Minha comemoração particular do fim da Segunda Guerra Mundial::Idéias absurdas que ajudaram a vencer a guerra2::Rosie the Riveter ou A mulher americana entra na guerra::

Rosie the Riveter, por Norman Rockwell. Trata-se da versão mais conhecida do icone da mulher norte-americana na guerra

Rosie The Riveter’ (“Rosinha, a Rebitadora”) nunca existiu. Ela foi inventada por diversos artistas e publicitáriosnorte-americanos, no momento em que idéias estapafúrdias eram mais do que necessárias para ajudar a tirar o país da maior encrenca em que já se vira metido (e não é de hoje que os EUA são criativos para se meterem em encrancas…): uma guerra mundial para qual não estavam preparados.

A idéia de ter mulheres em funções de combate hoje em dia não chega a despertar estranheza; a idéia de que mulheres trabalhem fora de casa, então, não chega a espantar qualquer pessoa. Mas nem sempre foi assim. Até o ataque japonês a Pearl Harbour, fato que lançou os EUA na 2ª GM, a quase totalidade da força de trabalho norte-americana era masculina. Até mesmo nas grandes cidades, era algo incomum encontrar mulheres em postos de trabalho remunerado. A partir dos anos 1920, alguns tipos de trabalho passaram a ser ocupados majoritariamente por mulheres, como, por exemplo, telefonistas, secretárias e professoras do ensino básico. Eram normalmente trabalhos adequados “à natureza feminina”: não exigiam força física (que, segundo se dizia, as mulheres não tinham) nem muita agilidade intelectual (idéia que até hoje surge por aí…) e lhes permitiam expressar a delicadeza e a “graciosidade”. De fato, o lugar reservado para as mulheres, na sociedade, era mesmo a família, cuidando de crianças e fazendo biscoitos…

Para que as mulheres deixassem tal posição, seria preciso uma crise grande o suficiente para que faltasse mão-de-obra no mercado de trabalho. Ao longo do século 19, as crises não chegaram a tal ponto: haviam homens suficientes para ocupar os postos de trabalho existentes sem que os salários aumentassem muito. O interessante é que, durante a segunda metade do século 19, conforme a economia se expandia com a Segunda Revolução Industrial, não houve guerras muito grandes e longas, que obrigassem a convocação de número considerável de homens adultos. A coisa mudou com a 1ª GM: a convocação maciça da porção masculina da sociedade, notadamente após 1916, chegou a obrigar alguns países europeus a lançar mão de grande número de mulheres jovens como força de trabalho industrial, embora tais números não tenham chegado a provocar uma inversão notável na composição da mão-de-obra. Nos EUA, a entrada tardia na guerra, e o número relativamente pequeno de efetivos enviados à Europa, a partir da segunda metade de 1917, não chegou a constituir problema sério para a constituição da força de trabalho. Nos anos posteriores ao fim do conflito, a expansão da economia criou postos de trabalho para todos aqueles que retornavam do front. A crise geral de 1929, por sua vez, expulsou do mercado de trabalho, nos EUA, cerca de vinte por cento do trabalhadores, e reduziu drasticamente o salário dos restantes. Nessa conjuntura, as mulheres permaneceram em casa enquanto os homens perambulavam pela rua a procura de uma ocupação.

O enfrentamento da crise econômica só seria encaminhado a partir de 1932, com a implementação do conjunto de políticas intervenconistas denominado “New Deal“. De início, as políticas de revitalização econômica através de fortes investimentos governamentais em obras públicas e assitência social não incluíram as forças armadas, cujo tamanho tinha sido drasticamente reduzido depois da 1ª GM. Além do mais, durante os anos 1930 a crise não deu sinais de que recuaria rapidamente, de modo que a eclosão da guerra na Europa encontrou a “grande depressão” apenas parcialmente resolvida. Isto explica, em parte, a conhecida relutância dos EUA em encarar uma possível participação no conflito, ainda que seus interesses nacionais no Pacífico estivessem fortemente ameaçados. Mas o país tinha sido tomado, após o fim da Grande Guerra, por forte mentalidade isolacionista, e o grosso da população, maltratada pela crise econômica, tendia a enxergar os problemas europeus como “problemas estrangeiros”. Ainda assim, a partir de 1940 o governo norte-americano passou a projetar uma participação “relativa” na guerra, com o presidente Franklin Delano Rooselvelt disposto a auxiliar os ingleses em sua luta contra o nazismo através de apoio econômico e industrial (concretizados na política de “Empréstimos e aluguel” – Lend-lease – concretizada no início de 1941). O potencial militar dos EUA (aquela altura, nada muito considerável) seria empenhado apenas na defesa hemisférica – defesa das águas domésticas no atlântico norte e apoio e liderança às políticas de defesa dos países latino-americanos.

