Uma fortificação, posto que é Segunda::Forte do Leme::


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Construído entre 1776 e 1779, por ordem do Vice-Rei, Marquês do Lavradio, o Forte do Vigia cruzava fogos com o Forte de Copacabana e terminava sua linha de defesa com um portão de cantaria até hoje existente na Ladeira do Leme. Reformado pelo engenheiro militar capitão Augusto Tasso Fragoso em 1895. Nessa época passou a ter o nome de “Forte do Leme”. Em 1913, foi determinado que, no local do antigo forte, uma moderna fortificação para a defesa da entrada da barra da baía de Guanabara fosse erguida. O projeto da nova instalação foi de novo entregue a Fragoso, então o maior engenheiro de fortificações brasileiro. Em 1915 o detalhamento do projeto foi entregue à Krupp, cujos técnicos propuseram o uso de peças de concreto pré-moldadas e o artilhamento com quatro obuses de 120 mm. Essas peças deveriam ser capazes de tal elevação que os disparos ultrapassariam as os morros da Urca e Pão de Açucar. Com a eclosão da 1ª GM, as obras ficaram inconclusas e o forte foi guarnecido provisoriamente pela 11ª Bateria do 4º Grupo de Artilharia de Costa (11a Bia/4° GACos). A dificuldade no transporte dos materiais alemães acabaram por atrasar a obra, que só seria concluída bem depois de terminada a guerra, em 1919. Entre 1922 e 1930, o forte viu considerável ação, levando tiros do forte de Copacabana em 1922 e atirando contra o couraçado “São Paulo” em 1924. Em 1935 recebeu o nome de “Forte Duque de Caxias”. Em 1943, durante a 2ª GM, depois do alarme dado por um vigia que observava o mar com binóculos, de que vários U-boats alemães tentavam forçar a barra do Rio, o comandante da praça, capitão Sadock de Sá, ordenou fogo. Seguiu-se forte canhoneio de todas as fortalezas da barra. Após alguns minutos de bombardeio, um avião verificou que se tratava de baleias (que, aparentemente, escaparam incólumes da artilharia de costa brasileira…). Em 1955, o forte abriu fogo contra o Cruzador “Tamandaré”, que forçara a barra na revolta civil-militar denominada Novembrada, com o objetivo de alcançar a cidade de Santos. Nenhum dos 11 disparos atingiu o alvo, ainda que a belonave estivesse sem munição embarcada e com sérios problemas nas máquinas. A diminuição da importância da artilharia de costa, nos anos 1960, fez com que o Exército Brasileiro desativasse a instalação em 1965.::

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3 pensamentos sobre “Uma fortificação, posto que é Segunda::Forte do Leme::

  1. Tudo bem que no caso da Novembrada, acho que os fortes fizeram corpo mole para não acertar o Tamandaré, mas na maioria dos casos, as trocas de tiro entre fortes e navios durante a primeira metade do séc XX resultou em pouquíssimos acertos.

    Limitações da tecnologia ou da mira dos operadores da época?

  2. História à parte, a visita ao forte é um programão! Que vista incrível… E as peças da Krupp estão lá, ainda impressionantes

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