Cultura material militar::O afundamento do U869


O TEXTO que os seis leitores (contadinhos..) de causa:: poderão ler em seguida é de autoria do pesquisador naval e mergulhador norte-americano Harold Moyers. Ao que parece, foi escrito por encomenda da Guarda Costeira dos EUA. Essa corporação, normalmente  subordinada ao Departamento de Segurança Interna dos EUA  é, de fato, uma espécie de reserva de contingência da Marinha. Em tempos de paz, tem por função policiar as águas costeiras e adjacentes ao território nacional. Em tempo de guerra é colocada, no todo ou em parte, sob o comando da Marinha, não sem algum estresse. Na 2a GM, tal subordinação aconteceu a partir de 1 de novembro de 1941. A Guarda Costeira chegou a reunir 175.000 efetivos, dos quais quais mais de 80.000 compunham tripulações de  802 navios, dos quais 288 eram da Marinha, inclusive 30 CTEs (contratorpedeiro de escolta, navios de baixo custo, cerca de 1400 tons de deslocamento e velocidade máxima de uns 21 nós) e 75 fragatas de patrulha, principalmente na escolta de comboios atlânticos. Durante um desses ocorreu a história que é contada a seguir pelo pesquisador Moyers. Encontrei o texto no site da corporação, enquanto levantava material para os posts sobre submarinos alemães. A tradução procura respeitar ao máximo as idéias do autor, embora o redator tenha convertido alguns termos técnicos, como os postos das marinhas alemã e dos EUA, para seus equivalentes na Marinha Brasileira. Antes que esqueça: o trecho grifado ao final do texto está no original em inglês::

Na noite de 11 de fevereito de 1945, o CTE U.S. *Howard D. Crow, operado por uma tripulação da  Guarda Costeira dos EUA , dirigia-se no rumo de 143°S, a sudeste do canal Ambrose para o porto de Nova Iorque. O navio estava no mar havia 8 horas, e tinha se juntado à escolta do comboio CU 58. Os nazistas acabavam de fracassar em sua ofensiva terrestre na Europa Ocidental (a contra-ofensiva das Ardenas, mais conhecida como batalha do Bulge”), e as forças aliadas estavam então assegurando a vitória. Os Estados Unidos da América, intocado pelas bombas e emergindo como a maior potência industrial do mundo, era saudado como o “arsenal da democracia”; esse arsenal era transportado através do Atlântico por navios como aqueles que compunham o comboio CU 58.

Naquele estágio da Guerra, era quase suicídio atacar um comboio com escolta. A expectativa de  vida de um U-Boat era de duas patrulhas. Por volta  volta de1945, um submarino atacante poderia esperar afundar um navio apenas, antes de ser detectado. Poucos anos antes, a situação era completamente diferente. Os submarinistas alemães estavam estavam desfrutando do que eles chamavam “o tempo feliz”. Os comboios aliados estavam sendo maltratados por matilhas de submarinos. Esses ataques coordenados, geralmente à noite, eram eram conduzidos com sucesso ao longo de dias, nos vastos espaços abertos do oceano. Um marinheiro tinha razões para temer a aproximação do poente, e as perspectivas de sobreviver eram ralas, nas águas frias e escuras do Atlântico Norte. Tripulantes de navios de munição ou navios-tanques cheios de gasolina de aviação dificilmente sabiam o que os havia atingido. Para esses homens, a espera era pior do que o desfecho.

A virada da guerra era pouco reconfortante para os homens no CU 58. Navios ainda estavam sendo perdidos, embora numa taxa bem mais baixa que antes, e os tripulantes desses navios ainda congelavam até a morte entre os destroços. Os homens homens liam nos jornais que a guerra logo estaria acabada; eles vinham desafiando os atacantes, em alguns casos, por mais de cinco anos. Os marinheiros mercantes sofriam mais baixas que seus adversários dos U-Boats. Muitos sentiam o estresse de ter de repetir o desafio outras vezes, agora que o fim da guerra estava à vista. Já os homens do Howard D. Crow não sentiam que o fim estivesse assim tão próximo para eles. A invasão de Iwo Jima e Okinawa ainda os assombrava e a estratégia aliada da “Europe first” tinha deixado o inimigo japonês para os EUA enfrentarem, e esse inimigo parecia muito vivo. Para os homens do Crow e de outros navios de escolta, a recompense pelo duro trabalho no Atlântico seria mais trabalho duro no Pacífico.

