Uma moça (de uniforme) às Terças::


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A lourinha é da Força Terrestre das Forças Armadas do Canadá. As FAC (Canadian Armed Forces/Forces Armées du Canada – lá tudo é bilingue…) são o ramo de serviço das Forças Canadenses, organização responsável pela defesa nacional. Essa organização, e a concomitante unificação dos três ramos das F AC, foi conseqüência da Lei de Defesa Nacional, de 1968. A organização faz parte do Ministério da Defesa nacional e está estruturada em três comandos: o Comando Marítimo, o Comando das Força Terrestres e o Comando do Ar. Essas corporações são supervisionadas por um órgão superior, o Conselho das Forças Armadas, liderado pelo Chefe do Estado-maior da Defesa. Segundo as normas da Comunidade Britânica, o chefe supremo é a Rainha Elizabeth II, representada no Canadá pelo Governador-Geral. Ao que parece, a moçoila está matriculada em um curso de formação de atiradores de escol. A arma maior que ela é um rifle *Barrett M82A1, fabricado pela empresa norte-americana Barrett Firearms. A Barrett é especialista em rifles de alta potência (embora atualmente também fabrique um *fuzil de assalto que está sendo dado como substituto da linhagem M16), e começou sua trajetória em 1982, com esse produto. A arma pesa 12,9 quilos sem a munição. Aí o assunto começa a ficar interessante: trata-se de um fuzil de precisão projetado em torno do cartucho *.50BMG (12,7X99 mm Browning MachineGun). É isso aí: essa coisa dispara um projetil “pontocinquenta”! Ele mesmo – o daquela metralhadora que equipava aviões de caças da 2a GM e da Guerra da Coréia e está em serviço até hoje, em veículos militares e helicópteros. A velocidade de boca desse projetil é de 854 m/s e o alcance útil mais-ou-menos 2000 metros. O peso então se explica, pois para segurar o recuo de um cartucho de tamanha potência, a plataforma tem de ser muito estável. A arma é semi-automática e a munição é arrumada em um carregador “caixa” de 10 cargas (pesando, com as cargas, quase dois quilos). É claro que um negócio assim irá precisar de um tremendo aparelho de pontaria, e geralmente é usada a mira telescópica Swarovski 10X42 (de origem austríaca), já que instrumentos de pontaria laser ou holográficos não funcionam em distâncias tão grandes. O Exército e o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA também utilizam essa arma. A estréia em ação aconteceu durante a operação Desert Storm (a reação contra a invasão do Kuwait pelo Iraque, em 1991), quando o Exército adquiriu algumas unidades, que receberam a denominação SASR (Special Applications Scoped Rifle – Fuzil de Precisão para Aplicações Especiais). Os militares notaram a extrema precisão em distâncias que um atirador aquipado com fuzil calibre 7.62 nem sonharia atingir. A munição de alta potência facilmente penetrava qualquer tipo de colete, inclusive os da Classe IV (camadas superpostas de fibra de aramida, capaz de deter projéteis 7.62X51 e 7.62X63) à uma distância de até 2500 metros. Os SEAL da Marinha perceberam, na Somália, em 1993, a utilidade dessa arma contra os veículos que transportavam as milícias locais: acertavam o motorista e o resto acontecia… Talvez algum dos sete leitores (contadinhos…) já tenha visto essa arma contracenando com o arquicanastrão Dolph Lundgren em um filme chamado Silent Trigger (1996, Russel Mulcahy; apareceu aqui, na TV, como “Atirador de elite”). Vale à pena ver o filme: a atuação do M82A1 é digna de um Oscar::

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