O mês da Guerra do Paraguai:: “El Cristiano”, a memória e o que podemos perder::


Semana passada, a coluna do Ancelmo Gois, no vibrante matutino carioca “O Globo” fez uma referência ao caso da devolução do obuseiro “El Cristiano”, troféu de guerra brasileiro depositado, desde 1870, no antigo Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro, prédio em que  funciona, até hoje, o Museu Histórico Nacional. Citou, claro, o Adler Homero (um dos que realmente entende do assunto, em nosso país…) e este redator; no lado contrário, Ancelmo mobiliza o arquiteto Carlos Fernando Andrade, superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Rio de Janeiro. O distinto se posicionou favorável a volta do obuseiro ao Paraguai . Argumento: “Lutamos pelo repatriamento de todas as obras.”

Trata-se da declaração da autoridade responsável pela proteção legal e preservação do patrimônio histórico nacional no estado do Rio de Janeiro (por sinal, essa mesma autoridade criou um caso com a bandeira nacional em Cabo Frio). Não discutiremos a questão legal, que implica em destombar o bem. Isso é o mesmo que dizer que será necessário retirar de “El Cristiano” a cobertura do Decreto-Lei 25/1937, que instituiu a proteção do patrimônio cultural em nosso país. Essa questão é mais para juristas e advogados. De fato, existem diversas convenções internacionais que estabelecem a proteção de bens culturais em caso de conflito armado e também que determinam o retorno de bens que, por quaisquer motivos, tenham sido retirados de seus locais de origem. Essa discussão é intensa e interminável. Não vamos debater o fato de que essa regra é pensada com relação, principalmente, ao patrimônio roubado ou movido ilegalmente e a bens de origem arqueológica ou etnográfica, que, como todos sabemos, foram amplamente saqueados do mundo periférico, desde o século 19. O redator tem algum conhecimento desse movimento, amplamente incentivado pela UNESCO e seus conselhos específicos. É impossível não considerar justas as reivindicações feitas pela Grécia, Egito ou mesmo pelo Irã e Iraque, países que tiveram parte considerável de suas heranças patrimoniais dispersa pelo mundo. Supõe o redator que talvez o superintendente do IPHAN no Rio de Janeiro tenha essa preocupação em mente.

Outra questão a ponderar é quando o doutor Carlos Fernando se refere ao obuseiro como “obra”. Na medida em que “obra”, segundo a definição da maioria dos dicionários usuais, refere-se “aquilo que resulta de um trabalho, de uma ação”, ou ainda ao “resultado do conjunto do trabalho de um operário, artesão ou artista”, então, qualquer artefato é uma obra e, como tal, ligado a processos sociais, políticos, econômicos, tecnológicos, e por aí vai – enfim, a processos históricos e culturais. Se o obuseiro foi fundido no Paraguai e esteve instalado na fortaleza de Humaitá, então é de fato uma “obra” paraguaia, mas também está ligado a processos estritamente conectados com a história brasileira: trata-se de um troféu de guerra. Nosso argumento é que não pertence mais apenas ao Paraguai, mas principalmente ao Brasil. No Brasil, “El Cristiano” é um “lugar de memória” da Guerra do Paraguai e de tudo quanto ela significou e deveria significar.

Essa expressão vale um esclarecimento. Foi criada pelo historiador francês Pierre Nora.  Ele acreditava que, em nossa época, países e grupos sociais mudaram a relação que tradicionalmente mantêm com o passado. Assim, segundo esse especialista, uma das questões significativas da cultura contemporânea situa-se no entrecruzamento entre a relação com o passado (não importa se real ou construído) e o sentimento de pertencimento a um dado grupo; entre a consciência coletiva e individualidade; entre memória e identidade. Os “lugares de memória” seriam, pois, lugares sociais referentes a construção, sempre secular, das identidades e da memória dos países e das diversas comunidades que os formam.  O interessante é quando essa discussão foi lançada na França, no início dos anos 1980, foi considerada muito oportuna, pois se sentia urgência em refletir sobre esses processos, diante das avassaladoras e então ainda novas realidades da proposta da União Européia, da globalização e do multiculturalismo. O conceito tornou-se, desde então, uma das principais ferramentas de análise e reflexão de inúmeras categorias de cientistas sociais, e expandiu-se às preocupações políticas dos Estados.