A tripulação do submarino alemão U-869 se fez ao mar, dois meses antes, numa realidade diferente.  Eles se sentiam como como condenados. Aquela era sua sua primeira patrulha e não havia nenhuma expectativa de que retornassem à base como heróis, ao som de  fanfarras e com belas garotas  admirando os pendões de vitória que flutuariam sobre a vela. Os U-Boats tinham tinham “>abandonado as agradáveis bases francesas e  recuado para as novas e áridas bases da costa norueguesa, onde onde ficavam constantemente sob ataque. As vitória eram raras e os pendões comemorativos, mais mais raros ainda. Eles tinham partido de Kristanstand, na Noruega, em 5 de dezembro de 1944, buscando um ponto no oceano algumas centenas de milhas several ao sul da Islândia, a partir do qual seriam direcionados, por mensagens codificadas de rádio, para sua estação de patrulha. Em 29 de dezembro de 1944, o Comando de Submarinos enviou uma mensagem para que se posicionassem ao largo da costa de Nova Jersey. A ordem foi retirada quando o U-869 respondeu que estava com pouco combustível. O jovem comandante do navio, capitão-tenente Hellmut Neuerburg, tinha sido particularmente cauteloso em sua viagem até o ponto destacado. Neuerburg, de 28 anos, estava em sua primeira patrulha de combate e, sem dúvida os numerosos retratos de comandantes de barcos perdidos, nas paredes do rancho dos oficiais, o tinham alarmado. Ao invés de tomar a rota entre a Irlanda e a Islândia, Neuerburg decidiu cruzar pela trilha mais longa, porém menos patrulhada, ao sul da Groenlândia. Daí seu baixo suprimento de combustível. O Comando de Submarinos o redirecionou para as proximidades do Estreito de Gibraltar, onde ele teria mais tempo para operar em patrulha. Ele era esperado de volta em 1 de fevereiro de 1945.

Ao entardecer do dia 11 de fevereiro de 1945, o tempo estava encoberto e fazia um calor inesperado. Sobre o mar calmo, uma brisa de leste se fazia sentir. O capitão-tenente John Nixon comandava o Crow, e o segundo-tenente I. G. “George” King era seu oficial de guerra anti-submarina (ASW – Anti-Submarine Warfare – Officer, em inglês). As 16:39 o operador de sonar, Howard Denson, avisou, aos berros, sobre um forte  contato de sonar. Este era uma máquina que produzia um ruído agudo sob a água, e então analisava o eco de retorno. Um bom operador operador aprendia a distinguir um objeto de metal do fundo do oceano ou de um cardume. Denson era um bom operador, membro da guarnição original do Crow. Como a maioria dos operadores, ele conhecia bem seu equipamento de sonar, conforme testemunhava a cada vez mais desigual Batalha do Atlântico. O contato tinha sido tão forte que o oficial ASW King, mesmo antes das ordens do comandante, determinou preparativos imediatos para um ataque com o lançador “hedge hog”. Um “hedge hog” era uma arma  anti-submarina especial, instalada na coberta de proa do CTE. Disparava 24 foguetes adiante do navio. No lançador, os foguetes pareciam um porco-espinho, um “hedge hog”, como diziam os ingleses. Cada foguete  entregava uma cabeça de combate de 17,2 quilos que detonava por espoleta de contato. Os foguetes caíram na água e rapidamente afundaram até explodir, ao atingir o fundo de areia.

O CTE aproximou-se do alvo submerso  às 16:53, quatorze minutes após o primeiro contato. O marinheiro de primeira classe-carpinteiro Robert Quigiy estava na coberta inferior à ré do Crow. Ele não sabia do ataque até que os foguetes foram disparados. Pelo menos um deve ter detonado e a violência da explosão foi tamanha que que o marinheiro Quigiy pensou que tinham tomado um torpedo. Ele correu para a coberta superior a tempo de testemunhar o surgimento de uma língua de óleo sobre a superfície do mar. “O que está acontecendo?” perguntou ao artilheiro Ted Sieviec. Sieviec era seu companheiro de beliche e tinha participado da ação com o hedge hog. “Estamos atacando um submarino”, foi a resposta.

