Uma fortificação, posto que é Segunda::Morro da Conceição


1181775164_forte2

Consta que o corsário francês René Duguay-Trouin, que ocupou a cidade do Rio de Janeiro durante quase três semanas, em setembro de 1711, instalou, no alto do morro da Conceição, uma bateria dominando a enseada da Prainha, diante de onde, hoje em dia, é o bairro da Saúde. Duguay-Trouin retirou-se com sua esquadra após o pagamento de vultoso resgate, mas a facilidade com que tinha superado as defesas da barra do Rio de Janeiro chamou a atenção para a fragilidade da cidade. Imediatamente após, a administração portuguesa ordenou que o anel de fortalezas da cidade fosse melhorado, através da reforma de algumas fortificações e construção de outras. A Fortaleza da Conceição foi erguida nesse contexto. A altura do morro permitia a observação ampla de todo o trecho sul da orla orla média da cidade, ou seja, aquela situada entre a praia do Valongo o cais do Paço. Sua construção iniciou-se em 1712 ou 1713, tendo ficado pronta em 1718. Dotada de muralhas de pedra com quatro bastiões (posições defensivas capazes de cobrir uma à outra), consta que era artilhada com 36 bocas-de-fogo de diversos calibres, podendo cobrir não apenas extenso trecho de mar como a retaguarda da cidade, onde, na mesma época, foram iniciadas obras defensivas permanentes na forma de uma muralha. Curiosamente, logo após sua inauguração, iniciou-se uma disputa com a Igreja. O bispo da cidade alegava que as salvas de artilharia abalavam as paredes do Palácio Episcopal e perturbavam os trabalhos espirituais de seus ocupantes. A Coroa portuguesa aceitou as alegações do bispo e proibiu exercícios naquele posto. A fortaleza também serviu como prisão militar, tendo recebido presos das Conjurações mineira (1789) e baiana (1798). Também lá estiveram instaladas, no final do século 18, as Oficinas da Conceição, estabelecimento metalúrgico subordinado ao Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro onde se fabricavam peças para armas de fogo portáteis. Essas oficinas funcionaram até o final do século XIX. Durante o governo de Floriano Peixoto, foi novamente usada como prisão militar. Ainda hoje é sede do serviço de cartografia do Exército.::

Anúncios

5 pensamentos sobre “Uma fortificação, posto que é Segunda::Morro da Conceição

  1. Bitt, você se esqueceu de dizer que um passeio até a fortaleza é um “programa legal”. Não é possível visitá-la mas o passeio pela Saúde e Gamboa é parte essencial de qualquer roteiro no Rio.

  2. + E aumento o coro, dizendo que subir de bike aos domingos, vindo depois do passeio até o Mosteiro de São Bento, descendo depois até a Pedra do Sal é roteiro certo de cada três domingos no Rio.

    Adorava subir alí.

    A propósito, Uma Arma às Quartas está no ar!

    • De fato, o lugar é dentre os mais aprazíveis, no Rio, e a fortaleza está mto bem preservada. Para quem pretende entender de arquitetura militar, é indispensável.

  3. + Acho que meu comentário não apareceu, Bitt… eu mencionei que subo aí de bike sempre que posso, já vindo do Mosteiro de São Bento. É bem legal encarar aquela ladeira aos domingos.

    E uma Arma às Quartas saiu…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s