Entretanto, a mobilização propriamente dita começou no final de 1939 e se acelerou no clima um tanto deprimente (para o governo Rooselvelt) dos sucessos militares alemães da primavera de 1940. Esta fase, uma transição ordenada prevista no plano de mobilização industrial de 1939, logo foi abandonada. De fato, os planos de mobilização industrial e militar já vinham sendo elaborados desde 1930 e examinaram detalhadamente a forma como o país organizaria a administração civil, as forças armadas e a indústria numa possível guerra generalizada. A base era a doutrina de que a gestão da economia e particularmente o controle da indústria nessa possível guerra seriam funções presidenciais por excelência. Essas funçôes seriam delegadas à agências executivas, em grande parte compostas por civis especializados e chefiadas por um staff de total confiança do chefe da nação. O planejamento antecipado foi uma boa solução: a idéia era de que o problema, quando e se surgisse, provavelmente seria maior do que qualquer serviço ou departamento, sozinho, poderia dar conta. Em 1940 a equipe presidencial convocada já dispunha de um projeto que previa os métodos e instrumentos de controle econômico em tempo de guerra, a partir de listas de necessidades e prioridades para instalações, indústrias e produtos, para o controle do comércio exterior, e até mesmo para o estabelecimento de empresas estatais de emergência, controle de preços e da opinião pública.

Em maio de 1940, o Roosevelt lançou, numa mensagem dirigida ao Congresso dos EUA, o desafio dos “50 mil aviões” (uma Força Aérea de 50.000 aeronaves e a produção de outras 50.000 a cada ano) e encaminhou um pedido de dotação orçamentária suplementar para a defesa. Paralelamente, montou, no gabinete presidencial, o “Escritório de Gerenciamento de Emergências”, que deveria coordenar o esforço de mobilização. A “Comissão Consultiva de Defesa Nacional”, mais ampla, avaliaria os problemas de mobilização de recursos e prepararia planos abrangentes para vários estágios do processo. Essa comissão se não durar um ano, e foi sucedida pelo “Escritório de Gestão da Produção”, também logo dissolvido. O clima político não foi lá muito receptivo a uma mobilização em escala industrial e a população também olhava a guerra como um problema europeu.

A mobilização propriamente dita começou no final de 1939 e se acelerou no clima um tanto deprimente (para o governo Rooselvelt) dos sucessos militares alemães da primavera de 1940. Esta fase, uma transição ordenada prevista no plano de mobilização industrial de 1939, logo foi abandonada. Se por um lado o ataque aéreo contra Pearl Harbour  mobilizou a população para a causa da guerra, por outro o problema mostrou-se ainda maior do que tinha sido imaginado: o teatro do Pacífico exigia intervenção imediata, os ingleses queriam mais do que ajuda econômica e os soviéticos, tornados aliados a partir de junho de 1941, passaram a clamar pela abertuda de uma “segunda frente”. A mobilização da sociedade passou a ter como objetivo aguentar o tranco até a montagem de forças armadas grandes o suficiente para intervir em todas essas frentes, mas seriam necessários, para começo de conversa, algo em torno de 1.o00.000 de efetivos no Exército, 50.000 na aviação e 300.000 na marinha,  e num prazo de aproximadamente seis meses.  É claro que as forças armadas precisariam de equipamentos e munições, e essas teriam de proceder das fábricas que as próprias forças armadas iriam esvaziar. Inicialmente, se pensou em uma convocação que preservaria as áreas mais sensíveis da produção. Foram precisos apenas poucos meses para que ficasse evidente: não ia dar certo. A sucessão de vitórias japonesas, ao longo da primeira metade de 1942, e a campanha dos submarinos alemães contra a navegação mercante na costa oriental dos EUA mostrou que a magnitude da convocação exigiria soluções radicais.

