Minha comemoração particular do fim da Segunda Guerra Mundial::Idéias absurdas que ajudaram a vencer a guerra1::Red Ball Express::


Pois é… Ano passado, pela primeira vez em alguns anos, deixei de comemorar o fim da Segunda Guerra Mundial. Essa primeira no evento fixo mais fixo que o blogue das boas causas observa chegou a me deixar um tantinho chateado, proque realmente penso que essa data devia merecer comemorações muito mais animadas do que merecem, atualmente. Principalmente agora, que recrudescem as idéias neonazistas, na Europa da crise financeira. Esta é, de fato, uma das maiores provas de que a humanidade tem memória de ameba e, como diz o bom Lulu Santos, caminha com passos de formiga. Assim, resolvi não perder a data, embora o timing tenha deixado a desejar, já que estamos com uma semana de atraso. Este ano, por motivos que nem eu mesmo sei explicar, resolvi abordar algumas idéias absurdas que ajudaram a ganhar a guerra. Não foram poucas, e algumas, de fato, mudaram o mundo inclusive depois de terminado o conflito. O artigo que se segue coloca um dos principais problemas que até hoje afligem as forças armadas dos EUA – o estilo perdulário de fazer a guerra, que se expressa sobretudo no vício em gasolina manifestado pelas forças armadas norte-americanas. Eu não tinha o assunto em mente, até descobri-lo meio por acaso. Poucos dias atrás, recebi de um amigo um filme feito em 1952, “Arrancada da Morte” (Red Ball Express), dirigido por Budd Boetticher, um diretor de westerns que incursionou raramente (ainda bem…) pelos filmes de guerra. Todo mundo que se interessa pela história militar e técnica da 2ª GM já ouviu falar do “Expresso Bola Vermelha”, mas eu nunca havia atribuído a ele maior importância – apenas mais uma proeza numa guerra em que a logística foi o aspecto predominante. O filme, por outro lado, é tão absurdo que tive curiosidade de checar alguns dos eventos descritos lá. E o pior é que é quase tudo verdade. Passei algum tempo fazendo uma grande-pequena pesquisa, e agora posso garantir que o assunto é interessante. Este será o primeiro artigo da comemoração. Outros se seguirão. Espero que se divirtam tanto quanto eu me diverti::

Em 6 de junho de 1944, tropas aliadas desembarcaram na Normandia. Era o primeiro passo na direção da libertação da França, ocupada desde 1940 pelos alemães. Ao longo de junho e julho, as tropas aliadas combateram duramente para ampliar a cabeça de praia estabelecida na primeira semana, mas não sem encontrar decidida resistência do adversário. Mais de um mês depois, em 25 de julho, forças americanas comandadas pelo general-de-divisão (tenente-general, na nomenclatura norte-americana; tanto no Exército dos EUA quanto no EB, general de três estrelas) Omar N. Bradley, envolvidas na “Operação Cobra” romperam as defesas alemãs na extremidade ocidental da cabeça de ponte e se lançaram através da brecha, conduzindo o restante do Terceiro Exército dos EUA. Esta grande unidade tinha sido colocada em operação em 1º de agosto, sob comando do notório general-de-divisão George S. Patton Jr.

Foi o início de uma das mais bem sucedidas campanhas do Exército dos EUA na 2ª GM. O Terceiro Exército percorreu um estreito corredor entre o Sétimo Exército alemão e o mar, desarticulou o flanco de toda a linha inimiga na Normandia e acabou por romper a retaguarda alemã. As forças de Patton avançaram em todas as quatro direções de forma coordenada. No sul, avançam em direlção ao rio Loire; a oeste buscaram a península da Bretanha; no norte, o objetivo era a junção com os britânicos nas proximidades de Falaise; a leste, lançaram-se em direção ao Sena, tendo Paris como objetivo.

