O rafalista juramentado examina os concorrentes::Um olhar interrogativo para um possível “caça possível”::


Eu, rafalista juramentado e militante, continuo isolado em uma deliciosa cidade da região do Alto Paranaíba, Minas Gerais, onde, além de longas caminhadas e corridas de fim de tarde, pouco mais há o que fazer. Situação que me leva a pensar que estamos a menos de 500 quilômetros de Brasília, capital federal, e que, provavelmente, parte das futuras aeronaves brasileiras ficará estacionada na base de Anápolis, sede do 1º Grupo de Defesa Aérea, atual sede dos 12 Mirage 2000C que, atualmente compõem o principal elemento de combate da FAB. Por agora, fico imaginando se não poderei ver um elemento de “Jaguares” aparecer nos céus do Triângulo Mineiro, em treinamento.

Possivelmente, não, e os motivos são muitos. Como não é o caso de aprofundá-los aqui, fiquemos com apenas um: os Mirage 2000C, que atualmene constituem o equipamento do GDA, certamente não voam tanto quanto deveriam, por motivos meramente econômicos.

A aquisição dos F2000 foi, em 2005, e desde então, tem sido, alvo de muitas críticas, por parte de especialistas, assim como tem sido dada como uma solução “razoável”, para uma situação de emergência. Críticas e apoios meio que se contrabalançam. Do lado das críticas, as principais os mostram como aeronaves caras e de manutenção problemática.  E, para piorar a situação, os F2000 (como são refernciados, na FAB) em operação no 1° GDA foram fabricados nos anos 1980, e estavam estocados, na Armée de l´Air, quando adquiridos, em 2005, o que quer dizer que já estavam, então, aproximando-se do final de suas vidas úteis. Sobre até quando se estenderá essa vida útil, não existem informações conclusivasmas a própria FAB tende a achar que não vale à pena estender os contratos feitos com o governo francês até depois do prazo estabelecido, que é dezembro de 2013. Quanto aos elogios, embora não se possa negar que os Mirage 2000 C são, de fato, aeronaves, atualmente, de segunda linha, alguns especialistas dizem que foi a melhor opção colocada à FAB. Aeronave monoturbina, o F2000 é fabricado utilizando muitos materiais compostos, o que ocasiona uma notável diminuição tanto na assinatura de radar quanto no peso da aeronave: vazio pesa apenas 7400 kg, ou seja pouco mais que os antigos F103. Por isso, o seu propulsor, o turbofan Snecma M53-5, com potência de 54 kN e 86,3 kN em pós-combustão, empurra o conjunto à velocidades de até Mach 2.2 (por volta de 2400 km/h), numa altitude de até 70000 ft. Em baixa altitude e sem utilizar pós-combustão, a velocidade chega a Mach 0.9 ( pouco menos de 1100 km/h). Sua  autonomia máxima é de 3500 km, alcance que pode ser estendido pelo uso de tanques externos ou recurso a reabastecimento em vôo. O Mirage 2000C pode decolar com carga máxima de armas usando menos de 1200 metros de pista pavimentada. Os aviônicos são adequados, assim como o armamento. Estão equipados com o radar Dassault Electronique/Thomson-CSF RDI série J2 (Radar Doppler à Impulsions, “radar Doppler a impulsos”) com um alcance de aproximadamente 100 km, capacidades de processamento digital de pulsos e look-down/shoot-down, controlando mísseis Matra Super-530D tipo longo alcance, de guiamento semi-ativo, e “buscadores de calor” Magic. Outros parangolés dessa aeronave incluem controles fly-by-wire, sistema de navegação inercial (INS) Sagem ULISS 52, rádio altímetro e diversos computadores de bordo, centrados no Dassault Electronique 2084. Ou seja, não é uma sucata assim tão sucata. Por outro lado, não estão previstos upgrades e muito menos MLU (mid life upddate, “modernização de meia vida”) em função da idade das células. Isso implica em dois problemas, já previstos pela FAB na época da aquisição. Embora o míssil Super 530D fosse considerado pela força um degrau acima, chegou a ser considerado o MBDA “Mica”. Entretanto, qualquer alteração no armamento implicaria em modificações no computador central e no barramento correspondente, providências bastante dispendiosas e que talvez não fossem autorizadas pelos franceses. O mesmo problema seria a integração de armas nacionais, como o míssil CTA/Mectron MAA-1 Piranha e o então em projeto MAA1B. O segundo problema é a ausência de enlace de dados (datalink) o que impede o F2000 de atuar em conjunto com os R99A do esquadrão “Guardião”, que são, atualmente, a grande vantagem da FAB em relação a nossos vizinhos sul americanos: a capacidade plena e já testada de atuar em ambiente de rede (vale á pena ler este interessante relato divulgado pelo ótimo portal Defesa BR).