Pouco antes, o o governo começara a encarar seriamente a convocação de mulheres para ocupar os postos de trabalho que iriam vagar com a incorporação dos homens adultos às forças armadas. As pesadas baixas iniciais mostraram com clareza e crueza a crise em que o país se via mergulhado. Em função da propaganda, não seria difícil fazer com que as mulheres aderissem ao esforço de guerra, mas não se poderia esperar que elas o fizessem de forma absolutamente espontânea, como os homens estavam fazendo no que tange ao alistamento nas forças armadas. Seria preciso apelar ao sentimento patriótico das mães e esposas norte-americanas, e isto teria de ser feito através de grandes campanhas publicitárias.

O governo norte-americano passou a montar, a partir de 1942, com a assistência de grandes agências, sucessivas campanhas que conclamavam as mulheres a assumir,  na indústria, funções até então vistas como masculinas. Tais funções seriam indicadas tais funções como “postos de combate” de um “frente interna” (em inglês, Homefront) que exigiria a participação de todos. É interessante observar que a campanha We can do it!, lançada em fevereiro de 1942 – quer dizer, logo no início da guerra –, mostra uma mulher jovem, com o rosto determinado, fazendo um gesto tipicamente masculino. Era a  primeira cara de Rosie, the Riveter (“Rosinha, a rebitadora”), personagem que se tornou o símbolo da mulher norte-americana durante a 2ª GM.

A imagem foi criada pelo artista J. Howard Miller, por encomenda do Comitê de Coordenação da Produção de Guerra da empresa The Westinghouse Company, indústria eletroeletrônica produtora de peças para aeronaves de combate. A mais famosa dessas imagens foi baseada em uma fotografia feita numa fábrica da empresa em Michigan, e retratava uma trabalhadora de 27 anos de idade chamada Geraldine Doyle. Nessa época, a personagem não era chamada de “Rosie”, nome que, por incrível que pareça, só foi adotado no final dos anos 1970, ou seja, mais de quarenta anos depois do lançamento.

A campanha teve enorme sucesso e o objetivo inicial foi rapidamente cumprido: a indústria conquistou a força de trabalho feminina. O setor aeronáutico viu crescer de forma notável o número de mulheres em suas linhas de produção. Mais de 310.000 delas trabalhavam nessa indústria em 1943, representando mais de 65 por cento do total da força de trabalho dessa indústria. A magnitude desse porcentual não precisa ser frisada: em 1939, cerca de um por cento da mão de obra dessa indústria era composta por mulheres. A indústria de munições também passou a recrutar trabalhadoras em grande número.

O sucesso feminino nas novas atividades devia-se, em parte, às características do trabalho desenvolvido. De fato, fabricar aviões ou preparar cartuchos não exigia força física, já que a força propriamente dita era feita pela máquina. A indústria moderna, organizada no final do século 19, colocava os trabalhadores como operadores de máquinas, e o conjunto máquina-operador executava pequenas tarefas de forma mais ou menos automatizada e altamente repetitiva. O conjunto dessas tarefas resultava no produto acabado. Os movimentos realizados eram poucos e simples (apertar um gatilho ou acionar uma alavanca ou um pedal, por exemplo), em posições próximas uma das outras. O operário não precisava se deslocar, ou o fazia em extensões muito pequenas, visto que o objeto do trabalho é que se deslocava, ao longo de uma linha. Ferramental acionado por força eletromecânica, pneumática ou hidráulica tinha de ser deslocado até um ponto bastante preciso dentro de um objeto maior. Dessa forma, o operário não precisava entender plenamente o que estava fazendo, desde que seguisse a risca uma série de instruções. Caso tivesse dúvidas, remetia-se a um esquema gráfico que indicava por imagens ordenadas sucessivamente o que tinha de ser feito. Um operário desses precisava ter um grau de instrução relativamente baixo, e o treinamento era muito fácil, aprendido na própria linha de montagem. O decorrer do trabalho era supervisionado o tempo todo por capatazes – estes, em geral, do sexo masculino. E, apesar da admitida necessidade da força feminina para o esforço de guerra, isto não significou vantagens salariais: dificilmente uma operária ganhava mais do metade do ordenado pago a um operário. Os capatazes quase nunca eram mulheres, e os cargos de supervisores e gerentes eram virtualmente fechados ao sexo feminino.

