Datas relevantes de causa::O Irã dos aiatolás se torna balzaquiano::

O blogue das boas causas anda meio devagar, em função das muitas atividades que o redator cumpre, e que por vezes cobram seu preço, em tempo e concentração. Entretanto, não o blogue não podia deixar de acender umas velinhas (31, mais exatamente) para a passagem, em Primeiro de Fevereiro, de mais um aniversário da Revolução Islâmica no Irã. De fato, é uma data que também deveria ser comemorada nos EUA, mais particularmente nos salões de festas secretos da CIA e da menos votada Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês – responsável pelo monitoramento de comunicações eletrônicas e operações de inteligência eletrônica – ELINT/SIGINT).  Uma festa dessas certamente reuniria um monte de gente, viva e morta: Jimmy Carter e Zbigniew Brzezinski, Richard Helms (diretor da CIA nos governos Johnson e Nixon), Henry Kissinger, Saddam Hussein, os executivos das companhias de petróleo, e por aí vai.  É interessante observar que, se o mundo for justo (e sabemos que é…), o aiatolá Ruhollah Khomeini, sua trupe de radicais e até mesmo os atuais espantalhos-mores iranianos, o aiatolá Khamenei e o presidente iraniano Ahmedinejad também estariam lá, comendo bolo. Entretanto, como essa festa não vai acontecer, causa:: catou na Internet um excelente artigo publicado no blogue do jornalista especializado em relações internacionais Argemiro Ferreira. O blogue de Ferreira é parada obrigatória deste humilde redator, pela qualidade das análises que apresenta. Passemos à leitura.

O artigo começa interessante já no título – BLOWBACK. Este termo designa, em inglês, a ação do gás gerado pela detonação da carga de propelente de um cartucho ou foguete, que provoca o recuo da arma, no caso de um tiro, ou uma chama de expansão rapidíssima e extremamente quente, no caso de um foguete. Os oito leitores de causa:: talvez lembrem daquela língua de fogo que se sucede ao disparo de um RPG7/7B. Embora nunca tenha pensado no assunto, o redator imagina se a expressão também não teria o significado da nossa “tiro no pé”. Se não tem, deveria ter. É a mais adequada definição para os resultados da atuação norte-americana naquelas plagas.

Posteriormente, causa:: tecerá alguns comentários que são mais da praia que frequenta – a análise militar. Argemiro comete alguns deslizes, nesse campo, mas que nem chegam a arranhar a blindagem de sua erudição::

A estratégia da guerra pós-clausewitziana::

(NYTimes.com)A jihad em imagens(15 de outubro)

Quando Osama Bin Laden divulgou mensagem de vídeo para o povo americano, mês passado, um jovem entusiasta da jihad ajudou a espalhar o conteúdo. “A América precisa ouvir o xeque Usaamah e levar sua mensagem a sério”, escreveu ele em seu blog.

O blogueiro é Samir Khan, um americano de 21 anos, morador na Carolina do Norte, onde montou uma espécie estação distribuidora para produções de grupos islâmicos radicais. Nos últimos dias, a estação de Samir distribuiu as “alegres notícias” sobre a morte de 31 soldados argelinos por um grupo radical do norte da África. Também pode ser baixado um tratado acadêmico que defende a jihad violenta, devidamente traduzido para o inglês. Também estão lá centenas de links para sites violentos contendo imagens da insurgência no Iraque. Nascido na Arábia Saudita e criado em Queens, Nova Iorque, Khan é um soldado do que a al Qaeda chama “mídia jihadista”.

Não há nada que sugira que Khan esteja agindo de forma coordenada com líderes radicais ou infringindo qualquer lei. Ele é parte de um grupo crescente de operadores de mídia que estão transmitindo a mensagem da al Qaeda e de outros grupos, uma mensagem que se dirige cada vez mais ao publico ocidental.

