Um rapaz (das Forças Especiais)às Terças::Forças Especiais do Exército Brasileiro::

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Integrantes do 1 ° Batalhão de Forças Especiais do Exército Brasileiro. Em primeiro plano, um atirador de escol, vestindo “traje Ghillie“, carrega um Fuzil M964 7,62 dotado de mira telescópica OIP Belgio 3X6 (p´ra lá de obsoleta…).  Em segundo plano, elementos de Forças de infiltração portam o modelo-padrão. O FAL é uma boa arma para atiradores de escol (snipers, em inglês), devido à potência do cartucho e ao peso da arma, que a torna bastante estável durante o disparo. Como disse o leitor “Anônimo”, um dos famosos sete (contadinhos…) os “cabôco”  usam o padrão chamado Ragged Leaf Lizard Pattern, disruptivo de três cores: verde-escuro e castanho sobre fundo verde-claro. Apesar do nome (também aparece como Brazilian Army Lizard Pattern, segundo a terminologia adotada pelo International Camouflage Pattern Index), esse padrão foi desenvolvido por aqui mesmo, nos anos 1980, baseado no padrão M63 usado na Africa pelo exército colonial português. É considerado excelente para combate em ambiente tropical. Esses uniformes deixam no leigo incauto (como boa parte dos jornalistas da imprensa diária…) a impressão de desbotados, o que indicaria a indigência em que vivem as FA nacionais. É apenas parcialmente correto, e vale esclarecer que a aparência é proposital. O padrão busca inclusive simular o brilho provocado pelo excesso de luz característico das regiões equatoriais::

Um rapaz (das Forças Especiais) às Segundas::

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Segundas?.. Não seria às Terças?.. Tanto faz. E já que continuamos no assunto “marinha”, um membro do SEAL da Marinha norte-americana durante a invasão do Afeganistão. A carabina M4A1 calibre 5.56 mm NATO com visor telescópico Trijicon ACOG (Advanced Combat Optical Gunsight) 4X, retícula iluminada de fibra ótica, instalado em  RIS (Rail Interface SystemDaniel Defense Inc. tipo Picantinny e empunhadura de plástico de alto impacto, está com a coronha rebatida. A coloração da arma, aplicada com uma película plástica, destina-se a dificultar a visualização. Trata-se de uma arma especial para forças especiais, e é exatamente o que o *SEAL (acrônimo de Sea, Air and Land, que também quer dizer “foca” em inglês) é. Essa força foi criada em 1962, pela Marinha dos EUA. Em 1961 o Chefe de Operações Navais recomendou a formação de tropas especializadas em contra-guerrilha, capazes de operar a partir do mar, terra e ar. Não foi à-toa. A época era a do envolvimento norte-americano no Vietnam, em 1961-1962.  John Kennedy ficou muito impressionado com a atuação dos “boinas-verdes“, e imaginava poder vencer a guerra com tropas treinadas em táticas não-convencionais, altamente motivadas e politicamente engajadas. No caso do SEAL, os primeiros voluntários eram membros de Equipes de Demolição Submarina (UDT, em inglês), formadas durante a Segunda Guerra Mundial, conhecidos como Frogmen (“homens-rãs”).  O primeiro teatro de operações foi o Vietnam do Sul, fazendo levantamento subaquático, reconhecimento de áreas de desembarque e demolição, além de assessorar as forças especiais do Vietnam do Sul. Eventualmente, atendiam demandas da CIA em operações encobertas, mas essa é outra história::

Uma moça (de uniforme) às Terças::

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Recrutas das Forças de Defesa de Israel em treinamento. Estima-se que, a cada ano, sejam recrutadas por volta de 50.000 mulheres, para incorporação (com a idade de 18 anos), ou para treinamento de rotina (um mês por ano, até a idade-limite de 49 anos). Estima-se que quase 1200.000 mulheres dentro desse espectro sejam potencialmente mobilizáveis, em caso de guerra. 

As moças da foto (bonitinhas, não acham?..) usam o capacete de fibra de aramida tipo OR-402, que substituiu o modelo OR-201. Ambos costumam a ser chamados “meio-melão” – dá pra imaginar o motivo, não dá? A arma, o redator imagina que os assíduos de causa já identifiquem com um olho só::

Um rapaz (das Forças Especiais) às Segundas::

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Efetivo do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil integrado ao Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais Haiti (GrOpFzNav HAITI), tropa integrada à Brigada Haiti da Força de Paz Haiti, unidade brasileira da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH) – o redator sabe que a profusão de “Haiti” parece piada, mas não é… A unidade é composta por 235 efetivos (uma companhia de infantaria e elementos de unidades especializadas) procedentes de várias unidades do CFN-MB. O GrOpFzNav HAITI conta com 43 viaturas, sendo que cinco são do tipo VBTP Mowag “Piranha”, recém-adquiridas pela Marinha. Como força de estabilização exercendo, basicamente, missões de caráter policial e social, o GrOpFzNav HAITI (assim como a Brigada Haiti) não possui artilharia de nenhuma espécie nem quaiquer outros meios ofensivos.