Até então, as forças aliadas, acotoveladas em um estreito território, estavam engajadas em um típico combate de infantaria. Após 25 de julho, tendo diante de si o território francês pouco acidentado e servido por uma rede de estradas ainda relativamente intactas, as forças dos EUA puderam fazer valer sua arrasadora superioridade em meios, e a campanha tornou-se uma operação mecanizada. Um observador desavisado diria que a blitzkrieg era invenção americana, e não alemã: pontas de lança blindadas lideravam a infantaria, em boa parte montada em veículos de todos os tipos. No alto, caças-bombardeiros patrulhavam as estradas adiante, relatavam as condições do teatro e atacavam qualquer força alemã que tivesse a ousadia de expor-se à luz do dia. As forças alemãs na Normandia quase entraram em colapso e por pouco escaparam do pior pesadelo de um exército: cair num bolsão. Com o exército de Patton sempre nos calcanhares, recuaram desabaladamente na direção da Alemanha, sofrendo, no trajeto, baixas arrasadoras em efetivos e equipamentos. Em 15 de agosto, as forças aliadas invadiram o sul da França e se juntaram ao sistemático esmagamento da Wehrmacht. Com os restos de dois grupos do exército alemão em plena retirada, o Comandante Supremo Aliado, general-de-exército (coronel-general, na nomenclatura norte-americana; tanto no Exército dos EUA quanto no EB, general de quatro estrelas) Dwight D. Eisenhower, por natureza bastante comedido, deixou circular, no início de setembro, a notícia de que o exército alemão na França tinha sido derrotado.

Com o Terceiro Exército se aproximava da província francesa da Lorena (em francês, Loraine), na fronteira entre França e Alemanha, a inteligência do Terceiro Exército dos EUA, avaliando informações que chegavam de todos os setores sobre as condições da Wehrmacht, convenceu-se de que a guerra estava praticamente terminada. O alto comando aliado tendeu a concordar. Contrapostas tais informações com aquelas conseguidas através do sistema Ultra (conjunto de unidades de decodificação e análise de mensagens criptografadas do Exército Britânico), a conclusão foi que a fronteira franco-alemã podeia ser considerada praticamente aberta, e que levaria algum tempo (cerca de um mês, nas expectativas mais pessimistas) para que a situação fosse reorganizada. As informações das unidades motorizadas de reconhecimento davam conta de estar um longo trecho do rio Mosela praticamente desguarnecido, e Patton não viu motivos que impedissem suas tropas de tomar as cidades de Metz e Nancy, romper através da Lorena e invadir a Alemanha através do rio Reno, em Mannheim e Mainz.

Aquela altura, tanto comandantes quanto comandados acreditavam que a Lorena eram favas contadas – cairia rapidamente, e os tanques de Patton tomariam a Alemanha antes do final do ano. Todos se enganaram: as previsões se mostraram excessivamente otimistas e a batalha pela Lorena viria a durar três meses, e, ainda por cima, seria a mais sangrenta dentre as campanhas cumpridas pelo Terceiro Exército dos EUA.

Limitada a oeste pelo rio Mosela, a leste pelo Saar, ao norte pelo Luxemburgo e pela floresta das Ardenas, e ao sul pelos montes Vosges, a província da Lorena é o caminho mais direto entre França e Alemanha – exatamente por este motivo tem sido, por séculos, a rota de invasão mais tradicional entre as regiões leste e oeste da Europa Ocidental e alvo de disputa entre as formações políticas francesa e alemã ao longo de toda a Idade Média e Moderna. Desde 1766 considerada parte da França, a Lorena, juntamente com a Alsásia, passou ao Império Alemão Hohenzollern depois da derrota francesa na Guerra Franco Prussiana de 1870. A partir de 1919 voltou a fazer parte da França, e, após a derrota francesa de 1940, foi um dos poucos territórios da Europa Ocidental anexados à Alemanha.

