Um rapaz das Forças Especiais::Equipes médicas numa guerra burra::


Encontrei esse material zapeando blogues a partir de um post do excelente Catatau. Em outro momento, talvez comente o post, mas acho que vale dizer, desde já, que o ótimo texto do blogueiro contém uma série de equívocos, um deles o único que, na opinião deste redator::, não deve ser cometido: confundir uma guerra cuja justeza e utilidade são altamente questionáveis com os soldados que a travam. Mas isso é conversa mais longa e para outro momento, pois, por ora – como já notaram os nove ou dez leitores, causa:: está com suas baterias apontadas para Venezuela, Colômbia, e os trancos-e-barrancos desses dois países.

Mas como o fim de semana está aí, e provavelmente demorará um pouco até o próximo post::, vale à pena olhar o fotoblogue do jornal The Denver Post,  jornalão da cidade de Denver, Colorado, bem mais conservador do que podemos imaginar aqui no Brasil. O cotidiano de equipes médicas está bem documentado na longa reportagem fotográfica, e o texto (em inglês, lógico…) contém algumas informações interessantes. Mas interessante mesmo é o discurso que costura as imagens. Se alguém quiser tentar decifrar… causa:: coloca no ar. Em tempo: a imagem aí de cima foi cortada do PLog do The Denver Post, mas recebeu alguma fotoxopagem. 

Para abrir o fotoblogue, passe por aqui. Algumas das imagens podem incomodar quem tenha muita sensibilidade para cenas sangrentas, embora possam ser consideradas surpreendentemente leves (não mostram mortos, por exemplo… Se você lê inglês, causa:: sugere uma passadinha por aqui). Parece que, desde o Vietnam, existe um acordo tácito entre os meio de comunicação e o governo dos EUA: vocês nos toleram, e nós pegamos leve. E, uma observação: ferimento de combate doi pra caramba…::

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9 pensamentos sobre “Um rapaz das Forças Especiais::Equipes médicas numa guerra burra::

  1. Olá!

    Não sei se temos divergências propriamente ditas. Como salientei no último comentário, o problema principal é estabelecer um plano comum no qual as divergências podem ser encaradas.

    Naquele post, não sei se me exprimi bem, não se trata propriamente de julgar os soldados, mas sim julgar a relação que os soldados possuem com a própria guerra. Como você bem deixou a entender também, é diferente o papel de um soldado numa guerra “burra”, isto é, no Afeganistão e no Iraque, e o papel de um soldado contra os alemães na II Guerra. Tudo o que motiva e “justifica” a guerra, nos dois casos, é diferente.

    Bem como é diferente o modo dos soldados encararem também seu papel ou as justificações de pq estão ali. Se um soldado é um cidadão, não é e não pode ser um “jarhead”. Veja que até aqui o termo “jarhead” é hipostasiado, mal utilizado. Se em tese ele diz respeito ao condicionamento do soldado para cumprir ordens, na prática ele funciona para que o soldado cumpra ordens sem questionar QUALQUER LIMITE do que faz. Em tese, deve ser um cidadão tornado soldado; na prática, é um instrumento puro e simples, o perfeito contrário da definição de “cidadão”. Pequeno exemplo: os risos de excitação dos operadores do AH64 enquanto metralhavam os repórteres. De um lado prega-se uma “guerra limpa”, cirúrgica e salvífica; de outro, tem-se vídeos como esses. Daí a importância de vídeos como esse, pois existe de fato um grande discurso justificador que sobreleva tudo o que pode contrariá-lo, e de fato o contraria, todos os dias.

    O que é interessante é constatar: o “i was just following orders” acaba sendo o irmão ciamês do carinha da Al Qaeda que diz “Allahu Akbar!” – os dois pensam estar fazendo uma coisa com o que dizem, mas fazem outra completamente diferente.

    • Catatau, sds.

      Obrigado pelo comentário. Pretendo retomar a “economia de verdade” relacionando seu conceito com outro contexto; qto às suas observações, teria alguns contraditórios, mas não posso levanta-los agora por pura e simples falta de tempo. Voltamos pois, ao assunto!

  2. ” Mas interessante mesmo é o discurso que costura as imagens. Se alguém quiser tentar decifrar… causa:: coloca no ar.”
    Você quer que alguém traduza as legendas das fotos? se quiser eu traduzo.

  3. Existiu sim. Já li a biografia do cara, q foi escrita em 1964. Acho q ele morreu em 1970 e foi o soldado mais condecorado do Exército Britânico. Tem umas conversas fiadas no texto: 1)vc não precisa de duas mãos para esgrimir uma claymore. Já fui curador de uma coleção de armas q tem uma, e ela é até bem leve; 2) lógico q um cara q leva um tiro no pescoço vai para o hospital ou o cemitério´- deve ter sido um tiro de raspão; 3) arco e flecha é uma arma usual de forças especiais, por ser silenciosa, mas geralmente é usada a noite – mas em combate aberto, duvido q o cara consiga disparar duas flechas antes de levar um tiro. :c)

    Não estava falando em traduzir, mas no discurso do pt de vista semiótico, ou seja, uma fala socialmente articulada, compreensível e passivel de ser o núcleo interpretado sem grande distorção. Ou seja: o que esse monte de fotos quer dizer…

    • Sem problema, compadre. Se tem alguém q não pode falar de erro sou eu mm. Estou pensando na tréplica q quero fazer, e achei interessante cruzar seu conceito com as observações do NPTO sobre “Serra Palin” e a questão da “estratégia de verdae” – em minha opinião toda ela, em todas as campanhas baseada na tal “e de v”…

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