O soldado da foto aponta sua carabina M4A1 dotada de visor de precisão REFLEX  EOTech série 552 instalado sobre trilho Picatinny (um tipo de acessório para armas portáteis projetado no arsenal de Picatinny, Nova Jersey, EUA) durante uma operação de rua em Port-au-Prince.  Essa arma é geralmente distribuída a efetivos dos Batalhão de Operações Especiaisindica. No capacete tipo PASGT (Personel Armour System Ground Troops)M88, um sistema individual de comunicações. O CFN foi a primeira corporação a adotar o capacete de fibra de aramida, já em meados dos anos 1980, quando foi adquirido um punhado de IDF OR 402, capacete padrão das Forças de Defesa de Israel::

Um rapaz (das Forças Especiais) às Terças::Força de Submarinos

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Ainda estamos no “mês dos submarinos brasileiros”. Assim, causa:: tem o prazer de apresentar a seus seis leitores (contadinhos, vocês sabem…) o Estágio de Qualificação para Futuros Comandantes de Submarinos. Realizado nas dependências da Centro de Instrução Almirante Átila Monteiro Aché (CIAMA), base da Força de Submarinos (ForSub), ilha de Mocanguê, Niterói, RJ.  O rapaz da foto não é tão rapaz assim: é um oficial da MB sendo instruído num simulador de compartimento de comando de submarino classe “Tupi”. A foto foi tomada durante um estágio de formação de comandante de submarinos, que prepara capitães-de-fragata (oficiais superiores já com curso de estado-maior) para eventualmente ocupar o posto de comandante de submarinos. Por sinal, causa::, no interesse da cultura submarinística de seus seis leitores, recomenda a leitura deste recurso de pesquisa. Divirtam-se!::

Uma moça (de uniforme) às Segundas::

A vida a bordo não deve ser tão desagradável como fazem crer os romances de Tom Clancy...

A vida a bordo não deve ser tão desagradável como fazem crer os romances de Tom Clancy...

Tudo bem, ´tou sabendo… Não é Segunda, mas afinal, precisa dia marcado para aumentar a cultura submarinística de vocês, seus tarados?.. Bem, a moça é uma efetiva da VVF, em atividade provavelmente em funções de administração. Na sociedade soviética, as mulheres foram, desde o início, admitidas em atividades que, no Ocidente, eram consideradas domínio masculino – e as forças armadas estavam entre essas:: 

A Marinha da Rússia, ou, como eles dizem,  VMF  (Voyenno – Morskoy Flot, “Esquadra Marítima Militar”) é parte das forças armadas russas, submetida ao Ministério da Defesa da Federeção Russa. Em todos os aspectos administrativos de caráter militar, sucedeu a Marinha da União Soviética, depois que esta foi dissolvida, em 1991. Atualmente é composta por 5 agrupamentos navais: a Esquadra do Norte, a Esquadra Russa no Pacífico, a Esquadra do Mar Negro, a Esquadra do Báltico e a Flotilha do Mar Cáspio. Subordinados à Marinha também estão a Aviação Naval, a Administração de Portos Militares, a Infantaria Naval e a Artilharia de Defesa da Costa, além de certa quantidade de satelites de reconhecimento. Dados de inteligência do Ocidente dão conta de 500 navios de todas as classes e aproximadamente 600.000 efetivos, embora o grau de disponibilidade seja uma incógnita.
Ao longo dos anos 1990, a profunda crise política, econômica e administrativa que se seguiu a dissolução da URSS reduziu a atividade naval da ex-superpotência a quase zero. A outrora orgulhosa Marinha Soviética passou por situações humilhantes, como ter *navios abandonados pelas equipagens, *bases simplesmente fechadas por falta de recursos e outros retidos em portos estrangeiros na Europa Oriental, África e Ásia, pelo fato de não haver dinheiro para a compra de combustível. Durante a crise de Kosovo, que afetava diretamente de segurança territorial russa, a presença naval se limitou a um navio de inteligência e uma fragata. Os anos finais da década e iniciais da seguinte viram uma disputa entre as repúblicas, tornadas independentes, pelos despojos navais. Em 2000, o desastre com o submarino classe *Oscar II “Kursk”, durante exercícios no Mar de  Barents, chamou atenção para a baixa disponibilidade da esquadra. Ao longo desse tempo, uma grande quantidade de navios considerados obsoletos ou excessivamente dispendiosos foi desativada, inclusive quase 100 submarinos nucleares, programa que se encerrou em 2007 e foi totalmente financiado pelo Ocidente. A partir de 2003, a esquadra, redimensionada e reorganizada, começou a desenvolver atividades que incluíam grandes exercícos navais. Em maio de 2003, um exercício conjunto com a Marinha Indiana, denominado “INDRA” reuniu dez navios e aeronaves estratégicas, incluindo o disparo de dezenas de mísseis de cruzeiro e torpedos de longo alcance. Em agosto do mesmo ano, um exercício denominado “Vostok 2003”, realizado no Pacífico Norte, na área de manobras das esquadras do Norte e do Pacífico, reuniu em torno de 60 navios de guerra, 80 aeronaves e 70.000 militares. O exercício envolveu também atividades coordenadas com todas as regiões navais e agrupamentos da Rússia, envolvendo virtualmente todos os efetivos da Marinha. Além disso, serviu para mostrar ao mundo um novo tipo de contratorpedeiros de esquadra, a classe *Sovremenny, assim como novos navios de assalto anfíbio e e equipamento de desembarque. Em 2004, a Esquadra do Norte retornou em grande estilo ao Mar de Barents, num exercício reunindo 30 navios de guerra e outras tantas unidades auxiliares, aeronaves de combate e helicópteros.  O presidente Putin esteve observando a manobra a bordo do porta-aviões “Almirante Kuznetsov”, e depois se transferiu para o SSBN da classe “Tufão” “Arkhangelsk”, como convidado para um teste de lançamento do novo míssil balístico *RSM-54 (SS-N 23 “Skiff”, no jargão da OTAN). A tentativa falhou. Duas outras, realizadas de submarines da classe “Delta IV” (detalhes gerais aqui) deram em nada. Ou melhor, deram na demissão sumária, alguns dias depois, do comandante-em-chefe da Marinha, almirante Vladimir Kuroyedov…