Curiosamente, a grande estratégia aliada não considerava a província como rota primária para a invasão da Alemanha. Isto se explicaria pelo fato de que o SHAEF (alto comando aliado para o teatro europeu de operações) considerava o território como possuidor de poucos objetivos militares compensadores. Não se tratava da região mais populosa da Alemanha, e nem mesmo a área industrial do Sarre, embora significativa, se comparava a do Ruhr, mais ao norte, no esforço de guerra alemão. As cidades da região do Alto Reno que não eram mais as principais da Alemanha.

De fato, o plano básico para a campanha européia punha o maior esforço mais a norte, na zona do 21° Grupo de Exércitos, onde estavam os objetivos militares e industriais considerados vitais. Depois de atravessar a província e entrar na Alemanha o Terceiro Exército viu-se sem objetivos militares de primeira ordem e seu comando, sem ter como justificar as requisições de reposições e suprimentos. Após a conclusão da campanha, o próprio Patton teria declarado ao Departamento de Guerra dos EUA que, depois do fim do conflito a província deveria ser deixada aos alemães. Segundo o general, não poderia haver maior castigo, pois tratava-se de região sem atrativos, muito chuvosa e cuja maior riqueza constituia-se de “variadas pilhas de estrume”.

Além do mais, a Lorena mostrou-se, nas avaliações, difícil campo de manobra para atacantes. A ondulante paisagem rural era ponteada por bosques e charnecas, com inúmeras pequenas cidades e aldeias, algumas das quais tinham sido fortificadas ao longo dos séculos anteriores. O solo ondulado erguia-se de leste para oeste, e os atacantes se veriam encalacrados no sopé de colinas que tinham de ser transpostas. Os rios e riachos eram inúmeros, correndo geralmente do sul para o norte, direção oposta da penetração norte-americana (o que, dependendo do porte do curso d´água, dificultava a transposição), e a fronteira com a Alemanha opunha duas linhas de fortificações: a “Maginot”, praticamente desativada, e, já no solo alemão, a “Siegfried”, chamada pelos nazistas de “Westwall” (“Muralha Ocidental”). Segundo estimativas da inteligência, a “Muralha Ocidental” tinha sido melhorada, nos anos anteriores, com bastiões antitanques praticamente invulneráveis a ataques aéreos. A única vantagem que os aliados conseguiam antever era a falta crônica de efetivos treinados, observada na Wehrmacht depois da debacle francesa. Essa poderia, entretanto, ser contrabalançada pelo fim do apoio incondicional da população civil local, que lá era majoritariamente alemã e tinha recebido, durante a guerra, alguns acréscimos, dentro da política de redistribuição populacional dos nazistas.

Com tão poucos atrativos, o que fazia Patton preocupar-se com a Lorena? O motivo não vinha dele, mas de Eisenhower. O comandante supremo tinha em mente destruir tantas forças alemãs quanto possível, a  oeste do Reno, de modo a diminuir a capacidade inimiga em se opor na região do esforço principal.

O chefe de Patton, general Bradley, comandante do 12º Grupo de Exércitos dos EUA, concordava, e determinou que todos os exércitos aliados deveriam pressionar na mesmo sentido, um amplo arco na direção do centro da Alemanha. Com o portão da Lorena escancarado, Patton, ególatra incorrigível e embriagado pelo sucesso dos meses anteriores, não via motivo para não seguir em frente e levar tudo de roldão. Assim, uma série de fatores deixou de ser levada em consideração.

O principal deles era o fato de que a Lorena ficava a mais de 750 quilômetros de distância das praias normandas, início das linhas de suprimentos através das quais o Terceiro Exército obtinha a maior parte de seus suprimentos. Uma das coisas que os norte-americanos aprenderam durante a 2ª GM é que a guerra moderna, mecanizada por excelência, demanda quantidades oceânicas de combustível e suprimentos. Um estudo feito após a campanha da França calculou que cada efetivo em combate necessitava de aproximadamente 200 quilos de materiais os mais diversos, a cada dia. Trata-se de um cálculo estatístico muito complexo, que envolvia não apenas os suprimentos necessários para manutenção física do soldado (alimentos, roupas, produtos diversos, medicamentos, e por aí vai), mas também os diversos armamentos e equipamentos, munições diversas, combustíveis e lubrificantes de toda espécie, peças de reposição e outros itens utilizados diariamente na frente de combate e na retaguarda. Levando-se em consideração que haviam uns 800.000 norte americanos na frente de combate, basta multiplicar um número pelo outro para chegar a um número espantoso.