Especialistas em terrorismo da Academia Militar dos Estados Unidos dizem que há cerca de cem sites em inglês, que oferecem a visão de radicais islâmicos. Esses parecem estar criando um canal com jovens muçulmanos americanos e europeus ao jogarem com o ódio que a guerra no Iraque desperta e com a imagem de um Islã sob ataque.

Os textos originais árabes, longos e tediosos para os padrões ocidentais, são retrabalhados, usando técnicas de publicidade. Folhetos de recrutamento são distribuídos e encontra-se até novelas online, todas com temas sobre a jihad. Sites como o YouTube também tem servido como veículo para esse matarial.

A al Qaeda usa a Internet há anos, mas quem acompanha as novas produções concorda que o material melhorou muito em qualidade, e se tornou atraente para um público acostumado com a rapidez da Internet.

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Segundo Rohan Gunaratna, pesquisador-chefe do Centro Internacional de Pesquisa sobre Violência Política e Terrorismo da Universidade Técnica Nanyang, de Singapura, “a al Qaeda é uma organização essencialmente moderna”. É uma declaração surpreendente, embora saibamos que a organização já demonstrou grande habilidade no uso de meios de comunicação de massa e do sistema financeiro internacional da era da globalização. Mas, segundo Gunaratna, não são essas habilidades que demonstram o caráter moderno da al Qaeda, mas o fato de que a organização demonstrou entender perfeitamente que as guerras do século XXI tem na disseminação de imagens espetaculares em tempo real uma estratégia central. No ataque às Torres Gêmeas, a organização de Bin Laden mostrou uma capacidade surpreendente de conceber o uso da televisão via satélite para mobilizar o apoio dos países muçulmanos.

A modernidade da al Qaeda também fica patente conforme sua organização se mostra distante da estrutura centralizada e burocrática dos partidos revolucionários do século XX, e mais próxima da organização celular dos cartéis de distribuição de drogas e das redes planas das empresas virtuais. A al Qaeda assemelha-se à uma multinacional, sugere Gunaratna. Surgida na fase final da Guerra Fria, financiada pelos sauditas e com beneplácito dos EUA e dos governos europeus, terminada a guerra contra os soviéticos, tornou-se o primeiro praticante da guerra não convencional capaz de dar escala mundial às suas operações. “Em vez de resistir à globalização, suas forças estão sendo reunidas por grupos islâmicos contemporâneos, constantemente atrás de novas bases e novos alvos pelo mundo”, diz o pesquisador.

A guerra pós-clausewitziana parece que será travada por pequenas unidades com alto grau de iniciativa, dependendo essas unidades de sua capacidade utilizar localmente recursos levantados em escala global, inclusive comunicando-se através da Internet. Essa aparente flexibilidade, que lança mão tanto da motivação individual mobilizada pela ideologia quanto de recursos tecnológicos bastante sofisticados, mas, ao mesmo tempo, acessíveis a qualquer um com certo grau de conhecimento técnico, mostra sua face na capacidade dos pequenos grupos em colocar forças bem maiores em posição de defesa. O grau de iniciativa também fica patente na capacidade que a rede al Qaeda demonstra em sobreviver ao isolamento de seu líder.

Outra demonstração recente do caráter da guerra pós-clausewitziana foi dada durante a invasão de Israel ao sul do Líbano, com o objetivo de anular o grupo militante xiita Hezbolá. Israel declarou que a responsabilidade sobre as ações do grupo xiita era do governo do Líbano, que estaria permitindo o uso de seu território. Isso demonstrou uma curiosa incapacidade em entender o caráter assimétrico por excelência da guerra pós-clausewitziana. Após mais de 40 dias de operações que provocaram sérios danos à infra-estrutura civil do Líbano, as forças armadas de Israel se retiraram do Líbano sem alcançar nenhum dos objetivos a que haviam sido propostos.