Um rapaz (das Forças Especiais) às Terças::Dragões da Independência::

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É quase terça-feira, mas ainda é Sete de Setembro. Vocês lembraram? causa:: é, digamos, um recurso de pesquisa que se orgulha de sua Pátria, embora isso não signifique ignorar os problemas e as vicissitudes – que, todos sabemos, não são poucos. Mas, como diz o historiador Benedict Anderson, “o nacionalismo é como um corpo saudável, e ter uma nacionalidade é considerado tão natural como ter um nariz”. O redator concorda, e acrescentaria que Pátria é a soma dos valores da Nação com o sentimento individual de pertencimento. Em Sete de Setembro, nós, brasileiros, deveríamos comemorar a esperança em um futuro comum, e para cada um de nós, melhor do que o presente::

É curioso que os militares, em geral, parecem considerar-se mais “patriotas” do que o resto de nós. Por outro lado, muitos de nós, civis, parecem achar que “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas“. Nem uma coisa, nem outra. A confusão, de ambos os lados, vem de que, de fato, todos conhecemos mal nossa história, e quando conhecemos, é uma “versão oficial” qualquer. A história, quando na “versão oficial” (aquela cheia de nomes, datas, batalhas, homens sérios, etc, etc), é um abrigo seguro e confortável para algumas certezas – que de certas, não tem nada. Por certo, conhecer a história que foi vivida, aquela cheia de luta, trabalho, construção, discordância, vitória, derrota – ou seja, aquela de que as pessoas, militares e civis, são os atores – é o melhor caminho para derrubar abrigos e certezas. A história mostra que, se não forem pertencimento e responsabilidade comum, o passado nunca é o que parece e o futuro, apenas incerto.

E já que estamos falando no assunto, vamos apresentar a tropa histórica do Exército Brasileiro – o 1° Regimento de Cavalaria de Guardas, também conhecido como “Dragões da Independência”. Os leitores de causa:: (os cinco, contadinhos…) já sabem do que se trata um “dragão”(um soldado de cavalaria ligeira). O que os leitores de causa:: não sabem (mas logo irão saber) é que uma coisa não tem nada com a outra.

Em 1820, quando as Cortes ordenaram a volta do então regente D. Pedro a Portugal, os grandes proprietários de terras do Rio de Janeiro resolveram recrutar uma milícia. Com aproximadamente dois mil homens, se destinava a enfrentar qualquer tentativa das autoridades portuguesas de embarcar o príncipe à força, para a Europa. Nos tumultuados meses em que a autoridade portuguesa começou a ser fortemente contestada e a região das províncias de São Paulo e Minas Gerais, entrou em estado de quase-sedição, o grupo acompanhava o futuro imperador do Brasil conforme ele tentava apagar os incêndios políticos que estouravam por toda parte. Em maio de 1822, uma revolta  na região de Sorocaba ameaçava descambar em levante, e D. Pedro se abalou para lá, acompanhado por uma escolta a cavalo que se autodenominava “Leais Paulistas” e “Leais Mineiros”. Era o grupo que tinha trazido para o Rio os tais dois mil milicianos. Homens muito ricos, proprietários de escravos e comerciantes com grandes interesses econômicos no Rio de Janeiro, podiam despender dinheiro para recrutar tropas e comprar armas. Esses “leais” passaram, após esse episódio, a se  denominar a “Guarda de Honra”.