Uma pergunta que não quer calar é o que pretendemos fazer com a memória da Guerra do Paraguai, processo que faz parte da dinâmica histórica da nação brasileira, mas deve ser visto em um contexto mais amplo e complexo. Alguns especialistas dizem que o Brasil tem uma sociedade fraca e um Estado forte, o que significa que, quando se coloca uma questão como a da devolução de um bem da significação de “El Cristiano”, tende-se a colocar os interesses do momento em detrimento da questão de fundo, que é a da memória histórica e a construção das identidades. Não é que pretenda o redator que o obuseiro deve ficar e acabou. O problema é que não acontece debate algum e o ponto de vista “forte” prevalece. Este blogue não tem a menor esperança de que ainda reste lembrança, mas em 1972 diversos objetos e documentos escritos tomados aos paraguaios foram devolvidos pelo governo militar, em função do acordo que estava sendo urdido para a construção de Itaipu (se os oito leitores tiverem paciência, chegaremos lá…). Esses objetos estão hoje expostos em Assunção, junto com restos de navios brasileiros capturados depois da retirada de Barroso do teatro operações de Riachuelo, onde os brasileiros venceram a memorável batalha naval.

A atual realidade é a da tentativa de construção de uma estrutura de integração política e econômica latino-americana, o Mercosul, mas também das relações bilaterais com o Paraguai. A demanda paraguaia pela revisão das relações políticas e econômicas se expressa na revisão do acordo de Itaipu, e o argumento de que esse tratado foi firmado por duas ditaduras tem sido invocado como razão para um possível reexame.

O general Alfredo Stroessner desde 1954 ditador do Paraguai assinou, em 1973, com o general Garrastazu Médici, o acordo que viabilizou juridicamente a construção da usina hidrelétrica de Itaipu, que firmou os entendimentos a respeito do aproveitamento compartilhado pelos dois países, do potencial hidrelétrico do rio Paraná. O tratado foi de importância estratégica, que se tornou ainda maior em função do afastamento observado entre os dois países, cujas relações foram, desde a Guerra da Tríplice Aliança, um tanto frias. Segundo alguns estudos, para o Brasil, as relações com o Paraguai tinham por objetivo expandir sua área de influência geopolítica na região do Prata. A posse da região de Sete Quedas, entretanto, transformou-se em uma questão conflituosa, que não poderia ser conduzida sem o envolvimento da Argentina. Brasil e Paraguai insistiam em conduzir o problema como bilateral; o governo argentino, à época também ditatorial, colocava a questão como de interesse de todos os demais ribeirinhos. Ao se entender com o Brasil, o Paraguai fez opção definitiva por entrar na esfera de influência geopolítica de nosso país, influência que se traduz num claro desequilíbrio nas relações econômicas.

O redator imagina que todos nós concordaríamos com o especialista Ronaldo Alexandre do Amaral e Silva, quando este afirma, em sua dissertação de mestrado, que “… Itaipu é fundamental para o Brasil pelos benefícios do fornecimento de energia e de atração do Paraguai para uma parceria de prazo indeterminado; e é mais fundamental ainda para o Paraguai, um país com limitados recursos naturais e que, ao mesmo tempo que se torna parceiro estratégico do Brasil, ganha poder de barganha nas relações com o vizinho. Por esse motivo, Itaipu é, indubitavelmente, outro grande marco na reaproximação brasileiro-paraguaia.” O que se deve discutir é se os marcos da memória histórica e social do Brasil devem ser sacrificados em função da resolução das dificuldades que se coloquem na relação entre os dois países.

