condições encontradas no Irã.

A ativação das primeiras unidades de F14A iranianas foram cercadas por problemas de todos os tipos. Apesar da permissão para que a aeronave fosse entregue, o acordo de venda continha diversas cláusulas que virtualmente faziam dos norte-americanos “sócios” dos iranianos. Como os sistemas da aeronave, ainda que simplificados, eram extremamente avançados, a manutenção não era feita no Irã, mas nos EUA; e tanto fornecedores quanto os militares norte-americanos não permitiam a presença de iranianos durante o processo. A maioria das partes componentes (inclusive turbinas e atuadores de enflechamento das asas) tinha de ser enviada aos EUA sob responsabilidade de técnicos norte-americanos, que trabalhavam nas bases da RFAI (a principal delas situada na cidade de Esfahan, aproximadamente 400 quilômetros ao sul de Teerã, e a meio caminho entre o Golfo Pérsico e o Mar Cáspio) pagos pelo governo iraniano. Essa situação criava tensão entre iranianos e norte-americanos, além de manter mais da metade dos F14 no chão, a maior parte do tempo. O mesmo acontecia – e de certa forma, de modo ainda mais restritivo – com os AIM54.

Os iranianos adquiriram também mísseis de guiagem IR AIM9P Sidewinder, e também o AIM7 Sparrow, na versões E4 e E2, de guiagem a radar, que não eram versões de último tipo, mas eram compatíveis com o radar AN/AWG9, e também podiam ser usados nos F4E.

Gostaram? Pois os F14A continuam em operação, e, segundo dizem, melhores do que antes. Vamos ver na próxima semana.

O filminho é interessante não tanto pela qualidade – não tem nenhuma – mas por mostrar um panorama bem atual da FARII, inclusive  apresentando os mais de 150 aviões iraquianos que os xiitas da força aérea de Saddam Hussein simplesmente presentearam ao Irã, nas duas Guerra do Golfo. Entravam nos aviões e iam pousar nas bases iranianas – e estão lá até hoje. Notem, no final da peça (bem ruim, por sinal – até o You Tube tem lá seus limites…), o caça que está sendo desenvolvido pela indústria local, com base no F5E::

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20 pensamentos sobre “Um sistema de armas às terças::Grumman F14A Tomcat da Força Aérea da República Islâmica do Irã

  1. Os tomcats iranianos. A simples aparição de um nos céus era o suficiente para botar iraquianos para correr em nível de esquadrão. Sendo que alguns de seus pilotos devem ter saído das prisões para os cockpits quando estourou a guerra irã-iraque. E ainda assim lutaram por seu país com maestria. Algumas vezes até defendendo aeronaves civis.

    O trabalho dos mecanicos em mantê-los voando também foi impressionante, os americanos ficaram de cara com a capacidade dos iranianos em mantê-los operacionais.

    Posso discordar em dezenas de coisas dos caras, mas acho que os militares iranianos já demonstraram um profissionalismo militar invejável.

  2. Na biografia do Colin Powel ele discorre em um dos capítulos sobre essa venda de equipamento militar para o Iran.
    Ele conta que um dos instrutores contou desolado que os iranianos persistiam em concepcões equivocadas quando à verdadeira função de um F14 por exemplo.
    O instrutor, acho que um capitão, disse: o problema não é voar com o F14, decolar e pousar, coronel. Isso eu posso ensinar e o senhor aprenderá em uma semana. O que é realmente importante em um F14 é o oficial que opera o sistema de armas, e não o piloto. Mas por uma questão cultural os pilotos são sempre os filhos da elite e os que operam o controle de armamentos são de classe social inferior à dos pilotos e mantêm uma reverência para com estes. Era para o cara no controle de armamentos oferecer as melhores opções táticas ao piloto e, em alguns casos determinar a escolha. Aqui é ao contrário. O piloto dá sempre as ordens.
    Citei de cabeça, mas o relato é mais ou menos esse. Quem tiver a biografia do Powel pode conferir. O nome é Minha Jornada Americana, ou Uma Jornada Americana. Não pude trazer todos os meus livros para esse ENORME apartamento.
    talvez seja isso que ocorra com a Síria também. Por isso os Israelis se sentiriam meio à vontade para passear pelo espaço aéreo sírio.
    Não basta ter bons armamentos. É preciso saber usá-los de moo eficiente. Se o Iran pode fazê-lo não sei e até agora não estou convencido que possa. As bravatas do Almadinejad não contam.
    Já houve quem cantasse loas à Guarda Revolucionária de Saddan, por exemplo, que seriam soldados profissionais, altamente adestrados e bem equipados e ofereceriam uma resistência encarniçada ao avanço dos invasores na segunda guerra do Iraque. Não foi o que se viu.

  3. Meu deus, Bitt!
    Só agora reparei que consegui comentar no seu blog. Parabéns pelo novo blog e pelos excelentes posts.

  4. Ok, algumas coisas que eu não esperava no filminho.

    Fotos de Su24 e Su25, presentes iraquianos imagino

    Um desenho de F-16. Afinal de onde veio isso, fui eu que confundi?