O Crow imediatamente pediu ajuda. O CTE USS *Koiner respondeu ao chamado e dirigiu-se  para noroeste, alcançando o Crow depois de 27 quilômetros em velocidade máxima. Também foi  dirigido ao CINCLANT (Comandante-em-Chefe do Atlântico) um requerimento para o envio de um Grupo de Caça e Destruição. Esses grupos grupos eram formados por navios mais pesados, normalmente um *NAE (navio-aeródromo de escolta) e contratorpedeiros de esquadra. Uma vez alcançado o teatro, esses grupos caçavam o alvo pelo tempo que fosse necessário, até destrui-lo. O Crow e o Koiner  solicitaram a intervenção do GCD pois  precisavam retornar às suas posições na escolta do comboio o mais depressa possível. A ausência deixava os mercantes vulneráveis ao ataque de algum outro submarino que estivesse à espreita.

O Crow continuou  ataque enquanto esperava pela substituição. Às 17:17 quatro cargas de profundidade foram lançadas sobre um contato que se movia vagarosamente. Esse ataque resultou em bolhas de ar e mais óleo aparecendo na superfície. Vinte e cinco minutos depois outras três cargas foram lançadas, e mais bolhas e óleo surgiram no mar. Às 18:00 o Koiner chegou e juntou-se ao ataque, que agora era feito contra um alvo estacionado sobre o fundo do mar. Com a retirada do Crow, o capitão-de-corveta Judson, do Koiner atacou o alvo imóvel três vezes, cada ataque ataque resultando em mais óleo sobre na superfície, embora o contato continuasse imóvel. Judson ordenou que uma lancha fosse lançada e que um oficial investigasse as águas escuras sobre o local do ataque. A lancha recolheu óleo  e retornou ao Koiner. O comandante Judson ordenou que ambos os navios retornassem às suas posições junto ao comboio CU 58. Às 17:26 os dois CTEs colocaram-se à caminho, e Judson classificou o contacto como não sendo um submarino, e CINCLANT foi notificado que o GCD não era mais necessário. A tripulação do Howard D. Crow, decepcionada, não conseguia  acreditar no julgamento do comandante, pois cargas de profundidade lançadas a esmo não produzem bolhas de ar e trazem óleo à superfície. Eles sentiam nas tripas que tinham pegado um submarino. No relatório da escolta do CU 58, o evento evento “ataque a um destroço submarino ou coisa do gênero”. O evento deu-se em um ponto inexato do oceano, mais-ou-menos nas coordenadas 39.30 N, 72.58 W. Sessenta anos anos depois do ataque, Charles Judson, então com 92 anos, ainda recorda aquela noite. “Eu acho que atropelamos um destroço, que não se moveu durante todo o tempo do ataque”. O comboio CU 58 cruzou o Atlântico sem outros incidentes.

 Depois da guerra, uma pesquisa exaustiva foi feita, para determinar o destino de cada um dos U-Boats alemães. A iniciativa visava, em parte, estabelecer a quem seria creditado cada afundamento. Cada pesquisa levava em conta informações de variadas fontes, mas principalmente o Diário de Atividades da Costa Oriental (os registros de atividades navais do comando da Marinha dos EUA), bem como fontes alemãs. Especialistas envolvidos nas pesquisas anotaram o ataque realizado pelos CTEs Howard D. Crow e Koiner , mas se  mostraram inclinados a levar em conta o relatório do comandante Judson.O Comando de Submarinos da Kriegsmarine mantinha  cuidadosos registros, e  nenhum U-Boat era dado como  operando ao largo de Nova Jersey em fevereiro de 1945. O navio de Hellmut Neuerburg, o U-869, figurava como tendo naufragado ao largo de Gibraltar. Essa era sua área de patrulha e a Marinha alemã registra que diversas tentativas de contato falharam. Depois da guerra foram encontrados três registros de ataques após contatos na região de Gibraltar, nos quais o alvo foi dado como afundado. Esses registros estrabelecem um ataque em 28 de fevereiro de 1945 pelo *USS Fowler, junto com o CS (caça-submarinos) francês L’Indiscret. Esse ataque f oi dado como classe “B” (provável).

