Uma moça (em uniforme) às Segundas::


Já que o Logan, um dos famosos “poucos” aqui do causa:: clama por assuntos relativos à Segunda Guerra Mundial…

Alguns especialistas dizem que os exércitos entraram na 1a GM usando uniformes de corte, e quando saíram, os combatentes trajavam uniformes de fábrica adaptados. É uma boa observação. Quando a 2a GM começou, os exércitos trajavam uniformes da 1a GM e, no fim do conflito, trajavam a moda ditada pelas novas doutrinas: velocidade, mecanização, logística. Assim, a moda militar segue a doutrina. Os uniformes alemães e norte-americanos, por exemplo, foram adaptados para o uso no ambiente estreito dos veículo de combate: túnicas mais curtas, jaquetas sem golas ou outros elementos que pudessem atrapalhar a mobilidade do combatente, agarrando-se em volantes, travas, alavancas.

Os uniformes femininos seguiram essa tendência, tendo seus desenhos adequados às novas funções femininas. Mas quais foam as “funções femininas” na 2a GM? Até muito recentemente, nenhum Estado pensaria em colocar uma arma nas mãos de uma mulher e mandá-la para o combate. De fato, até a 1a GM, a participação da mulher nas corporações militares era bastante restrita. Casos como os de Maria Quitéria, da condessa Emilia Platter, que serviu no exército polonês em 1831, de Mollie Bean e Calamity Jane, que serviram na Guerra Civil Norte-americana, a primeira no lado dos confederados, a segunda como batedora da cavalaria da União, são extremamente raros. Não configuravam alistamento feminino, mas mulheres que se disfarçaram de homem, para ter acesso às formações militares. Na 1a GM, as mulheres foram convocadas em números sem precedentes, mas, ainda assim, os casos de combatentes do sexo feminino ainda foram muito raros. Geralmente, as mulheres eram alistadas para servir em funções masculinas abertas pela convocação em números sem precedentes: policiais, funcionários públicos, trabalhadores em ferrovias e, principalmente, operários. Nos exércitos, a situação era a mesma, e as mulheres prestaram serviço principalmente em funções de escritório e como enfermeiras. Durante a Segunda Guerra Mundial, a situação não mudou, e as mulheres continuaram sendo convocadas a ocupar espaços abertos pela convocação maciça de homens. A moça acima é uma militar norte-americana, em uniforme classe B, de passeio. Observe-se que é um uniforme padrão do exército, adaptado para uso de convocadas: elementos como as cores e o desenho das peças, como o dolmã, são os mesmos usados pelos homens. Apenas a cobertura foi modificada, pois o quepi não era considerado funcional diante do corte de cabelo feminino. As cores e distintivos são exatamente os mesmos (claro, observando-se que cada posto e função tinha os seus). A participação em combate inexistia, embora algumas funções, como conduzir aviões até as bases de retaguarda (é o caso da moça da foto, que usa as asas de piloto da Força Aérea do Exército dos EUA) e como enfermeiras, em hospitais de campanha, fossem novidade. Nas forças armadas britânicas a participação feminina também foi grande, mas, como nos EUA, em funções consideradas “adequadas à constituição feminina“. Apenas a URSS mandou mulheres para a frente, em função da dramática falta de homens para convocação. Não se sabe exatamente quantas mulheres perderam a vida em combate, mas muitas combatentes soviéticas foram condecoradas como “Herói da União Soviética”::

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3 pensamentos sobre “Uma moça (em uniforme) às Segundas::

  1. Mas logo eu? hehehe
    Na verdade eu tava mais interessado em idade média, mas vá lá, 2ª GM também é interessante, belo texto cara.

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