Foi durante essa viagem que D. Pedro recebeu a conhecida carta das Cortes, e resolveu separar o Brasil de Portugal. Em dezembro de 1822, a “Guarda de Honra” transformou-se na “Imperial Guarda de Honra”. Só que não era uma unidade militar, mas uma tropa civil, na qual o serviço era temporário. Nada tinha com o exército regular (a tropa paga pelo governo). Os componentes, sendo grandes proprietários  em seus locais de origem, eram oficiais das tropas de milícias e, assim, conservavam o posto. Muito provavelmente, queriam distância da tropa regular. O uniforme e o equipamento foram desenhados pelo artista francês Jean-Baptiste Debret (também autor da bandeira nacional) e era pago pelo aspirante a guarda. A cor da farda, o branco, foi homenagem à imperatriz Leopoldina, arquiduquesa da Áustria; o capacete, de modelo bávaro, mostra não um “dragão”, mas um grifo, símbolo da Casa de Bragança, à qual pertencia o imperador e foi adotado por ocasião de seu segundo casamento.

É preciso chamar atenção para o fato de que a “Guarda de Honra”, no episódio do “Grito”, não estava fardada do jeito que aparece no quadro “Independência do Brasil” – assim como D. Pedro não usava a “jaqueta curta” e calças de montaria – por sinal, os cavalos também não eram cavalos árabes (que, naquela época, nem existiam no Brasil). Foi tudo imaginado por Pedro Américo, quando fez a pintura, em 1882. A “Guarda de Honra” foi dissolvida em 1832, pouco após a abdicação de seu inspirador.

Já o Primeiro Regimento de Cavalaria de Guarda tem origem em 1763, com a instituição do Vice-Reino do Brasil. Nessa ocasião, foram constituídos os Esquadrões de Cavalaria de Guarda do Vice-Rei, estes uma tropa paga regular, ou “tropa de linha”, como se dizia na época, com sede no Rio de Janeiro. Em 1808, essa unidade foi núcleo do Primeiro Regimento de Cavalaria do Exército, aquartelado na capital. Essa unidade existiu ao longo de todo o Império do Brasil. Um destacamento dela acompanhava D. Pedro, no episódio do Ipiranga.

Em 1824, a unidade teve seu designativo mudado para Primeiro Regimento de Cavalaria de Linha. Seu batismo de combate foi na batalha de Passo do Rosário, em janeiro de 1826. Nesse encontro, no qual teve a “honra” de não debandar, como aconteceu com a cavalaria gaúcha de milícias, o “Primeiro de Cavalaria” foi quase dizimado. Em 1831, o “Primeiro de Cavalaria” foi reunido com o “Segundo de Cavalaria”, este sediado em Vila Rica, formando o Primeiro Corpo de Cavalaria. Em 1839, com o exército já drasticamente reduzido em efetivos, passou a denominar-se Primeiro Regimento de Cavalaria Ligeira. Tinha uns 800 efetivos, comandados por um tenente-coronel.

Em 1889, o “Primeiro de Cavalaria Ligeira” passou a ser designado Primeiro Regimento de Cavalaria, e, em 1908, mudou de novo, para Primeiro Regimento de Cavalaria Independente (o que nada tem com a Independência…). Mas o nome não pegou, e, em 1915, voltou ao de antes.

Em 1916, o escritor-deputado Gustavo Barroso (dentre outras coisas, criador do Museu Histórico Nacional e, com Plínio Salgado, de uma versão nacional do fascismo europeu chamada “integralismo”) começou uma campanha para que o Exército criasse uma “tropa histórica”. A idéia não passou na Câmara dos Deputados, mas, em 1936, Getúlio Vargas, interessado em criar símbolos nacionais que referissem um passado idealizado, adotou a idéia, e fez com que o Exército passasse a designar o “Primeiro de Cavalaria” com o título honorífico de “Dragões da Independência”. Essa unidade passou a envergar, em paradas e solenidades, o uniforme da Imperial Guarda de Honra, um pouco modificado. Mesmo que uma coisa não tenha nada a ver com a outra…::

Um rapaz (das Forças Especiais) às Terças::

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De fato três MECs (MErgulhadores de Combate), do GRUMEC – Grupo de Mergulhadores de Combate, uma das unidades subordinadas à Força de Submarinos  da Marinha Brasileira. Por sinal, para os que gostam de um bom texto sobre o assunto, (bom, imagino que, por aqui, sejam todos…), mas não exatamente sobre o assunto (???) sugiro dar uma olhada aqui::