A milícia do Hezbolá mostrou grau de treinamento e disciplina que surpreendeu os israelenses e a maioria dos analistas ocidentais. De fato, alguns falaram em uma vitória parcial do Hezbolá, enquanto outros apontaram uma espécie de “empate técnico”. Usando armas convencionais provavelmente fornecidas pelo Irã e pela Síria, os milicianos xiitas conseguiram ,em algumas ocasiões, interditar o terreno às unidades blindadas de Israel. A utilização de equipamentos como o lança-rojão RPG-29 e óculos de visão noturna mostraram um novo estilo de guerra assimétrica, na qual o lado mais fraco mostra-se capaz de colocar em xeque o lado mais forte. A vulnerabilidade israelense residia exatamente no uso de forças convencionais de difícil operação. Os milicianos, dispersos pelo território, dotados de uma perfeita consciência do terreno e armas adequadas, demonstraram capacidade de tomar decisões mais rapidamente que o exército de Israel.

O uso da população civil como escudo, embora seja bastante cruel, em sua essência, é extremamente eficaz, já que torna as ações militares, principalmente as que envolvem aviação, extremamente antipáticas, e obrigam o adversário a justificar-se perante seus aliados.

A guerra pós-clausewitziana pode significar um retorno à noção de estratégia indireta, teoria formalizada pelo analista inglês Basil Lidell-Hart. Essa idéia faz um certo sentido, diante da posição ocupada hoje pelos EUA, no panorama militar. Após a Segunda Guerra Mundia, a adesão ao princípio de “revolução em questões militares” deu aos EUA a supremacia inquestionável sobre o campo de batalha. Enfrentar uma estrutura assim organizada, diretamente, é impossível. Mas enfrentá-la indiretamente é possível, como temos visto em algumas situações, caso recorramos à história militar. Talvez outro aspecto da guerra pós-clausewitiziana seja exatamente o fato de que forças armadas convencionais estejam se encaminhando para o declínio – estruturas muito dispendiosas, em todos os sentidos, e inúteis, diante da assimetria de poder. Entretanto, não deixa de ser interessante pensar que, aquilo que a URSS não conseguiu (e desapareceu tentando…), bin Laden e seus ativistas têm conseguido. A al Qaeda é o futuro da guerra? Se for, talvez já estejamos vivendo o futuro.

A guerra pós-clausewitziana::

A guerra pós-clausewitziana

Para Carl Von Clausewitz, oficial prussiano que criou a teoria moderna da guerra, com o fim das guerras napoleônicas e a Paz De Viena em 1815, “guerra” significava conflito armado entre Estados. O padrão de violência organizada que predominou antes de 1648 era irrelevante. Mas, na prática, o monopólio estatal da violência estava longe de ser completo, mesmo na Europa da época em que a obra de Clausewitz, Da Guerra, foi publicada, em 1832. Em muitos países europeus o alcance do poder do Estado não ia muito longe. A maioria dos governos europeus só assumiu o monopólio efetivo da força depois da Primeira Guerra Mundial. Ainda assim, Clausewitz estava certo em ver na guerra entre Estados, o futuro. Ao longo ddos seguintes 170 anos, as guerras travadas o foram entre governos.

Outro pensador seminal para a modernidade, Max Weber, também considerava que o elemento definidor dos Estados modernos é o monopólio da violência organizada. Weber também considerava que o Estado é produto dos métodos racionais de pensamento e ação promovidos pela ciência. No final do século XX, entretanto, esta visão de Estado estaria parcialmente ultrapassada, visto que em muitas regiões do mundo, o monopólio da violência foi quebrado. A difusão da ciência e da tecnologia não correspondeu à promoção de Estados modernos. Ao contrário, produziu um novo tipo de guerra, não previsto pelos teóricos.

No Oriente Médio, na Caxemira, no Afeganistão e em diversas outras zonas de conflito, a guerra não é travada apenas por Estados organizados. Organizações políticas, milícias organizadas e redes fundamentalistas adquiriram poder suficiente para começar e dar continuidade à guerras. Podemos chamar essa nova fase de guerra pós-clausewitiziana.

Isto não significa que a guerra, conforme a teorizou Clausewitz, tenha desaparecido. A maioria das guerras do último quartel do século passado foi travada entre Estados.