Quarenta e seis anos depois, um grupo de mergulhadores de profundidade especializados em explorar destroços no Atlântico fez uma descoberta inacreditável: umsubmarino alemão Tipo IX. Os mergulhadores liderados por John Chatterton, fizeram um cuidadoso trabalho para identificar o navio. A história foi contada no livro Shadow Divers. Os mergulhadores, a começar por Chatterton, e também Richie Kohler e John Yurga, tinham um problema inversamente diferente daquele que os pesquisadores navais tinham tido, depois do fim da guerra: os primeiros tinham um U-Boat afundado sem ataque; os últimos, um ataque sem U-Boat. Os dois conjuntos de informação não se ligavam, ainda que o registro do ataque e o destroço encontrado estivessem bem perto um do outro. Os registros oficiais da Marinha não falavam em ataques no período de fevereiro de 1945. Os alemães diziam que não havia submarines no local, naquela época. O barco tornou-se um mistério e, em seu característico bom humor, Chatterton passou a chamar seu achado de “U-Who”.

Em 1997, Chatterton conseguiu tirar dos destroços uma etiqueta que solucionou o mistério do destroço: era mesmo o U-869. Uma cuidadosa análise de registros de Inteligência naval  indicou que talvez o submarino não tenha  recebido a mensagem que ordenava seu deslocamento para Gibraltar e, obviamente, continuou em curso para a costa de Nova Jersey. Mas por que ele afundou? O trio de mergulhadores levantou a teoria de um possível torpedo desgovernado: o submarino teria disparado um torpedo que se desgovernou e acertou o próprio barco.  Aquela altura da guerra, os U-Boats levavam torpedos acústicos que buscavam ruídos de hélices em alta rotação. Esse tipo de armamento era primariamente defensivo, e, em teoria, uma escolta em alta velocidade, atacando um submarino poderia ser destruída pelo disparo desse tipo de torpedo. O problema é que esse armament mostrou-se pouco confiável, e a principal razão para que essa teoria tenha sido aceita é o fato de que especialista da Marinha Britânica, depois de ver filmes feitos nos destroços chamaram atenção para o grande buraco na sala de controle do submarino, que seria muito maior do que os provocados por cargas de profundidade. Outra razão era, simplesmente – o que mais poderia ter afundado o navio? Os registros não apontavam um ataque nessa área. A teoria do “torpedo desgovernado” decolou. O mais notável é que o submarino não tinha um, mas dois danos: havia também um grande buraco na coberta superior, à altura da sala de torpedos. Esse dano, a teoria do “torpedo desgovernado” não explicava.

É uma falácia dizer que somente um torpedo poderia ter causado os danos observáveis no U-869. Um impacto de torpedo não poderia ter feito dois grandes buracos separados por uma distância de mais de 17 metros. A cabeça de combate de um torpedo alemão tipo T-5 levava 274 quilos de alto explosivo. Uma carga de profundidade norte-americana Mark 7 “lata de lixo” levava quase a mesma coisa (240 quilos). A razão pela qual os torpedos quase sempre produzem mais danos é a proximidade da detonação. As cargas de profundidade lançadas pelo Crow estavam reguladas para explodir a mais-ou-menos 60 metros de profundidade. Muitos membros da tripulação lembram que, durante o treinamento, acontecido ao largo de Corpus Christi, Texas, eles regulavam  as cargas de profundidade para explodir a menos de 20 metros de profundidade. O resultado era, com freqüência, danos sérios em navios navios em folha, que tinham de voltar para o dique, para reparos. A partir de então, as cargas cargas passaram a ser reguladas para explodir o mais fundo possível, e a regulagem de 60 metros, dada a profundidade do lugar, fazia sentido. O U-869 encontra-se pousado sob 70 metros de água, e o diâmetro do casco é de pouco menos de 7 metros, o que significa que uma carga de profundidade pode ter detonado junto do casco de pressão. Isso pode esplicar a distância entre os dois buracos no casco do U-869. Junte a esses danos, 40 anos sendo espancado por pesos de 10 toneladas usados nas redes de pesca oceânica e veremos que não é tão absurdo que os buracos tenham resultado de cargas de profundidade. Aqueles que conhecem destroços subaquáticos freqüentemente encontram navios reduzidos a um monte de metal retorcido.