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15 pensamentos sobre “O mês da Guerra do Paraguai:: “El Cristiano”, a memória e o que podemos perder::

  1. bitt,

    Hesitei em escrever isto, mas gostaria de perguntar porque eliminou o comentário que falava em “besteiradas” e manteve apenas a sua resposta. Espero que tenha sido um erro de sistema ou coisa assim. Isso porque no npto, uma pessoa afirmou ter vindo aqui expor sua opinião, de que era uma besteira.

    Ora, por mais que eu concorde, há que reconhecer que as opiniões estão cindidas a este respeito, como está na matéria do estadão que linkei aqui. E, no Mais da FSP, Boris Fausto é a favor da entrega. Vou transcrever o texto porque é para assinantes:

    “O valor de um canhão
    Revisão histórica da Guerra do Paraguai afasta influência da Inglaterra no maior conflito bélico da América Latina

    BORIS FAUSTO
    COLUNISTA DA FOLHA

    A pedido do vice-presidente do Paraguai, Federico Franco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão de devolver àquele país o canhão “Cristão”, fabricado pelos paraguaios a partir de sinos de igrejas, no curso da guerra com a Tríplice Aliança, formada pelo Brasil, a Argentina e o Uruguai, entre 1864 e 1870.
    A medida foi aplaudida pelo presidente do Clube Militar [general Gilberto Barbosa de Figueiredo], afirmando que “normalmente não se devolve troféu de guerra, mas o povo paraguaio merece; é um ato de grandeza”.
    Aplausos, com um pequeno adendo: mais do que um ato de grandeza, a devolução é um ato de justiça.

    “Guerra brasileira”
    A Guerra do Paraguai foi o fato mais relevante da história latino-americana, na segunda metade do século 19. A luta contra aquele país, liderado por Francisco Solano López, que a princípio reuniu os três países citados, passou a ser, cada vez mais, uma “guerra brasileira”, seja pelos efetivos militares envolvidos, seja por sua repercussão interna.
    O episódio tem também muito interesse pelas controvérsias historiográficas que gerou. Até anos recentes, Solano López era considerado, no Paraguai, um herói nacional; no Brasil, foi pintado como um tirano sanguinário, que tivemos de esmagar, apesar de nossa vocação pacifista.

    Nem tão herói assim
    Essas visões mudaram nos dois lados, pois, se Solano continua a ser um herói da pátria para a maioria do povo paraguaio, vários historiadores daquele país promoveram a revisão para baixo de sua figura. Quanto ao Brasil, a Guerra do Paraguai foi descrita e analisada, por muitas décadas, a partir de uma versão patrioteira.
    Qualquer outra versão era considerada impatriótica e implicitamente perigosa. Uma reviravolta ocorreu a partir dos anos 1960 do século passado, no âmbito da voga do nacionalismo anti-imperialista, nos meios intelectuais da América Latina. Um dos pontos centrais da revisão diz respeito às causas da guerra, atribuída às maquinações do imperialismo britânico.
    Um livro típico daquela época, “Genocídio Americano – A Guerra do Paraguai”, do jornalista Julio José Chiavenato (1979, ed. Moderna, esgotado), teve imenso sucesso nas escolas brasileiras, incorporando a versão conspirativa.
    Segundo o autor, ao destruir o Paraguai, o imperialismo inglês manteve o status quo na América meridional e impediu a ascensão de seu único Estado economicamente livre.
    Hoje, a tese conspirativa está desacreditada, graças aos trabalhos de Francisco Doratioto, baseado em fontes brasileiras e paraguaias (“Maldita Guerra”, 2002, Cia. das Letras), e de outros historiadores, como Ricardo Salles [“Guerra do Paraguai – Escravidão e Cidadania na Formação do Exército”, Paz e Terra] e Vitor Izecksohn [“O Cerne da Discórdia – A Guerra do Paraguai e o Núcleo Profissional do Exército”, E-Papers].
    Na verdade, aos ingleses interessava acima de tudo a estabilidade da região, como garantia de seus bons negócios, e não um conflito. É certo, que após estourar a guerra, bancos ingleses financiaram o Brasil, agravando aliás o problema de nossa dívida pública, mas isso é outra história. O conflito teve causas locais, embora nem sempre fáceis de discernir.