Conforme as mulheres se juntavam às linhas de produção, as campanhas começaram a mostrar as qualidades que se esperava de uma “combatente da frente interna”: forte, disciplinada, dedicada. Masculinizada, mas sem perder certas características femininas. Essas campanhas começaram a apresentar, a partir de maio de 1943, a nova “Rosie”. Esse redesenho da personagem aparece com uma ilustração do artista gráfico Norman Rockwell, na capa da revista Saturday Evening Post. Rockwell é conhecido por seus desenhos altamente realistas do americano comum, apanhado em cenas cotidianas. Sua “Rosinha”, entretanto, incorpora todos os atributos geralmente atribuídos aos operários industriais, inclusive o macacão de zuarte (um tecido de mescla de algodão, juntando fios mais grossos e mais finos, muito parecido com os blue-jeans), que os fazia serem chamados de “colarinhos azuis”, em oposição aos “colarinhos brancos” da administração. Ela é mostrada na hora do almoço – um sanduiche, que pode ser consumido rapidamente nos vinte minutos de intervalo que as operárias tinham para almoçar. É interessante observar que a cena, um verdadeiro discurso patriótico feito com imagens, incorpora a “arma” da “combatente”: um rebitador, mas de proporções bem maiores do que aqueles usados na indústria de equipamento militar (que tinha aproximadamente as proporções de uma furadeira elétrica de impacto), uma enorme bandeira dos EUA e, debaixo dos pés de Rosinha, um exemplar do “Mein Kampf”, o panfleto de Hitler transformado em livro sagrado dos nazistas. O mais interessante nessa imagem são as proporções masculinas que Rockwell atribuiu à sua personagem, a começar pelos braços musculosos. Alguns intérpretes afirmam que essa imagem tem atributos das imagens religiosas compostas durante a Renascença, e que a composição teria sido intencional, feita para dar tons religiosos à mensagem patriótica buscada com a composição.

As campanhas publicitárias prosseguiram por toda a Guerra. As revistas ilustradas estampavam reportagens fotográficas com “Rosinhas da vida real”: uma rebitadora da General Motors na cidade de North Tarrytown, NY, que instalou 3.345 rebites em um bombardeiro Avenger, merecendo pelo feito uma carta de agredecimento do presidente Rooselvelt. Essas “mulheres da vida real” passaram a merecer atenção da imprensa não propriamente como trabalhadoras empenhadas em funções industriais regulares, mas como ocupantes de funções ”masculinas” num momento atípico em que os homens não estavam disponíveis::

Uma moça (em uniforme) às Terças::

Eis que a seção favorita dos oito leitores retorna, na madrugada de quarta-feira. Não era para ser terça? Tanto faz… E já que a semana é mesmo da linhagem AK…

Reservista do Exército Russo em treinamento de tiro de precisão com *AK-74M (na foto, com um lança-granadas GP-25 de 40 mm). Na primeira foto, a atiradora traça o alvo (geralmente a 100 metros/109,3 jardas de distância). A arma está travada em posição de segurança (no destaque, a posição da alavanca de armar, a janela de ejeção fechada e a chave de segurança  para cima). Na segunda foto, a moça pega o carregador e coloca na janela do receptor. E… Olha só: ela é bonita, benza´Deus (depois do fim do materialismo ateu, Deus na Rússia pode…)::

Uma moça (de uniforme) às Terças::

Israeli_SoldierGirl

Recrutas das Forças de Defesa de Israel em treinamento. Estima-se que, a cada ano, sejam recrutadas por volta de 50.000 mulheres, para incorporação (com a idade de 18 anos), ou para treinamento de rotina (um mês por ano, até a idade-limite de 49 anos). Estima-se que quase 1200.000 mulheres dentro desse espectro sejam potencialmente mobilizáveis, em caso de guerra. 