O U-869 está assentado a 8,3 quilômetros do lugar onde o Crow e o Koiner atacaram. Naquele tempo, a navegação não era uma ciência exatamente exata, e, no mar, oito quilômetros é uma distância bem pequena. Se, após a guerra, os pesquisadores navais tivessem sabido da presença de um submarino na área, em fevereiro de 1945, certamente teriam examinado os relatórios dos CTEs mais cuidadosamente. O fato mais interessante sobre o ataque do Crow/Koiner é exatamente a data, 11 de 1945. O U-Boat tinha relatado sua chegada à posição de 56.21 N, 26.45 W, em 6 de janeiro. Nesse ponto, a jornada tinha sido de 3834 quilômetros, desde a Noruega, ou quase 128 quilômetros por dia. O Comando de Submarinos da Kriegsmarine esperava que a  unidade se posicionasse próximo a Gibraltar em 1 de fevereiro de 1945. Isso dá a distância de 3278 quilômetros, o que resulta nos mesmos 128 quilômetros por dia. O U-Boat, entretanto, nunca alcançou Gibraltar, mas um ponto ao largo de Nova Jersey, cuja distância era de 4500 quilômetros, desde a Noruega. Registrando 128 quilômetros por diateria levado 35 dias para alcançar o lugar onde afundou. Essa data poderia ter sido o dia 11 de fevereiro, ou seja, o dia exato do ataque dos CTEs norte-americanos.

À luz dessas novas informações, um outro fim pode ser estabelecido para o U-869. Chegando à sua área de patrulha, nas movimentadas águas da costa de Nova Jersey, o navio logo detectou o som de um comboio. Navegando abaixo da superfície, seus motores diesel aspirando ar através de um tubo schnorkel, o U-869 tentou se posicionar na rota de aproximação do comboio CU 58. Repentinamente, o operador dos hidrofone captou o som da aproximação de navios de guerra movendo-se rapidamente. O jovem comandante buscou águas profundas. A detonação de um “hedge hog”  levou o pânico à tripulação, conforme o U-Boat deslizava pelo fundo. Embora gravemente danificado, o submarino continuou ativo, tentado livrar-se; foguetes “hedge hog” não são suficientes para destruir um U-boat de 1.120 toneladas de deslocamento. O submarino move-se lentamente pelo fundo quando o Crow lança suas cargas de profundidade. É impossível saber qual dano ocorreu primeiro, o da sala de torpedos de vante ou o da sala de controle. Ambos podem ter sido instantânea e catastroficamente fatais. O comandante Judson estava provavelmente correto em dizer que os CTEs tinham atacado um destroço – só que era um destroço com pouco mais de uma hora e meia de existência.

É muito provável que o ataque de 11 de fevereiro de 1945 tenha sido responsável pelo afundamento do U-869. O ataque provavelmente frustou a interceptação do comboio CU-58.  Já é tempo de dar a esses idosos heróis o reconhecimento que eles merecem::

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2 pensamentos sobre “Cultura material militar::O afundamento do U869

  1. Passei aqui só pra me colocar nessa conta aí de seis leitores!
    Agora, você viu no rio derrubaram um helicoptero da pm, ali só exército mesmo.

  2. Pois é, Bitt. Não faz muito tempo que você analisou os “armamentos pesados” da bandidagem carioca, mostrando-nos que não passavam de ferro-velho mal operado. Bem, parece que eles receberam novas remessas e umas aulinhas de tiro… Não há como evitar a conclusão: não se trata mais de criminosos comuns, assim como o seu tipo de associação não é mais devidamente classificado em nosso código penal. Os conceitos usuais e o aparato jurídico disponível simplesmente não são suficientes para tratar de uma situação deste tipo.

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