    Morticínios
    De um lado, Solano López, que instaurara no Paraguai uma ditadura férrea e convertera o país numa grande fazenda pertencente ao Estado, pretendia romper o relativo isolamento paraguaio e abrir caminho para uma presença maior na bacia do [rio da] Prata.
    De outro lado, as pretensões paraguaias eram tidas como francamente expansionistas e vistas com suspeita pelos países da Tríplice Aliança. Se López não era um herói precursor do anti-imperialismo, o Brasil liberal, mas escravista, não ficava em boa posição na luta contra o ditador.
    Além disso, ao longo do conflito, as forças brasileiras perpetraram uma série de morticínios, assim como o saque de Assunção, quando a capital paraguaia foi ocupada, em janeiro de 1869. O que não quer dizer que as ações paraguaias não se caracterizassem também por muitas barbaridades. No terreno dos números, há uma total incerteza quanto às mortes do lado do Paraguai, variando as cifras entre 9% e 69% da população!
    O Brasil enviou para a guerra cerca de 139 mil homens, dos quais uns 50 mil morreram nos combates ou foram vítimas de doenças.
    Os contingentes incluíram, além do Exército, os “voluntários da pátria” -na verdade, gente enviada à força para a frente de combate, entre eles escravos que substituíram filhos da elite. Para qualificar o conflito numa frase, lembremos uma carta escrita pelo barão de Cotegipe para o barão de Penedo, em maio de 1866. Nela, há um trecho eloquente, lembrado por Doratioto: “Maldita guerra, atrasa-nos meio século!”.
    De fato, a guerra não nos atrasou meio século, como pensava o provecto barão, mas certamente mereceu o qualificativo de maldita.”

    BORIS FAUSTO é historiador e preside o Conselho Acadêmico do Gacint (Grupo de Análise da Conjuntura Internacional), da USP. É autor de “A Revolução de 30” (Companhia das Letras).

    Então, penso que se nos pede para divulgar a notícia, qu está sim, sendo noticiada nos jornalões, seria interessante justamente o debate com quem discorda. Espero que aconteça.

    sds

    • Somente pela cabeça de apátridas passaria a idéia de devolver El Cristiano ao Paraguai…
      O canhão El Cristiano, acervo do Museu Nacional em exposição permanente, é uma relíquia trazida pelos nossos heróis na Guerra do Paraguai como justo troféu pela vitória que custou a vida de milhares brasileiros na luta contra o ditador Solano Lopez.
      Como foi construído em esforço de guerra com o ferro dos sinos das igrejas Paraguaias, é compreensível que o governo do ex-bispo Lugo tente recupera-lo. Porem, além de ser um acervo tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, devolve-lo seria uma afronta a todos os nossos soldados que morreram em combate nessa guerra sanguinária, e aos que o trouxeram como troféu em honra aos seus companheiros.
      Não quisemos a guerra. Fomos levados a ela numa ação de legítima defesa por iniciativa do ditador paraguaio
      E não podemos pautar nossa diplomacia e laços de amizade pela submissão da nossa História e pelo desprezo aos nossos heróis nacionais.

      • Parabenizo ao Sr.Raul Doas Santos pelo seu comentario,perfeito.Penso que só faz falta enfatizar, e bem, que o Brasil nao atacou ao Paraguai,e sim, contra-atacou, já que este país, que cinicamente faz de tudo para aparecer como vítima,invadiu e ocupou o territorio brasileiro no Mato Grosso e Rio grande do Sul

  2. Se tivessem proposto um museu em Foz do Iguaçu com as visões dos dois lados eu acharia a idéia genial e concordaria totalmente com o envio do canhão para lá. Isso seria um meio de manter vivo esse debate.

    Só que a “obra” no caso é uma arma capturada.

    De qualquer forma gostaria de entender melhor qual a justiça envolvida nessa história. Sendo uma guerra não acredito em santos em qualquer dos lados.