As moças da foto (bonitinhas, não acham?..) usam o capacete de fibra de aramida tipo OR-402, que substituiu o modelo OR-201. Ambos costumam a ser chamados “meio-melão” – dá pra imaginar o motivo, não dá? A arma, o redator imagina que os assíduos de causa já identifiquem com um olho só::

Uma moça (de uniforme) às Segundas::

Confessem... Estavam com saudades da garota, não estavam?..

Confessem... Estavam com saudades das garotas de causa::, não estavam?..

Muito em breve (quando o redator conseguir novamente arrumar tempo para as pesquisas…), vamos iniciar a “Semana do Programa FX-2”. Tema divertido, não? Aparentemente, nossa vibrante “imprensa especializada” não chegou a grudar no assunto, visto que coisas mais interessantes apareceram no horizonte – coisas como Manuel Zelaya num avião venezuelano…

Mas vamos esperar umas duas semanas (ainda falta o fecho do “mês dos submarinos”). Enquanto isso, aproveitem o sorriso da tenente Gudrun Johanssen, da Flyvevåbnet (Real Força Aérea Dinamarquesa – pronuncia-se, mais-ou-menos “vlifêfôznet”).   Desde os meados dos anos 1950, a RFAD admite mulheres em suas fileiras, mas foi apenas nos anos 1960 que elas começaram a assumir o lugar de piloto. Atualmente, a RFAD tem como principal item de seu inventário 60 caças-bombardeiros F16AM e F16BM. O “M” é indicativo de Mid Life Update, modernização que inclui revisão completa da estrutura e motores, atualização dos aviônicos e sensores e capacitação para armamento mais moderno. Essas aeronaves foram adquiridas depois de uma duríssima concorrência internacional vencida pelos EUA e que deixou de fora o consórsio anglo-francês SEPECAT, com o Jaguar, a sueca SAAB, com uma versão de exportação do Viggen, a Dassault-Breguet, como o Mirage F1M e uma versão proposta do YF17 (que nem existia), da empresa Northrop (que tinha perdido a concorrência para fornecer caças leves para a USAF para o próprio F16). O efetivo da RDAF é, na atualidade, de 3400 efetivos. Aproximadamente 100 conscritos, recrutados em universidades, são treinados a cada ano, e ficam em serviço durante dois anos e meio, para constituir uma reserva. O tempo de serviço é, em média, de 24 anos para os efetivos. Os reservistas são convocados de 4 em 4 anos até completarem 46 anos. A tenente gosta de andar na moda, e usa, na foto um modelito anti-G, para antecipar a chegada dos caças F-35 do programa Joint Strike Fighter. É prá logo – a RDAF é uma força aérea fashion… ::

Uma moça (de uniforme) às Segundas::

A vida a bordo não deve ser tão desagradável como fazem crer os romances de Tom Clancy...

A vida a bordo não deve ser tão desagradável como fazem crer os romances de Tom Clancy...

Tudo bem, ´tou sabendo… Não é Segunda, mas afinal, precisa dia marcado para aumentar a cultura submarinística de vocês, seus tarados?.. Bem, a moça é uma efetiva da VVF, em atividade provavelmente em funções de administração. Na sociedade soviética, as mulheres foram, desde o início, admitidas em atividades que, no Ocidente, eram consideradas domínio masculino – e as forças armadas estavam entre essas:: 