Esse fato coloca um problema mais amplo: as notáveis mudanças tecnológicas e doutrinárias por que passa o campo de batalha nos apontam duas questões: é impossível não considerar a dominância da dimensão aérea dos teatros de baixa intensidade – vide o exemplo recente da Líbia (um) e, (dois), a estrutura orgânica das atuais forças aéreas deverá mudar notavelmente nos próximos vinte anos. Tem gente dizendo que as aeronaves de quinta geração que estão entrando em serviço – F22 Raptor, F35 Lighting II, Sukhoi T50 – serão as últimas aeronaves de combate tripuladas a ver os céus. Tem gente que também não acredita nisso. Os VANTs têm sido usados intensamente em alguns teatros, e os principais formuladores não tem manifestado muito entusiasmo com os resultados obtidos; alguns tem dito que ainda demora muito tempo até que se consiga um que possa ter o mesmo desempenho de uma aeronave tripulada, em função da “consciência situacional”, resultado, em grande parte, da integração entre homem e máquina.

Por outro lado, o preço das aeronaves de última geração, sejam elas da “quatro e meio” ou da “quinta”, se tornaram astronômicos, tanto no que diz respeito à aquisição quanto à manutenção. Talvez com exceção da indústria químico-farmacêutica, não existe outro ramo da produção que integre tanta tecnologia “estado da arte” quanto a indústria aeroespacial. No ramo militar, nem se fala: a superioridade passou a depender estreitamente desse aporte de tecnologia. Visto que forças armadas são setores improdutivos do aparato dos Estados, vale à pena empenhar bilhões de dólares em tal tipo de aquisição? É a grande dúvida que assola todas as nações de primeira linha, hoje em dia. E, principalmente, vale à pena fazer tais inversões sem a absoluta certeza de que se está fazendo a melhor aquisição possível?

Não. Na confusão de idas e vindas em que se tornou o a concorrência FX2, é a única conclusão razoável que ser pode tirar dela. Algumas autoridades e especialistas tem dito que talvez seja o caso de esperar mais um pouco. Tudo bem – talvez faça sentido. Se contarmos o programa FX, já se vão dezoito anos. Todo o panorama tecnológico e doutrinário mudou de tal maneira que, quase certamente, dentro de uns dez anos, todas as aeronaves relacionadas na concorrência estarão obsolescentes.

Não que isso seja novidade para a FAB: em toda a sua história, talvez em duas oportunidades a corporação tenha estado equipada com equipamento atualizado: o final da Segunda Guerra Mundial e o início dos anos 1970, com a aquisição dos Mirage III EBR, F5E e AT26. Esse inventário não caracterizava uma “primeira linha”, mas permitiu um salto tecnológico de considerável monta: aeronaves supersônicas, sistemas de radar embarcados, mísseis de guiagem ativa, mísseis buscadores de calor, e por aí vai. Não era pouca coisa; deixou de ser muito rapidamente, e, em meados da década seguinte, o equipamento novamente se tornava obsolescente. Em meados dos anos 1990, a situação era pouco menos que desesperadora. Foi essa situação, e a indefinição do programa FX – que, posteriormente, acabou sendo descontinuado, que levou tanto à aquisição do Mirage 2000C quanto ao programa de modernização dos Tiger II, que se tornaram o “F5EMBR”.

Essa situação tornaria urgente o estabelecimento do modelo a ser adquirido pela FAB. Só que o problema continua o mesmo de 15 anos atrás: o poder executivo da “quinta economia do mundo” não se mostra nem um pouco disposto a gastar uns dez bilhões de dólares comprando aeronaves “top de linha”. O pacote incluirá, se e quando, acontecer, não apenas as aeronaves, mas também o armamento, que certamente será o mais avançado disponível no mercado – e o mercado deve estar desesperado atrás de compradores.

Ultimamente, surgiu uma notícia curiosa. Provavelmente é apenas mais uma, dentre a profusão de informações sem pé nem cabeça que se desdobram da forma com que o Executivo administra o FX2. O Brasil teria se tornado cliente potencial para 60 Mirage 2000-9 (versão de exportação do 2000-5, usado pela Armée de l´Air) pertencentes à Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos. A notícia não é nova, e tem circulado, de tempos em tempos, desde 2010, quando o então ministro da Defesa, o boquirroto Nélson, visitou os EAU. Em princípio, talvez não fosse má ideia: os 2000-9 são uma versão bem mais atualizada dos 2000C. São equipados com o radar RDY, enlaçamento de dados (datalink) e capaz de operar mísseis BVR. Entretanto, os Mirage 2000 têm mostrado um problema difícil de superar – o alto custo da hora de vôo, avaliado em algo por volta de US$ 24.000,00. Este seria o grande “senão” à aquisição dessas aeronaves, seja de que versão forem. O blog “Poder Aéreo”, recentemente, publicou um interessante artigo sobre o assunto: a questão é que parece que as autoridades tem considerado a possibilidade de adquirir um grande lote de aeronaves usadas, além de novos Mirage 2000. Segundo o artigo … Os caças finalistas do FX2 são caças de quarta geração, enquanto os outros BRIC já estão desenvolvendo seus caças de quinta geração. O Brasil quando se decidir por um novo caça, fará uma compra de ‘timing’ comparável à da aquisição do Gloster Meteor na década de 1950, o primeiro jato da FAB, que foi adquirido quando já era obsoleto. Para quem não sabe, o ano era 1952. A FAB aspirava os jatos North American F86 Sabre, acabou levando o Meteor F8, um projeto inglês da segunda Guerra Mundial, da mesma época do Me262 e bastante inferior a este.