    • Pois é – a idéia de um “Museu da Guerra do Paraguai” é mto boa. De fato, os acervos históricos existentes em museus brasileiros são muitos e muito mal aproveitados. Trinta anos atrás existia uma grande sala da Guerra no Museu Histórico Nacional. Foi desmontada e, atualmente, existem meras referências. Sobre a 2a GM, nada – e olha q, se somarmos a participação na Itália com a guerra na costa brasileira, veremos q nossa participação não foi assim tão pequena. Entre mortos, feridos e desaparecidos, civis e militares, tivemos mais de 3000 baixas. Exército, Marinha e Aeronáutica tem acervos suficientes para um grande museu, q poderia ficar situado em Natal, já q hoje em dia, reclama-se muito, e com razão, da concentração das atividades culturais no eixo São Paulo-Rio-Minas. Um grande museu da Guerra do Paraguai poderia ficar, em Foz do Iguassu, ou em Mato Grosso. Não importa. Importa é que seja feito, e que ensine e cultive a história do país.

    • Muito gentil em parabenizar-me, mas não há qualquer mérito no meu comentario já que apenas reporto ao dever de cada cidadão em prestigiar, defender e honrar a sua Pátria, e ao fato reconhecido historicamente de que entramos em guerra movidos pelo principio da legitima defesa ja que fomos atacados em nosso território pelo ditador Solano Lopes.

  3. Devolver o canhão que é um troféu de guerra é o mesmo que cuspir no túmulo de todos os Brasileiros que lutaram naquela guerra!!!! É nessas horas que eu tenho nojo dos políticos que governam o nosso país!!!!!!

  4. isso é uma vergonha e uma afronta a memória dos nossos soldados que morreram na guerra para ter esse canhão. o governo lula quer fazer média com seus companheiros de esquerda da america latina, logo um ex bispo da igreja católica que envergonhou a abatina com casos amorosos e pedofilia esse presidente de merda do paraguai. o Paraguai é um câncer na america latina trafico de drogas e armas, terrorismo e muito mais. nós deveriamos invadi-los novamente e acabar com esse paisinho de merda.

  5. El Cristiano não pode ser devolvido ao Paraguai

    O que será que Duque de Caxias e os soldados brasileiros que heroicamente lutaram e deram suas vidas na Guerra do Paraguai diria ao saberem que El Cristiano seria devolvido ao Paraguai?

    Imagine a cena, soldados brasileiros mortos pelos ataques implacáveis e impiedosos de El Cristiano. Imagine a felicidade e a comemoração das tropas brasileiras ao vencerem a guerra e colocarem as mãos em El Cristiano como um troféu.

    El Cristiano é mais que um troféu de guerra conquistado pelo Brasil, El Cristiano simboliza o sangue, o sofrimento, a garra, a vida, a morte, a vitória, a soberania, o patriotismo do Brasil e do seu bravo povo.

    Não podemos nos esquecer que El Cristiano foi usado pelo Paraguai para nos atacar, e muitos soldados brasileiros morreram atingidos pelas balas de El Cristiano.

    El Cristiano é parte incontestável da nossa história, história gloriosa, El Cristiano é parte indispensável do nosso patrimônio histórico.

    Se vamos devolver El Cristiano ao Paraguai, então teremos que devolver o Brasil à Portugal, ou então vamos requisitar que Portugal devolva tudo que nos tirou em séculos de exploração, ou então vamos ter que invadir o Uruguai para reconquistar o nosso território, ou atacar a Bolívia para pelo menos reconquistar a nossa dignidade com relação a Refinaria da Petrobas que nos foi roubada por Evo Morales, vendida sobe pressão à preço de banana.

    A devolução de El Cristiano vai abrir um precedente muito perigoso, terá muito pais mundo à fora que irá reivindicar seu “patrimônio” que encontra-se em nossos museus.

    El Cristiano foi conquistado em uma guerra sangrenta, conquistado.

