Uma moça (de uniforme) às Segundas::


A vida a bordo não deve ser tão desagradável como fazem crer os romances de Tom Clancy...

A vida a bordo não deve ser tão desagradável como fazem crer os romances de Tom Clancy...

Tudo bem, ´tou sabendo… Não é Segunda, mas afinal, precisa dia marcado para aumentar a cultura submarinística de vocês, seus tarados?.. Bem, a moça é uma efetiva da VVF, em atividade provavelmente em funções de administração. Na sociedade soviética, as mulheres foram, desde o início, admitidas em atividades que, no Ocidente, eram consideradas domínio masculino – e as forças armadas estavam entre essas:: 

A Marinha da Rússia, ou, como eles dizem,  VMF  (Voyenno – Morskoy Flot, “Esquadra Marítima Militar”) é parte das forças armadas russas, submetida ao Ministério da Defesa da Federeção Russa. Em todos os aspectos administrativos de caráter militar, sucedeu a Marinha da União Soviética, depois que esta foi dissolvida, em 1991. Atualmente é composta por 5 agrupamentos navais: a Esquadra do Norte, a Esquadra Russa no Pacífico, a Esquadra do Mar Negro, a Esquadra do Báltico e a Flotilha do Mar Cáspio. Subordinados à Marinha também estão a Aviação Naval, a Administração de Portos Militares, a Infantaria Naval e a Artilharia de Defesa da Costa, além de certa quantidade de satelites de reconhecimento. Dados de inteligência do Ocidente dão conta de 500 navios de todas as classes e aproximadamente 600.000 efetivos, embora o grau de disponibilidade seja uma incógnita.
Ao longo dos anos 1990, a profunda crise política, econômica e administrativa que se seguiu a dissolução da URSS reduziu a atividade naval da ex-superpotência a quase zero. A outrora orgulhosa Marinha Soviética passou por situações humilhantes, como ter *navios abandonados pelas equipagens, *bases simplesmente fechadas por falta de recursos e outros retidos em portos estrangeiros na Europa Oriental, África e Ásia, pelo fato de não haver dinheiro para a compra de combustível. Durante a crise de Kosovo, que afetava diretamente de segurança territorial russa, a presença naval se limitou a um navio de inteligência e uma fragata. Os anos finais da década e iniciais da seguinte viram uma disputa entre as repúblicas, tornadas independentes, pelos despojos navais. Em 2000, o desastre com o submarino classe *Oscar II “Kursk”, durante exercícios no Mar de  Barents, chamou atenção para a baixa disponibilidade da esquadra. Ao longo desse tempo, uma grande quantidade de navios considerados obsoletos ou excessivamente dispendiosos foi desativada, inclusive quase 100 submarinos nucleares, programa que se encerrou em 2007 e foi totalmente financiado pelo Ocidente. A partir de 2003, a esquadra, redimensionada e reorganizada, começou a desenvolver atividades que incluíam grandes exercícos navais. Em maio de 2003, um exercício conjunto com a Marinha Indiana, denominado “INDRA” reuniu dez navios e aeronaves estratégicas, incluindo o disparo de dezenas de mísseis de cruzeiro e torpedos de longo alcance. Em agosto do mesmo ano, um exercício denominado “Vostok 2003”, realizado no Pacífico Norte, na área de manobras das esquadras do Norte e do Pacífico, reuniu em torno de 60 navios de guerra, 80 aeronaves e 70.000 militares. O exercício envolveu também atividades coordenadas com todas as regiões navais e agrupamentos da Rússia, envolvendo virtualmente todos os efetivos da Marinha. Além disso, serviu para mostrar ao mundo um novo tipo de contratorpedeiros de esquadra, a classe *Sovremenny, assim como novos navios de assalto anfíbio e e equipamento de desembarque. Em 2004, a Esquadra do Norte retornou em grande estilo ao Mar de Barents, num exercício reunindo 30 navios de guerra e outras tantas unidades auxiliares, aeronaves de combate e helicópteros.  O presidente Putin esteve observando a manobra a bordo do porta-aviões “Almirante Kuznetsov”, e depois se transferiu para o SSBN da classe “Tufão” “Arkhangelsk”, como convidado para um teste de lançamento do novo míssil balístico *RSM-54 (SS-N 23 “Skiff”, no jargão da OTAN). A tentativa falhou. Duas outras, realizadas de submarines da classe “Delta IV” (detalhes gerais aqui) deram em nada. Ou melhor, deram na demissão sumária, alguns dias depois, do comandante-em-chefe da Marinha, almirante Vladimir Kuroyedov…

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4 pensamentos sobre “Uma moça (de uniforme) às Segundas::

  1. Bitt,

    Desculpe novamente pelo off-topic e nem sei se os outros cinco 🙂 chegaram a comentar o assunto, mas o que me diz da coleção da Abril sobre a Segunda Guerra? Comprei os 3 primeiros volumes, que trazem livros extremamente bem encadernados, acompanhados de dvds que, dizem, são de documentários originais. A primeira parte sempre é sobre o avanço histórico da guerra. Mas há, em cada dvd, um filme sobre os avanços tecnológicos em armas, inclusive de duração bem maior do que os históricos por si sós. Eu gostei, mas gostaria muito mais da sua opinião como expertise. Plís, satisfaça a curiosidade dessa senhora na sua confraria de leitores! 😉

  2. Alba, olá!

    Não sei dizer, aind não vi esta coleção, mas se é a que um amigo mto interessado nessas coisas comentou, é bem boa. Ele comentou particularmente esses DVDs. Eu ainda não os vi, mas a opinião dessa pessoa é mto confiável, para mim.

  3. Bitt,

    Obrigada pela resposta e acho que vai se deliciar de alguma forma com a tal coleção, apesar da dita cuja estar num preço salgado pra esta que vos fala. 😦

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