    O protótipo do helicóptero de ataque

  5. Renato,

    Uma forma de os americanos perderem equipamento.

    Erro de comunicação, por suposto. Pista grande e o cara pousou antes, quando era pra pousar depois do trecho em obras.

  6. Renato,
    segundo andei levantando, qdo o xá foi derrubado, estava em negociação um contrado de compra de 160 F16A e uma possível extensão de mais 140. Aquela foto corresponde a um dos dois que foram enviados para avaliação, pela GD/Convair. Os aiatolás acharam o avião mto caro, e cismaram q poderiam comprar MIG29 mais barato – e a primeria vcersão do MIG29 era tristemente inferior ao F16. Acabaram não comprando nada, pq a FA do xá tinha 75 F14, 110 F4 e uns 300 F5E, que eram inclusive montados lá. Era uma das maiores FA do mundo.

  7. Claudio,
    Já ouvi uma história exatamente igual – na época da primeira guerra do Golfo, os sauditas tinham um punhado de F15 no seu inventário. Os americanos cederam mísseis Shrike e Phoenix, q, no caso dos Eagle, tamb eram operados por um WSO. Só q os sauditas não faziam a menor idéia do q isso significava, e achavam q a função do sujeito era disparar o míssil. Os americanos começaram a voar com os pilotos sauditas, e estes ficavam escandalizados qdo descobriam q os caras não sabiam a genealogia de sua família, q alguns afirmavam remontar a Maomé. O resultado é q um F15 acabou danificado por um Atoll e os americanos tiraram a força aérea saudita da linha de frente.

  8. Bem, no caso dos israelenses um estudo soviético sobre as batalhas do vale Bekaa coloca que o grande diferencial israelense foi sua ampla consciência situacional do desenrolar do combate e a capacidade de nega-la aos Sírios. O grande diferencial foi o uso do E-2 AWACS e 707 de interferência eletrônica. Tanto que os russos passaram a investir na criação de mísseis de longuíssimo alcance anti-awacs depois disso.

    Já ouvi falar que muitas vezes o Irã usou seus F-14 com seu ótimo radar de bordo, para essa mesma função, direcionando o ataque de outros caças. Poupando de riscos desnecessários um recurso finito e precioso. Mas achei muito interessante essa questão das diferenças culturais, de qualquer forma imagino que os iranianos se adaptaram rapidinho para fazer frente as necessidades da guerra.

    Inclusive é um dobradinha como essa, no caso de R-99 e F-5EM com mísses Derby que nos deixa umas parcas esperanças de defesa aérea em um certo país da américa latina.

  9. Renato,

    Além da manutenção da consciência situacional durante os combates, favorecendo a tomada de decisões pelos escalões superiores constatemente alimentados com informações qualitativamente relevantes, o grande diferencial da força aérea israelense foi a maximização das possibilidades táticas, mantendo os caças por mais tempo no ar.

    A Força Aérea de Israel teria sido a primeira força aérea moderna a dispensar atenção ao “tempo de retorno”. Tomas Clancy refere esses aspecto dizendo que as equipes de terraestavam treinadas para agirem com a mesma rapidez dos mecânicos de carros de corrida num pit stop, e sua velocidade e eficiência dobravam o poder de ataque de cada avião, convertendo a FAI num instrumento extremamente flexível e contundente. Fazer um Phanton ou Skyhawk voar duas vezes mais parecia ser mais valioso que dispor de uma dúzia ce canhões de campanha móvel.

    Ao término de uma missão as equipes de terra, mal o caça tocava o solo e já o preparavam para uma nova incursão. O caça era rearmado, reabastecido e um novo piloto descansado e com novo briefing partia em nova missão.

  10. Bitt,

    Voltando ao Iran, há pouco tempo um dos seus posts foi exatamente sobre a capacidade e qualidade da resposta antiaérea iraniana.

    Ao que parece, os soviéticos incutiram nos clientes árabes suas filosofias e doutrinas táticas. Na época da guerra fria os soviéticos se preparavam para enfrentar o poderio aéreo da OTAN, que aos soviéticos sempre pareceu maior que o seu. Em decorrência, os projetistas de mísseis soviéticos “surface to air” figuravam entre os melhores. Na guerra naval, por exemplo, ao invés de navios-aeródromos os soviéticos construíam cruzadores de batalha dotados de mísseis antinavio que são uma verdadeira “cavalice”. Os alvos são, naturalmente os “carriers” americanos.

    Se os iranianos, tendo absorvido essas doutrinas e filosofias táticas dos tempos soviéticos serão capazes de operar de modo eficiente seus sistemas de armamentos ainda é uma incognita.

  11. Pois é, prof, taí um bom tema pra falar, em algum momento, no causa::
    O mal aqui de nosso país é não termos jornalistas especializados. Na área de tecnologia e história militar, existem alguns mto bons, como o Bonalume Neto, o Jackson Flores, da ótima revista “Força Aérea” e o Frederico Ferro, excelente editor da não tão excelente revista “Tecnologia e Defesa”. Os jornalistas não especializados falam barbaridades hilárias, e qdo são cobrados , geralmente saem pela tangente.