O novo tipo de guerra, que pode ser definida como “não-convencional”, desenvolveu-se no contexto de Estados muito enfraquecidos ou colapsados, em nada parecidos com um Estado moderno: África, Afeganistão, Haiti, Bósnia, Chechênia e Albânia podem ser colocadas nesse saco. São regiões nas quais o Estado fracassou, e não mais mostra condições de servir como parâmetro para o conflito. Os envolvidos travam a guerra sem levar em consideração nenhuma autoridade que não a dos líderes de facção ou grupo, e nenhum objetivo que não os próprios.

A guerra não-convencional do tipo praticado pela al-Qaeda também se beneficia da fraqueza dos Estados fracassados de outra maneira. Exércitos irregulares e organizações políticas que praticam a nova forma de guerra costumam a estar ligados à economia criminosa global, conseguindo fundos via atividades ilícitas. Neste ponto, a globalização beneficia a todos quantos tenham uma mínima capacidade de organização: estes se tornam capazes de mover fundos de uma lado para outro, sem o menor empecilho. Neste ponto, pode-se dizer que o “deus-mercado” alimentou o monstro, ao promover a idéia de que o retraimento dos governos seria condição vital para o desenvolvimento econômico, via remoção dos entraves aos fluxos de capital. Na prática, isso significou um a criação de um capitalismo financeiro descontrolado, deslocando-se de um lado para outro e promovendo o enfraquecimento de governos constituídos, via “ataques especulativos” e “abordagens agressivas”. Organizações terroristas aprenderam a usar o cassino global como forma de movimentar e gerenciar seus fundos, muitas vezes sem deixar traços.

Um outro elemento resultante do fracasso dos Estados foi o enfraquecimento do controle sobre os meios de violência. Isto é particularmente verdadeiro com relação à União Soviética e os países da ex-Cortina de Ferro, todos dotados de indústrias bélicas bem estruturadas e tecnologicamente avançadas. Geralmente, fala-se muito sobre armas de destruição em massa, que alguns dos países resultantes da fragmentação da ex-URSS realmente possuíam, mas este problema foi enfrentado com bastante sucesso. A questão principal é que milhares de cientistas e tecnólogos altamente capacitados ficaram à beira da miséria, em fábricas “privatizadas” de uma hora para outra. A ex-Iugoslávia nunca produziu armas nucleares ou estratégicas, mas foi, até os anos 90, quando mergulhou na guerra civil, um player agressivo no mercado de armamentos convencionais. Milhões armas de todos os tipos, de tanques e peças de artilharia até fuzis automáticos e munição continuaram a ser produzidas e abastecem um mercado ávido, dotado de fundos e disposto a comprar. Estados debilitados, como a Bulgária, submetidos a uma transição descontrolada, passaram a vender armas de seus estoques e das fábricas que controlam. Nunca olhavam com muito cuidado quem estaria do outro lado do balcão.

O terrorismo se beneficia da fraqueza dos Estados, o que não significa que Estados fracos não procurem se beneficiar do terrorismo. Sabe-se hoje que Estados negociaram com a rede al Quaeda, oferecendo o uso de seus territórios em troca de fundos. Sabe-se também que a Arábia Saudita e o Paquistão promoveram a guerra contra os soviéticos permitindo o trânsito livre de combatentes por seus territórios – no caso do segundo e fornecendo grande quantidade de fundos – no caso da primeira. Os objetivos eram diversos, mas envolviam sempre a luta contra Estados laicos ou contra grupos buscando objetivos diversos. Entretanto, a negociação com grupos de ativistas armados é sempre problemática, e nada indica que o Estado envolvido vá adquirir algum controle sobre o grupo com o qual negocia.

A guerra pós-clausewitiziana ainda não foi suficientemente estudada, mas já é possível saber que os parâmetros de análise, tanto militar quanto política talvez não se prestem à ela. O que está claro é exatamente seu aspecto mais preocupante: uma guerra pós-clausewitziana é muito difícil de ser travada, e mais difícil ainda de ser vencida.