Trata-se de um ponto a considerar. Concordo totalmente com o especialista Alexandre Galante, redator da matéria: talvez a época do FX2, ou de qualquer FX, tenha passado. Mas como ficará a situação daqui para diante? Não será o tempo de pensar num projeto autóctone? Ou em participar, de alguma forma, de um projeto já existente – no caso, teria de ser o T50, o único que estaria, teoricamente, aberto, embora o Brasil, convidado a participar do projeto, não tenha chegado a se manifestar. Bem, como diz a sabedoria popular, o futuro a Deus pertence::

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5 pensamentos sobre “O rafalista juramentado examina os concorrentes::Um olhar interrogativo para um possível “caça possível”::

  1. Bitt, eu gostaria de ser um “rafalista militante” como você, até por que há muito tempo eu já pensava em algo como esta “aliança estratégica” com a França e não somente por ser um francófilo descarado, mas porque a França era o único país no Ocidente com proposta de independência ante os EUA e tecnologia própria de altíssimo nível. No entanto, também no campo da Defesa, a venalidade e a corrupção venceram a Esperança: o “boquirroto Nélson” e o boquirroto Lula inventaram um acordo inacreditável. Na Marinha. jogando fora décadas de cooperação com a Alemanha e seus excelentes submarinos, incluindo até um estaleiro que deve ser construído por uma determinada empresa pré-selecionada (pode esquecer o submarino nuclear: se não saiu até hoje, não sai mais); na Aeronáutica, contradizendo a seleção da FAB, tentando impor o Rafale.

    Quanto ao avião em si, eu concordo com você: ele é lindo e poderosíssimo, fazendo frente a qualquer outro da categoria. Em termos de poderio militar, o Brasil estaria muito bem servido. O problema é que as nossas necessidades de defesa não são tão dramáticas (ainda bem!) e precisamos muito mais de aquisição de tecnologia de alto nível. Além do mais, nós temos uma péssima tradição de comprar ou fazer, mas não manter. O Rafale é caro de adquirir e caro de manter: o risco de termos um enorme número deles no chão sem condições de vôo ou de combate são enormes! Por isso, me parece que a melhor proposta – não o melhor avião – é mesmo o Gripen NG. Os suecos estão topando qualquer parada (a fábrica de automóveis Saab faliu…) e sua tecnologia pode ser muito bem aproveitada pela Embraer e outras empresas brasileiras, de forma semelhante ao que aconteceu no projeto do AMX. Em termos de defesa, o Gripen NG não faz feio ante os F-16 do Chile, por exemplo e, talvez, nem mesmo ante os Su-35 da Venezuela. Quem mais conta no cenário sul-americano?

    Sei que nem tudo é fácil assim, pois a Saab faz muito uso da tecnologia dos EUA. O quão independentes eles realmente podem ser? Se for para depender de um nihil obstat americano, é melhor comprar logo os F-18, que são mesmo muito bons. Para mim, isto é impensável. Aliás, como ficou a venda dos 20 Super-Tucanos para os EUA? Embarreiraram mesmo em favor do meramente razoável Texan II?

    Em resumo, o Rafale é mesmo o máximo, mas talvez seja areia demais para o nosso caminhãozinho, enquanto que o Gripen NG pode desempenhar perfeitamente bem o papel que se espera de um avião da sua categoria na defesa nacional e render muitos dividendos tecnológicos.

    Abração!