  12. Bitt,

    Copy and past deslavado, mas necessário. Todo mundo nega que tenha ocorrido.

    Disponível em http://www.atarde.com.br/mundo/noticia.jsf?id=797668

    “Israel atacou reator nuclear sírio, informa jornal

    Ao Vivo Agencia Estado
    Um ataque israelense à Síria no mês passado teve como alvo um reator nuclear em construção que ainda levaria anos para ficar pronto, informou hoje uma reportagem do The New York Times, citando oficiais americanos e estrangeiros. A reportagem disse que a administração do presidente americano George W. Bush manteve intensas discussões com o governo israelense antes do ataque aéreo. Além disto, vários oficiais americanos estavam divididos sobre se o ataque seria prematuro ou não.

    O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse que Israel bombardeou “um edifício militar fora de uso” no ataque de 6 de setembro. Israel tem guardado um grande segredo sobre o assunto. Apenas recentemente a censura foi reduzida, quando fontes no governo disseram a jornalistas que trabalham em Israel que houve um ataque aéreo a um alvo militar no coração do território sírio. Oficiais israelenses disseram que o ataque ocorreu para evitar que a Síria adquirisse capacidade nuclear. Mas eles não informaram qual era a natureza do alvo atacado e também não disseram onde ficava o alvo.

    O The New York Times informou que o reator nuclear tinha como modelo um reator construído na Coréia do Norte, que o país comunista usou para criar seu arsenal atômico. Pyongyang negou todas as especulações feitas recentemente por funcionários americanos de que estaria passando tecnologia nuclear à Síria. Segundo o jornal, que citou fontes do governo americano, fotografias de satélites revelaram a construção do reator sírio no início deste ano.

    O New York Times cita funcionários americanos dizendo que o ataque de Israel foi um aviso para o Irã e suas aspirações nucleares. Em 1981, aviões israelenses destruíram o reator iraquiano de Osirak, que estava sendo construído pelo regime de Saddam Hussein. Tanto a Casa Branca quanto o governo de Israel não comentaram a reportagem do The New York Times.

  13. armas nucleares quem tem manda no mundo,quem nao tem esta ariscado a ver seu territorio invadido por potencias nucleares,nestes dias dificies que esta passando o nosso velho mundo com escaces de energia e ate alimentos,que vai servir de pretexto pra alguns aventureiros querer internacionalisar a nossa desprotegida amazonas,e devemos agradecer se isto vier a acontecer as os nossos presidentes que assinaram covardemente o tratado de nao proliferaçao de armas nucleares,deixando pra tras as aspiraçoes de o brasil vir a ser uma potencia mundial,viva os nossos governantes covardes como sera que eles estao lidando com a situaçao atual?ah parabens ao comandante militar da amazonas este sim e um brasileiro que honra a sua patria,embora infelizmente ele nao tenha nenhum recurso para protejer esta imenssidao verde que nos foi dada por deus.

  14. burrice achar que os americanos vão invadir a amazônia, eles ja estão atolados até no pescoço com o irak e afegandistão. E não teriam apoio politico para uma nova guerra, e nem dinheiro porque estão quase falidos.

  15. cicero , e por quer a ate hoje ninguem desevolveu um sistema” furvita” os russos ja desenvouveram os americanos tambem e por q essea paises q voces falam nao concegem desevouver nada a nao ser a frança .medeixe resposta [porfavor]

    • Suponho q vc esteja falando de “furtivo” (stealth), conceito q caracteriza sistemas com certa capacidade de burlar sensores de vigilância remota. Diz-se principalmente de vetores (sistemas q conduzem armamento) que, em operação, têm baixa assinatura reflexiva (de radar), de ruído e de calor. Mas uma aeronave que consiga voar baixo e/ou se aproveitar dos acidentes do terreno para se esconder da vigilância, também é “furtiva”. Os mísseis de cruzeiro (como o Tomahawk n.americano ou o Brahmos russo-indiano) são por excelência furtivos, pois não emitem radiação de alta potência (ondas de radar de longo alcance). Para buscar o alvo, se orientam por mapas e perfis de terreno gravados em meio eletrônico, que comparam com o meio externo através das imagens geradas por um radar de abertura sintética (gera uma imagem tridimensional). Além do mais, voam numa velocidade relativamente baixa (uns 900 km por h) e, por isso, emitem relativamente pouco calor e ruido, que são ainda mais diminuídos por características do projeto. Todas as aeronaves de 5a geração têm características furtivas, em função do desenho e dos materiais usados na construção, pensados para absorver, e não refletir, ondas de rádio, e “esconder” a emissão de calor. Entretanto, hj em dia, radares de micro-ondas extremamente eficientes conseguem “ver” algo q, em vôo, tenha uma superfície reflexiva total de 40 cm2.

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