 

A verdadeira história do radicalismo islâmico::

“Para mim, a visão da chuva de bombas de fragmentação caindo sobre os morros secos afegãos [em Tora Bora] fora profundamente chocante. … De fato, viver e trabalhar na região por tanto tempo tornaram esse choque ainda mais forte. Ao dirigir meu carro pela pequena e conhecida estrada que leva de Jalalabad ao ponto de fronteira em Torkham, eu estava profundamente perturbado com o que tinha visto. Nos anos que passei entrando e saindo do Afeganistão e do Paquistão, vi execuções e bombardeios, fiquei sob a mira de armas e quase morri em vários helicópteros. Ouvi pais descreverem a morte de seus filhos em ataques de mísseis ou nas mãos de bandidos, di bebês em estágios terminais por doenças causadas pela fome … e fugi de incontáveis situações de dor e privação. Mas tudo que testemunhei, embora terrível, parecia fazer sentido. Era, em parte, o que tinha me atraído inicialmente para o Afeganistão. Parecia, de alguma forma, pertencer à essência do lugar. O que vi em Tora Bora não fazia nenhum sentido e eu queria desesperadamente entender como isso havia acontecido.

Estava claro que era impossível explicar o ocorrido simplesmente observando o desenrolar dos fatos no Afeganistão e no Paquistão. Quando comecei a olhar para além da região, logo se tornou muito óbvio que o que acontecera em Tora Bora fora a culminação de um processo histórico gigantesco e complexo. Os homens atingidos pelo bombardeio nos cumes acima de nós eram do Iêmen, do Egito, do Sudão e da Argélia, e também do Sudoeste da Ásia. O motivo do que ocorrera em Tora Bora envolvia suas histórias tanto quanto as dos afegãos.

Eu também desejava responder a outras perguntas. Tal como tantos outros, eu estava com medo. Qual era a natureza da ameaça que agora confrontava minha vida, minha cultura, meus valores, minha segurança pessoal e a daqueles a quem amo? Será que eu realmente deveria ter medo de bombas no metrô de Londres, seqüestros em Paris, ataques com gás em Los Angeles ou bombas sujas em Chicago?

Com o passar dos meses, percebi que nenhuma dessas perguntas estava sendo respondida pela miríade de artigos e livros publicados sobre a “guerra contra o terrorismo” e seus supostos alvos, Fiquei cada vez mais preocupado com as concepções equivocadas que estavam ganhando aceitação. Entre elas se destacava a idéia de que Bin Laden liderava uma organização terrorista coesa e estruturada chamada ´Al-Qaeda’. Todas as evidências com as quais me deparei em meu próprio trabalho contradiziam essa noção de uma Al Qaeda como o “império do mal”, tendo à frente uma malévola inteligência superior. Tal idéia era, sem dúvida, reconfortante – destrua o homem e seus fiéis ajudantes e os problemas desaparecerão – mas claramente equivocada. Como conseqüência, o debate sobre a atual “guerra contra o terrorismo” era distorcido. Em vez de examinarem de forma honesta e sensata as raízes do radicalismo islâmico que ressurgia, a discussão das estratégias na guerra contra o terror tinha sido quase inteiramente dominada pelos ‘especialistas em antiterrorismo’, com sua linguagem de armamento de alta tecnologia, militarismo e erradicação. Isso pode ser útil para tratar o sintoma, mas não consegue, e jamais conseguirá, tratar a doença.

O que há de mais próximo da ‘Al Qaeda’, tal como é popularmente entendida, existiu por um curto período, entre 1996 e 2001. Sua base ficava no Afeganistão, e o que vi em Tora Bora foram as cenas finais de sua destruição. …”

Jason BURKE. Al Qaeda. A verdadeira história do radicalismo islâmico (p. 16-17)

Rio de Janeiro, Zahar, 2007.