    • Luis, obrigado pelo comentário. Vale a pena algumas observações.
      Depois de alguns anos escrevendo aqui no blogue, constato q, se fiz um trabalho legal foi em 2010, quando escrevi sobre a polêmica dos submarinos. Não discuto sobre a construção do estaleiro, dos métodos e processos pouco transparentes e dos resultados duvidosos. O fato é que conversei com alguns oficiais da Marinha, tanto da Força de Submarinos qto da área de planejamento. Todos reclamavam mto da relação com os alemães, que um deles chegou a classificar de “desonesta”. Segundo os depoimentos, o país já teria condição de fazer toda a manutenção dos IKL 209 sem interferência dos alemães, mas estes não permitem sequer a compra peças em fornecedores escolhidos internamente. A mesma fonte me informou que até mesmo peças bestas, como juntas de válvulas, buchas de compressor, lâmpadas, etc, etc, os alemães determinam onde comprar, e geralmente o preço é pelo duas vzs maior. Os equipamentos eletrônicos de ponta são monitorados pelos alemães, q colocam selos até nas portas de acesso, e não permitem a presença de brasileiros no local, qdo abrem a coisa. O contrato dos Scorpene estabelece condições draconianas (tanto é q, logo no início do governo Dilma, nossas “autoridades econômicas” falaram em suspender), mas para os dois lados. Foi caro? Foi, mas o país receberá o pacote completo, num prazo de dois anos, pq o mesmo contrato q fez cd submarino francês custar mais ou mns 1,7 vzs o preço dos alemães obriga os franceses a incorporarem o Brasil no processo de concepção do projeto e fabricação das unidades – daí a história do estaleiro, q na verdade é uma nova base naval. Como já disse mtas vzs, não me meto nas preferências políticas de ninguém. Mas em certos casos, o buraco é mais embaixo. O caso Gripen está mto mal explicado, desde o começo. Ninguém reclamou qdo o governo alijou os russos da concorrência, e alegação era de que os aviões deles eram caixas pretas. Eram? Eram – mas eram caixas pretas de primeira. A imprensa não falou nada, na época – a Veja nãos estrilou, a FSP não levantou as suspeitas habituais. Pq essa simpatia pelo Gripen? Vc certamente sabe q o Gripen NG sequer está pronto, e é uma tremenda gambiarra, feita para compensar o desempenho pífio do J37, q foi feito para o tipo de doutrina sueca. Além do mais, as tecnologias mais sensíveis são inglesas (a Saab tem uma parceria com a BAe), ou seja, na verdade são americanas – inclusive os propulsores. Deve estar tudo amarrado por acordos de restrição. A questão é – quer falar mal do (des)governo? pois mto bem – falemos. Pq não começar a pensar num projeto próprio? Esses caças – todos eles – são aeronaves obsolescentes. O conceito deles deu o que tinha que dar – o negócio agora são os jatos tipo T50, o tal do PAK FA, que é um F22 melhorado. Vc falou no F16. Meu amigo, um avião desses só serve para um país como Israel, pq os americanos não se metem com eles. Eles pegam os do lote 52 que receberam em 2007-2009 e transformam numa máquina de primeira linha, inclusive abrindo os aviônicos, copiando e melhorando – foi o q fizeram com o sistema de navegação inercial e, dizem com o radar. Seria ótimo comprar uns 50 F16A lote 25 e transforma-los em lote 50. É possível? É, mas teríamos de fazer um tremendo projeto. Aí, o que precisa é dinheiro. Só? Não. Precisaria de autorização dos americanos. Eles dariam? Não sei. Acho que não.
      Abração, compadre. É sempre um prazer conversar com vc.

  2. Em tempo: quanto ao futuro, mais uma vez será feito o que o nosso (des)governo sabe fazer melhor: um “puxadinho no barraco”, ou seja, algo como os Mirage 2000-9. Por que não? A Marinha não comprou um lote de A-4 dos árabes ricos? E eram da última série, com apenas 30 anos de (pouco) uso. Não há de que reclamar…

  3. Bitt,

    Não sou nenhum especialista no assunto, mas tenho lido um pouquinho sobre o tema, e firmei uma opinião.
    Sou a favor do Grippen, mas não deste que nos foi oferecido (o NG), apesar de não concordar com a sua opinião de que ele é uma “gambiarra”. Tanto que ele, mesmo sem ter ainda voado, já ganhou a concorrência feita pela Suiça (OK. É outra realidade geográfica…).
    Os suecos tem guardado um projeto básico de caça de 5ª geração. É esse o modelo em que devíamos investir, bancando parte do desenvolvimento, ao lado dos suecos e de mais algum (alguns) pais (países).
    Claro que um avião desses não voaria antes de 2020. Até lá, tendo em vista que nossa frota de Mirages mal chega até 2014 e nossos F5, mesmo atualizados, não dariam conta do recado, o melhor a fazer seria locar umas duas esquadrilhas de Grippen C/D, tal qual alguns países da Europa Oriental (a Hungria acabou de anunciar que quer renovar a locação).

  4. Alous Bitt, e aí teremos considerações sobre a vitória do Rafale na concorrência com a Índia? O projeto Rafale e talvez a própria capacidade francesa de continuar projetando seus caças seja salva nessa concorrência.

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