    Agora, só esta faltando pedir perdão ao Paraguai pelo massacre do povo paraguaio, alem de devolver El Cristiano ao Paraguai poderíamos também dar um pedaço do nosso território à eles, pois, com certeza a nossa história, a nossa soberania, a nossa dignidade nos vamos encaixotar junto com El Cristiano e mandar para Assunção.

    Tenho vergonha em ver nossa história, a memória dos nossos heróis nacionais sendo tão desrespeitada e desvalorizada, se Duque de Caxias tivesse aqui ele jamais permitiria tal ato.

    Espero que o Exército Brasileiro interceda neste assunto, em respeito a sua própria memória e a sua gloriosa história.

  6. Devemos protestar contra essa devolução, fazer um abaixo assinado, sei lá. O que não podemos é ficar de braços cruzados.

  7. Amigos vocês não imaginam o ódio que os Paraguaios nutrem pelo nossop País. Essa raça de índios guaranís, até hoje nos chamam de macacos. Basta ler os comentários do jornaleco deles ABC Collor. Somos macacos, imperialistas, sub-raça, assassinos e ladrões. Falam até hoje em retomar nossas terras. Se dizem arianos, fruto do cruzamento com os espanhóis e a tribo guarani. O tirano Solano Lopes, é tratado como marechal; que foi o Brasil que começou a guerra. Que o Paraguai era uma nação industrial sem analfabetos. Historiadores neutros desmentem tudo. Paraguai não tinha indústria coisa alguma. Só exportava madeira e chá. Nada mais. Não existia em 1860 um país no mundo sem analfabetos. Na Amérida do Sul inexistia industrialização. Até no país europeu mais culto tinha analfabetos e pobres naquele remoto século. Solano Lopes, casou com uma prostituta irlandesa. Nanico e arrogante. Matou o irmão e prendeu até sua mãe. Novente por cento das terras desse país de merda estavam registrada em nome da sua puta e dele (Solano). Tanto é verdade que essa rapariga, após o fim da guerra tentou na Justiça do Brasil ver essas terras. Perdeu. Solano Lopes era um safado covarde. Fugiu de Assunção já com a guerra perdida. Recrutou criaças e velhos para tentar ficar mais tempo no poder. Ora, se os nosso negros eram covardes como vencemos a guerra. Eles sim. No combate fugiam como coelho. Viva Chico Diabo, o homem que matou o déspota S. Lopes. Viva o Brasil.

  8. Gente, que os paraguaios nos odeiem, é até previsível, mas, não justificável, porém, o que é revoltante, é saber que esse anti brasileirismo, foi catalizado a partir de 1979, ano em que o sr. Júlio José Chiavenatto, lançou seu livrinho de ficção histórica, Guerra do Paraguai- Genocídio Americano, o qual, apesar de 32 anos de sua publicação, ainda causa nefastos efeitos na formação de opinião de quem o leu; devemos a este mau brasileiro, a exacerbação do ódio e ressentimento, que boa parte dos paraguaios nos devota, felizmente, Francisco Doratioto, e, seu magistral , coerente e, imparcial livro, ” Guerra do Paraguai, maldita Guerra”, lançou luzes sobre este polêmico tema, desacreditando 90% das defecações literárias do livreco do sr. Chiavenatto !! quanto ao canhão, ou melhor obus “El Cristiano”, só deveríamos devolve-lo, se nos devolvessem o vapor brasileiro, “Anhambay” e outros barcos de guerra brasileiros, que se encontram no museu Vapor Cue, nas cercanias de Assunção,

  9. O canhão deve ser devolvido imediatamente!!! Doutorzinhos brasileiros querendo falar em tombamento, que fechem a boca.
    Os brasileiros praticaram um genocídio e saquearam o Paraguai.
    Devolvam o canhão, pois o mesmo tinha dono…( e isso tem nome!!!)
    Querer chamar aquilo de troféu de guerra! De uma guerra onde destruiram uma nação, mataram seu povo, saquearam, cometeram crimes de guerra, tomaram suas melhores terras…
    Infâmia é nome disto.

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