Não é o caso discutir aqui o fato de que o exército britânico era infinitamente menos perdulário, e o alemão, então, nem se fala. O fato é que o problema existia e provocou uma enorme crise, no segundo semestre de 1944. O combustível e a munição eram, de longe, o maior problema. Durante a corrida através da França, em agosto, o Terceiro consumira por volta de 1 milhão de litros de combustível por dia e mais de dois milhões de cartuchos de munição para armas de infantaria e, dependendo da operação, entre trinta e quarenta mil cargas de artilharia a cada 24 horas. O Primeiro Exército consumia mais ou menos a mesma coisa, talvez um pouco menos, visto que o general de divisão Courtney Hodges, o comandante, era um tanto menos perdulário do que Patton. Essa demanda foi suprida pelo Comando de Suprimentos através de uma proeza logística que recebeu o nome de “Red Ball Express”.

Tratava-se de uma linha sem escalas de caminhões que ligava os enormes depósitos armados na Normandia diretamente aos exércitos em campo. A idéia veio do primeiro-tenente John Bridener Guthrie Jr., oficial da reserva lotado numa unidade de  suprimentos. Guthrie, que chegou ao fim da guerra como major ad hoc e foi condecorado pelo feito, conseguiu organizar o plano em apenas 36 horas. Em sua época de maior atividade, o “Expresso Bola Vermelha” chegou a empregar, de uma vez, quase 6.000 caminhões que rodaram dia e noite, numa média de velocidade de 75 km/h, transportando mais de 12.300 toneladas de suprimentos, metade das quais constituída por combustíveis.

O plano foi lançado em 25 de agosto de1944. O nome vinha do fato de que o percurso era marcado por placas estampando enormes bolas vermelhas. As estradas marcadas com a “bola vermelha” eram interditadas a qualquer espécie de tráfego civil, inclusive de pedestres, e recebiam apenas viaturas de alta prioridade. Por volta de dezembro de 1944, a disponibilização do portos de Caen e Antuérpia, bem como a reorganização da rede ferroviária francesa permitiram que os caminhões fossem colocados novamente em seu regime normal de trabalho. Um sistema semelhante, em escala menor, foi acionado novamente durante a Batalha do Bulge (a contraofensiva das Ardenas).

A palavra “proeza” não é exagerada para descrever essa operação: três divisões de infantaria ficaram totalmente sem caminhões, requisitados pelo comando. Segundo depoimentos dados depois da guerra, o “Expreso Bola Vermelha” foi uma aposta arriscada. Impossibilitadas de se deslocar pela falta de transportes, as divisões de infantaria que ficaram sem caminhões talvez pudessem fazer falta, como unidades combatentes, nunca se sabia. Mas o problema é que as viaturas, os caminhões de três eixos, 6X6 capacidade de 2,5 toneladas (o principal deles era o GMC CCKW) iriam ser totalmente detonadas: rodavam sobrecarregadas, em velocidades superiores às razoáveis, dirigidas por motoristas inexperientes e intencionalmente não eram submetidas aos padrões usuais de manutenção do Exército dos EUA. O consumo de combustível aproximava-se de 1 milhão de litros diários – quase o mesmo que os exércitos em campanha que abastecia.

Além do mais, os motoristas eram em sua maioria negros convocados a partir da Guarda Nacional, num exército ainda totalmente segregado. As unidades de transporte eram comandadas por oficiais brancos, e os efetivos passavam por um treinamento especializado que durava, em média, três dias, além das seis semanas de treinamento básico de infantaria. Diante da alta média de acidentes, correu o boato de que os motoristas, por serem negros, não exergavam bem à noite. É muito provável que os inúmeros atropelamentos de civis e de gado, e os acidentes registrados se devessem mais ao baixo padrão de treinamento e à manutenção deficiente do que a qualquer dificuldade visual dos motoristas.

