O mês da Coréia::As Nações Unidas


Sessão do Conselho de Segurança da ONU, 27 de junho de 1950, que estabeleceu a Resolução 84. Note-se a poltrona vaga do representante da União Soviética

Sessão do Conselho de Segurança da ONU, 27 de junho de 1950, que estabeleceu a Resolução 84. Note-se a poltrona vaga do representante da União Soviética

Dois dias após a invasão da Coréia do Sul, o Conselho de Segurança das Nações Unidas lançou um apelo aos países membros da organização para que se unissem em torno do objetivo de expulsar os agressores da porção sul da península. Essa resolução, de número 84, também indicava os EUA para organizar a implementação da resolução, coordenar e dirigir as ações militares da ONU. Nomeado comandante das forças das Nações Unidas, o general de exército Douglas MacArthur estabeleceu, em 24 de julho, o Quartel-General Geral do Comando das Nações Unidas. Nos meses seguintes, tropas dos EUA foram o único obstáculo entre o Exército Popular da República Democrática da Coréia e a vitória total. A intervenção das tropas da ONU demoraria até 29 de agosto, quando a 27ª Brigada da Comunidade Britânica desembarcou em Pusan. Unidades de outros países se juntaram, em rápida sucessão, ao Comando das Nações Unidas: Austrália, Bélgica, Canadá, Colômbia, Etiópia, Filipinas, França, Grécia, Holanda, Luxemburgo, Nova Zelândia, Tailândia e Turquia. A União Sul-Africana disponibilizou unidades aéreas que lutaram com outras nações que haviam se juntado ao Comando das Nações Unidas. Dinamarca, Índia, Noruega e Suécia disponibilizaram unidades médicas e a Itália enviou um hospital, mesmo não sendo membro da ONU (a Itália foi admitida à ONU em 1955).

Quando o armistício foi assinado, em 27 de julho de 1953, as forças das Nações Unidas alcançavam 932.964 efetivos. O maior contingente era o da República da Coréia, com 590.000 efetivos. Os *EUA tinham, naquele momento, 302.000 homens. A *Grã-Bretanha empenhava aproximadamente uma divisão, com pouco mais de 14.000 homens, seguido pelo Canadá, com pouco mais de 6.000, a *Turquia, com pouco menos de 5.500 e a Austrália, com 2.200. Filipinas, Nova Zelândia, Etiópia, Tailândia, Grécia, *França, e Colômbia empenhavam entre 1.500 e 1.000 efetivos, cada. Bélgica, e África do Sul  enviaram, respectivamente, 900 e 826 militares. O menor contingente foi o do Luxemburgo, com 44 militares.

Não se sabe com certeza quantos militares sul-coreanos morreram em combate. Dados oficiais, calculados com auxílio dos EUA, dão conta de quase 138.000; outros números dão conta de algo entre cento e cinqüenta e duzentos mil mortos. Os *norte-americanos perderam 33.629, os britânico, 1.109, os turcos, 717, os canadenses, 516, os australianos, 339, os franceses, 287, os grego, 194, os colombianos, 146, os tailandeses, 136, os etíopes, 122, os holandeses, 120, os belgas, 97, os filipinos, 92, os neozelandeses, 31, os sul-africanos, 20 e os luxemburgueses, 7.

Calcula-se que tenham entrado em combate, ao longo dos três anos de hostilidades, por volta de 850.000 sul-coreanos, 700.000 norte-americanos e 120.000 das Nações Unidas.

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