A Marinha da Rússia, ou, como eles dizem,  VMF  (Voyenno – Morskoy Flot, “Esquadra Marítima Militar”) é parte das forças armadas russas, submetida ao Ministério da Defesa da Federeção Russa. Em todos os aspectos administrativos de caráter militar, sucedeu a Marinha da União Soviética, depois que esta foi dissolvida, em 1991. Atualmente é composta por 5 agrupamentos navais: a Esquadra do Norte, a Esquadra Russa no Pacífico, a Esquadra do Mar Negro, a Esquadra do Báltico e a Flotilha do Mar Cáspio. Subordinados à Marinha também estão a Aviação Naval, a Administração de Portos Militares, a Infantaria Naval e a Artilharia de Defesa da Costa, além de certa quantidade de satelites de reconhecimento. Dados de inteligência do Ocidente dão conta de 500 navios de todas as classes e aproximadamente 600.000 efetivos, embora o grau de disponibilidade seja uma incógnita.
Ao longo dos anos 1990, a profunda crise política, econômica e administrativa que se seguiu a dissolução da URSS reduziu a atividade naval da ex-superpotência a quase zero. A outrora orgulhosa Marinha Soviética passou por situações humilhantes, como ter *navios abandonados pelas equipagens, *bases simplesmente fechadas por falta de recursos e outros retidos em portos estrangeiros na Europa Oriental, África e Ásia, pelo fato de não haver dinheiro para a compra de combustível. Durante a crise de Kosovo, que afetava diretamente de segurança territorial russa, a presença naval se limitou a um navio de inteligência e uma fragata. Os anos finais da década e iniciais da seguinte viram uma disputa entre as repúblicas, tornadas independentes, pelos despojos navais. Em 2000, o desastre com o submarino classe *Oscar II “Kursk”, durante exercícios no Mar de  Barents, chamou atenção para a baixa disponibilidade da esquadra. Ao longo desse tempo, uma grande quantidade de navios considerados obsoletos ou excessivamente dispendiosos foi desativada, inclusive quase 100 submarinos nucleares, programa que se encerrou em 2007 e foi totalmente financiado pelo Ocidente. A partir de 2003, a esquadra, redimensionada e reorganizada, começou a desenvolver atividades que incluíam grandes exercícos navais. Em maio de 2003, um exercício conjunto com a Marinha Indiana, denominado “INDRA” reuniu dez navios e aeronaves estratégicas, incluindo o disparo de dezenas de mísseis de cruzeiro e torpedos de longo alcance. Em agosto do mesmo ano, um exercício denominado “Vostok 2003”, realizado no Pacífico Norte, na área de manobras das esquadras do Norte e do Pacífico, reuniu em torno de 60 navios de guerra, 80 aeronaves e 70.000 militares. O exercício envolveu também atividades coordenadas com todas as regiões navais e agrupamentos da Rússia, envolvendo virtualmente todos os efetivos da Marinha. Além disso, serviu para mostrar ao mundo um novo tipo de contratorpedeiros de esquadra, a classe *Sovremenny, assim como novos navios de assalto anfíbio e e equipamento de desembarque. Em 2004, a Esquadra do Norte retornou em grande estilo ao Mar de Barents, num exercício reunindo 30 navios de guerra e outras tantas unidades auxiliares, aeronaves de combate e helicópteros.  O presidente Putin esteve observando a manobra a bordo do porta-aviões “Almirante Kuznetsov”, e depois se transferiu para o SSBN da classe “Tufão” “Arkhangelsk”, como convidado para um teste de lançamento do novo míssil balístico *RSM-54 (SS-N 23 “Skiff”, no jargão da OTAN). A tentativa falhou. Duas outras, realizadas de submarines da classe “Delta IV” (detalhes gerais aqui) deram em nada. Ou melhor, deram na demissão sumária, alguns dias depois, do comandante-em-chefe da Marinha, almirante Vladimir Kuroyedov…

Uma moça (de uniforme) às Segundas::

As Forças Armadas brasileiras ainda são um tanto machistas. Em 2008, segundo dados do Ministério da Defesa, estavam incorporadas 4.486 oficiais, graduados e praças do sexo feminino, num universo total de aproximadamente 289.000 tropas (190.000 no Exército, 49.000 na Marinha e 50.000 na Aeronáutica). Ou seja, menos de 2 por cento do efetivo. A Marinha, a primeira das forças a admitir o sexo feminino em seus quadros, comporta quase metade do total, seguida pela Aeronáutica e o Exército. Curiosamente, a resistência à presença feminina no ambiente militar ainda é maior no meio civil do que no interior das Forças Armadas. Entretanto, a única força na qual as mulheres atuam efetivamente na primeira linha é a Aeronáutica, em cuja academia já é reservado um porcentual de vagas (uma em cada cinco) para pilotos e intendentes. Na Marinha e no Exército, as mulheres cumprem funções auxiliares, principalmente nos quadros técnicos especializados e de saúde.

Primeiro-sargento do Quadro Auxiliar Feminino da Marinha recebendo a Ordem do Mérito Tamandaré

Primeiro-sargento do Quadro Auxiliar Feminino da Marinha recebendo a Ordem do Mérito Tamandaré