Dentre outros, a falta de sono era reconhecida como um problema. Os motoristas eram frequentemente obrigados a dirigir durante doze horas, à noite, sem intererrupção, em condições estressantes: comboios com excesso de veículos, iluminados apenas por luzes  de blecaute e em alta velocidade. Foram registrados alguns ataques realizados por caças bombardeiros da Luftwaffe, mas, aquela altura, esse era o menor dos problemas do “Expresso Bola Vermelha”. De toda maneira, unidades de artilharia antiaérea ligeira acompanhavam os comboios, embora fossem consideradas desnecessárias.

Ainda hoje se discute se o “Expresso Bola Vermelha” foi mesmo uma boa idéia, mas o fato é que a crise dos suprimentos exigia soluções radicais. O Exército dos EUA aprendeu muito com a operação dos comboios de transportes, e a organização de unidades dessa especialidade, na corporação, ganhou em eficiência após essa operação. E, sem dúvida, os milhares de motoristas e auxiliares que viviam praticamente dentro de seus caminhões e perderam noites de sono na estrada e dias preciosos da vida – quando não a própria vida – deram enorme contribuição para mandar o fascismo para a lata de lixo da história. Em seguida, um “videoclipe” que achei… Vocês sabem onde. A música é de autoria do cantor “country” Scott Miller. Admito que não é lá grande coisa, mas como eu gostaria de ver um de nossos grupos de rock, ou, quem sabe, o Antônio Nóbrega, fazendo uma música em homenagem a nossos pracinhas…::

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2 pensamentos sobre “Minha comemoração particular do fim da Segunda Guerra Mundial::Idéias absurdas que ajudaram a vencer a guerra1::Red Ball Express::

  1. Prezado Causa,

    Falando em II Guerra Mundial, vi este documentário, baseado no livro

    “The Myth of the Good War – The USA in World War II -de JACQUES R. PAUWELS ”

    http://www.marc-bielli.com/agw_eng.html – em inglês
    http://www.marc-bielli.com/goodwar1.html – no original em francês

    http://www.jacquespauwels.net/books01-mythe-good-war.php?lang=en – Página do autor.

    O enfoque sobre estratégia militar e sim sobre as razões econômicas que levaram aos EUA só entrarem na guerra em 1941 sendo que desde a subida de Hitler ao poder em 1933 até 1941 empresas americanas, como Ford, GM, ITT, com fábricas na Alemanha continuaram a negociar com o regime nazista.

    A razão é que os EUA ainda estvam em depressão enquanto que a Alemanha, ao se rearmar demandava petróleo e outros artefatos produzidos por empresas americanas.

    Segundo o autor as fábricas da GM (Opel) e Ford na Alemanha produziam aviões de caça e caminhões para o exército alemão.

    Em outro vídeo (http://www.dailymotion.com/video/x10hfx_le-mythe-de-la-bonne-guerre_school , em francês)
    Jacques Pauwels, o autor menciona uma estatística curiosa, a de que quando da invasão da União Soviética pelos alemães, 96% do combustível usado pelos alemães foi importado dos EUA.

    Além do que segundo ele durante os bombardeios aliados sobre a Alemanha, embora a fábrica enorme fábrica da Ford fosse facilmente identificável, havia ordem expressa de não bombardeá-la, pois após a guerra os americanos (a Ford é claro) iriam querer reavê-la.

    Os civis alemães escondiam-se nas proximidades na fábrica durante os bombardeios por perceberem que a fábrica nunca era tida como alvo!

  2. Essa história do Red Ball daria um filme no estilo Apolo 13. A história em que, para variar, coroa o heroísmo do pessoal “por trás do palco” como os engenheiros, designers etc.

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